John Adams
English: John Adams

John Adams
2.º Presidente dos Estados Unidos
Período4 de março de 1797
a 4 de março de 1801
Vice-presidenteThomas Jefferson
AntecessorGeorge Washington
SucessorThomas Jefferson
1.º Vice-presidente dos Estados Unidos
Período21 de abril de 1789
a 4 de março de 1797
PresidenteGeorge Washington
AntecessorNenhum (Cargo criado)
SucessorThomas Jefferson
Delegado do Segundo Congresso Continental por Massachusetts
Período10 de maio de 1775
a 27 de junho de 1778
SucessorSamuel Holten
Delegado do Primeiro Congresso Continental pela Baía de Massachusetts
Período5 de setembro de 1774
a 26 de outubro de 1774
Dados pessoais
Nascimento30 de outubro de 1735
Braintree, Massachusetts,
América Britânica
Morte4 de julho de 1826 (90 anos)
Quincy, Massachusetts,
Estados Unidos
ProgenitoresMãe: Susanna Boylston
Pai: John Adams Sr.
Alma materHarvard College
EsposaAbigail Smith (1764–1818)
Filhos6 (incluindo John Quincy)
PartidoFederalista
ReligiãoProtestantismo
ProfissãoAdvogado e diplomata
AssinaturaAssinatura de John Adams
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja John Adams (desambiguação).

John Adams (Braintree, 30 de outubro de 1735 – Quincy, 4 de julho de 1826) [nota 1] Foi o segundo presidente dos Estados Unidos (1797–1801) e,[1] anteriormente, primeiro vice-presidente dos Estados Unidos. Pai da Nação estadunidense,[2] Adams foi estadista, diplomata e um advogado importante no período da independência americana da Grã-Bretanha. De boa educação, Adams era um teórico político do Iluminismo que divulgou o republicanismo, tal como o conceito de um governo central, e escreveu várias obras sobre as suas ideias, tanto em trabalhos publicados como em cartas para a sua esposa e conselheira Abigail Adams, e, também, a outros Pais da Nação.

Adams começou a destacar-se nos primeiros tempos da Revolução Americana. Advogado e figura pública em Boston, como delegado de Massachusetts no Congresso Continental, teve um papel importante em convencer o Congresso a declarar a independência. Ajudou Thomas Jefferson a elaborar a Declaração da Independência em 1776, e foi um dos seus principais defensores junto do Congresso.[3] Mais tarde, como diplomata na Europa, ajudou a negociar o provável tratado de paz com a Grã-Bretanha, e foi responsável por obter importantes empréstimos governamentais dos banqueiros de Amesterdão. Teórico político e historiador, Adams redigiu grande parte da Constituição de Massachusetts em 1780, a qual, juntamente com o seu Thoughts on Government, influenciou o pensamento político americano. Um dos seus grandes papeis foi como analista de caracteres: em 1775, nomeou George Washington para comandante-em-chefe; 25 anos mais tarde, designou John Marshall para Chefe de Justiça dos Estados Unidos.

A natureza revolucionária de Adams asseguraram duas presenças como vice-presidente de George Washington, e a sua própria eleição em 1796 como segundo presidente do país. Durante a sua única legislatura, foi confrontado com ataques dos democratas-republicanos de Jefferson, tal como da facção dominante do seu Partido Federalista liderado pelo seu declarado adversário Alexander Hamilton. Adams assinou o controverso Alien and Sedition Acts e organizou o exército e a marinha em particular para fazer face a uma guerra não declarada (designada por "Quase-guerra") com a França (1798–1800). A principal conquista da sua presidência foi a resolução pacífica do conflito face à oposição de Hamilton.

Em 1800, Adams foi derrotado nas eleições presidenciais por Thomas Jefferson e retirou-se para Massachusetts. Mais tarde reataria a sua amizade com Jefferson. Adams e a sua esposa tiveram vários filhos que seguiram as áreas da política, diplomacia e história, e que ficariam designados por família política de Adams. Adams foi o pai de John Quincy Adams, o sexto Presidente dos Estados Unidos. As suas conquistas foram reconhecidas nos tempos modernos, apesar dos seus contributos não tivessem sido celebrados como os dos outros Pais da Nação. Adams foi o primeiro presidente a residir na mansão de ficaria conhecida como Casa Branca.[4]

Biografia

Infância e juventude

John Adams era o mais velho de três filhos,[5] nasceu em 30 de outubro de 1735 (19 de outubro de 1735, no calendário juliano), no que é hoje Quincy, Massachusetts de John Adams, Sr., e Susanna Adams.[6] A mãe de Adams vinha de uma prestigiada família de médicos e o seu pai era diácono congregacionista, agricultor, sapateiro e tenente na milícia, para além de servir como vereador e de supervisionar a construção de escolas e estradas.Enquanto ele não falava muito de sua mãe mais tarde na vida, ele normalmente elogiava seu pai e foi muito próximo a ele quando criança. hoje o berço dos Adams é parte de Adams National Historical Park. Seu pai (1691-1761), era descendente de quinta geração de Henry Adams, que emigrou da Somerset na Inglaterra,[3] para Massachusetts Bay Colony, em cerca de 1638. Adams nasceu em uma família modesta.

Por ser o filho mais velho, os pais de John Adams obrigaram-no a ter uma educação formal que teve início quando este tinha seis anos de idade na Dame School. Mais tarde frequentou a Braintree Latin School onde estudou Latim, retórica, lógica e aritmética. Adams não era um bom aluno e o seu desejo era tonar-se agricultor, no entanto, quando foi nomeado um novo diretor para a sua escola, as suas notas melhoraram.[7]

Em 1751, aos dezasseis anos, Adams entrou na Universidade de Harvard.[8] Contrariando a vontade do seu pai, Adams optou por não se tornar ministro e completou um Bacharelato de Artes em 1755. Nos anos seguintes deu aulas em Worcester, Massachusetts enquanto tentava decidir qual era a sua verdadeira vocação. Acabou por decidir que queria fazer algo que lhe trouxesse "honra e prestigio" e que fizesse dele "um grande homem". De forma a concretizar esses objetivos, decidiu tornar-se advogado e, numa carta para o seu pai justificou a sua decisão dizendo que os advogados conseguiam "feitos nobres e galantes", enquanto o clero era constituído por "perfeitos idiotas que fingiam ser santos".[7]

Adams estudou Direito e em 1756 tornou-se aprendiz no escritório de John Putnam, um advogado proeminente de Worcester.[7] Em 1758, terminou um Mestrado na Universidade de Harvard e entrou para a Ordem nesse mesmo ano.[7]

Carreira política e diplomata

Ocupou cargos diplomáticos na França e nos Países Baixos durante a guerra de independência e participou da elaboração do tratado de paz. Retornou ao país e foi eleito vice-presidente de George Washington.[1]

John Adams se demonstrou contrário aos conflitos entre os ingleses, os franceses revolucionários e os federalistas americanos, dando fim à guerra no mar e incentivando a convenção de 1800 que proporcionou o reatamento das relações entre França e Inglaterra. Membros mais intransigentes do seu partido se vingaram dele não se empenhando para sua reeleição em 1800. Adams, no entanto, não pode esconder que se identificava mais com os federalistas e que sua linguagem se aproximava muito da dos ultraconservadores europeus sendo esta a explicação dada à vitória dos republicanos durante a eleição, com a subida de Thomas Jeferson à presidência.[1] Durante seu governo ocorreram as revoluções da Virgínia e do Kentucky.

Depois da derrota pela reeleição, ele se aposentou em Massachusetts. Seu filho, John Quincy Adams, foi, também, posteriormente, presidente dos Estados Unidos.

Um fato curioso é que, John Adams retirou-se para sua fazenda em Quincy, e seu amigo, Thomas Jefferson (também ex-presidente e participante da Declaração da Independência) morreram na mesma data. Só que Jefferson havia morrido poucas horas antes, em Monticello, em 4 de julho de 1826, sendo que, coincidentemente, nesse dia eram comemorados os 50 anos da independência americana, a qual os dois ajudaram a conquistar.

Encontra-se sepultado em Adams Crypt, Quincy, Condado de Norfolk, Massachusetts nos Estados Unidos.[9]