Joana de Trastâmara

Joana de Trastâmara (Joana a Beltraneja)
Rainha (consorte) de Portugal; Rainha [reinante] de Leão e Castela, Galiza, Toledo, Sevilha, Córdova, Múrcia, Jaén, Algarve, Algeciras e Gibraltar, senhora da Biscaia e de Molina
Joana, a Excelente Senhora - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png
D. Joana, Rainha de Portugal, Leão e Castela,
esposa de El-Rei D. Afonso V,
Rainha de facto, depois de jure de Leão e Castela
ConsorteAfonso V de Portugal
CasaTrastâmara
Nascimento28 de fevereiro de 1462
 Castela
Morte12 de abril de 1530 (68 anos)
 Lisboa, Portugal
EnterroConvento de Santa Clara, Lisboa (destruído no Terramoto de 1755)
PaiHenrique IV de Castela ou Beltrán de la Cueva
MãeD. Joana, Infanta de Portugal

Joana de Trastâmara ou, pejorativamente, Joana a Beltraneja (em castelhano: Juana de Castilla; Castela, 28 de fevereiro de 1462 - Lisboa, 12 de abril de 1530) foi primeiro rainha reinante e depois de jure de Castela, e rainha consorte de Portugal.

Joana nasceu infanta de Leão e Castela, sendo jurada princesa das Astúrias e depois, aclamada rainha de Castela à morte do rei Henrique IV, seu pai, e rainha de Portugal pelo seu casamento com seu tio, D. Afonso V. Depois da guerra civil castelhana em que foi destronada por seus tios, os Reis Católicos, foi exilada do seu país pelo tratado assinado entre Portugal e Castela, depois da batalha de Toro, ficando em Portugal, onde encontrou refúgio até ao fim dos seus dias, sendo oficialmente tratada por "Excelente Senhora".

Os seus inimigos e os de sua mãe, insultuosamente a alcunharam de Beltraneja desde o seu nascimento, querendo assim afirmar não ser a princesa filha do rei Henrique IV, mas de Beltrán de la Cueva, amante da rainha sua mulher, Dona Joana.

Nascimento

Sua mãe era a rainha D. Joana de Portugal, filha do rei D. Duarte, casada com o rei Henrique IV de Castela. Contudo, Henrique, sem filhos do seu segundo casamento, o casamento anterior (o seu primeiro casamento, não o consumara sendo anulado por falta de idade, nada provando nesta matéria), teria a fama de ser impotente. Por isso se urdiu na corte que D. Joana estivesse envolvida num caso amoroso com o nobre Beltrán de La Cueva, o qual no entanto, segundo a exegese histórica pôde apurar nos nossos dias, estaria em missão fora da corte castelhana no momento aproximado da concepção da jovem infanta.

Nem por isso deixou a princesa D. Joana de ser considerada ilegítima pelos principais senhores de Castela, que recusar-se-ão depois a reconhecê-la como infanta, seguindo-se lutas civis e várias pressões visando a passagem da coroa castelhana a Afonso, irmão de Isabel a Católica, tios da recém-nascida, meios-irmãos do rei seu pai.