Jamaica
English: Jamaica

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Jamaica
Flag of Jamaica.svg
Coat of arms of Jamaica.svg
BandeiraBrasão
Lema: Out of many, one people
(Inglês: "A partir de muitos, um só povo")
Hino nacional: Jamaica, Land We Love
Gentílico: Jamaicano(a)

Localização da

CapitalKingston
17°59′N 76°48′W
Língua oficialInglês
GovernoMonarquia constitucional
 - MonarcaIsabel II
 - Governador-geralPatrick Allen
 - Primeiro-ministroAndrew Holness
Independênciado Reino Unido 
 - Declarada6 de agosto de 1962 
Área 
 - Total10.991 km² (166.º)
 - Água (%)1,5
População 
 - Estimativa para 20152 950 210[1] hab. (139.º)
 - Densidade252 hab./km² (49.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2012
 - TotalUS$ 25,317 bilhões*[2] 
 - Per capitaUS$ 9 199[2] 
PIB (nominal)Estimativa de 2012
 - TotalUS$ 15,569 bilhões*[2] 
 - Per capitaUS$ 5 657[2] 
IDH (2017)0,732 (97.º) – alto[3]
Gini (2004)45,5[4]
MoedaDólar jamaicano (JMD)
Fuso horário(UTC-5)
 - Verão (DST)-6
Cód. ISOJAM
Cód. Internet.jm
Cód. telef.+1-876
Website governamentalwww.cabinet.gov.jm

Mapa da

Jamaica (pronunciado em inglês[dʒəˈmeɪkə] (Sobre este somescutar )) é um país insular situado no mar do Caribe (em português europeu, Mar das Caraíbas) que compreende a terceira maior ilha das Grandes Antilhas. A Jamaica é o quinto maior país insular do Caribe (Caraíbas) [5] Os povos indígenas da ilha, os taínos, chamavam-na de Xaymaca em aruaque, ou seja, a "terra da madeira e da água" ou a "terra dos mananciais".[6]

Depois de tornar uma possessão espanhola conhecida como Santiago, em 1655 a ilha passa ao domínio britânico e é nomeada como "Jamaica". O país conseguiu sua completa independência do Reino Unido apenas em 6 de agosto de 1962.[7] Com 2,8 milhões de pessoas, é o terceiro país anglófono mais populoso na América, depois dos Estados Unidos e do Canadá. Kingston é a maior cidade e a capital do país, com uma população que ronda um milhão de habitantes.[8][9] A Jamaica tem uma grande diáspora em todo o mundo, devido à emigração do país.[10]

O país é um reino da Commonwealth, com a rainha Isabel II como seu monarca e chefe de Estado. Seu representante designado no país é o governador-geral da Jamaica, atualmente Patrick Allen. O chefe de governo e primeiro-ministro da Jamaica é Andrew Holness. A Jamaica é uma monarquia constitucional parlamentar com o poder legislativo investido no parlamento bicameral nacional, que consiste de um senado e uma câmara composta por representantes eleitos pela população.[11][12][13][14]

História

Ver artigo principal: História da Jamaica

Pré-história

Os índios aruaques e taínos, originários da América do Sul, se estabeleceram na ilha entre 4000 e 1000 a.C.[15] Quando Cristóvão Colombo chegou em 1494, havia mais de 200 aldeias governadas por caciques (chefes de aldeias). A costa sul da Jamaica era a mais povoada, especialmente em torno da área hoje conhecida como Porto Velho. Os taínos ainda habitavam a Jamaica quando os britânicos assumiram o controle da ilha em 1655. O Jamaican National Heritage Trust está a tentar localizar e documentar qualquer evidência dos povos taínos e aruaques.[16]

Colonização

Domínio espanhol

Cristóvão Colombo reivindicou a Jamaica para a Espanha após aportar lá em 1494, provavelmente em Porto Seco, agora chamado de Discovery Bay.[17] Há algum debate sobre se ele desembarcou em St. Ann Bay ou em Discovery Bay. St. Ann Bay foi batizada de "Santa Glória" por Colombo, como o primeiro avistamento de terra. Uma milha a oeste de St. Ann Bay é o local do primeiro assentamento espanhol na ilha, conhecido como Sevilla, que foi criado em 1509 e abandonado por volta de 1524 porque foi considerado insalubre.[18] A capital foi transferida para a cidade espanhola então chamada São Jago de la Vega, em torno de 1534 (na atual St. Catherine).[19]

Domínio britânico

Spanish Town tem a catedral mais antiga das colônias britânicas no Caribe.[19] Os espanhóis foram expulsos à força pelos britânicos em Ocho Rios, em St. Ann. Em 1655, os britânicos, liderados por Sir William Penn e pelo General Robert Venables, assumiram o último forte espanhol na Jamaica.[20] O nome de Montego Bay, a capital da paróquia de St. James, é proveniente do nome em espanhol mantega bahía (ou baía de banha), aludindo à indústria de fabricação de banha com base no processamento dos inúmeros javalis na área.[21]

Henry Morgan foi um famoso pirata e corsário do Caribe; ele veio primeiro para as Índias Ocidentais como um trabalhador escravo, como a maioria dos primeiros colonos ingleses.[22]

Em 1660, a população da Jamaica era de cerca de 4.500 brancos e 1.500 negros,[23] mas, já na década de 1670, os negros formaram a maioria da população.[24] Por conta de perseguição na Europa, a Jamaica tornou-se um refúgio para os judeus no Novo Mundo, atraindo também aqueles que tinham sido expulsos de Espanha e Portugal. Os primeiros judeus tinham chegado em 1510, logo após o filho de Cristóvão Colombo se estabelecer na ilha. Formada principalmente por mercadores e comerciantes, a comunidade judaica foi forçado a viver uma vida clandestina e se autodenominam "portugals". Depois que os britânicos assumiram o governo da Jamaica, os judeus da ilha decidiram que a melhor defesa contra uma possível tentativa de reconquista por parte da Espanha era contribuir para que a colônia se tornasse uma base para os piratas do Caribe. Com os piratas instalados em Port Royal, os espanhóis seriam dissuadidos de atacar. Os líderes britânicos concordaram com a viabilidade desta estratégia para evitar uma agressão externa.[25]

Quando os britânicos capturaram a Jamaica em 1655, os colonos espanhóis fugiram depois de libertar seus escravos.[20] Os escravos ficaram dispersos nas montanhas, juntando-se aos maroons ou com os que tinham anteriormente escapado dos espanhóis para viver com os taínos. Os maroons jamaicanos combateram os britânicos durante o século XVIII. O nome é usado ainda hoje por seus descendentes modernos. Durante os séculos de escravidão, os quilombolas estabeleceram comunidades livres no interior montanhoso da Jamaica, onde eles mantiveram a sua liberdade e independência por gerações.[26]

O primeiro-ministro jamaicano Michael Manley e sua esposa com o então presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, em 1977.

Durante os primeiros 200 anos de domínio britânico, a Jamaica tornou-se um dos principais exportadores de açúcar e uma das nações dependentes de escravos do mundo, produzindo mais de 77 mil toneladas de açúcar por ano entre 1820 e 1824. Após a abolição do tráfico de escravos em 1807, os ingleses importaram trabalhadores indianos e chineses como servos para complementar a força de trabalho. Muitos de seus descendentes continuam a residir na Jamaica atualmente.[27]

Independência e era contemporânea

O excesso de zelo britânico no uso de escravos voltou-se contra eles, e no início do século XIX o número de negros era quase 10 vezes maior do que o de brancos. Seguiu-se uma série de revoltas e, em 1838, a escravatura foi formalmente abolida.

Ao longo dos anos que se seguiram, o grau de autonomia da Jamaica foi aumentando e, em 1958, a Jamaica passou a ser uma província de uma nação independente chamada Federação das Índias Ocidentais. A Jamaica saiu da federação em 1962 e é hoje uma nação soberana.

A deterioração das condições econômicas durante a década de 1970 levou a um estado de violência endêmica e à queda do turismo. Uma das antigas capitais da Jamaica era Port Royale, onde se acoitava o pirata e posteriormente governador Henry Morgan. Foi destruída por uma tempestade e um tremor de terra, e Spanish Town, na paróquia de St. Catherine, que foi o local da antiga capital colonial espanhola e da capital inglesa durante os séculos XVIII e XIX.