Jaguatirica

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Jaguatirica no Zoológico de Itatiba.

Jaguatirica no Zoológico de Itatiba.
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [2]
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Mammalia
Ordem:Carnivora
Família:Felidae
Subfamília:Felinae
Género:Leopardus
Espécie:L. pardalis
Nome binomial
Leopardus pardalis
Linnaeus, 1758
Distribuição geográfica
Ocelot area.png
Subespécies
Sinónimos[3]

A jaguatirica (nome científico: Leopardus pardalis) é um mamífero carnívoro da família Felidae e gênero Leopardus. São reconhecidas 10 subespécies, e o gato-maracajá (L. wiedii) é a espécie mais próxima da jaguatirica. Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas já foi extinta em algumas regiões de sua distribuição geográfica. Habita todos os tipos de ambiente ao longo de sua distribuição geográfica, até cerca de 1200 m de altitude.

É um felídeo de porte médio, com 72,6 a 100 cm de comprimento e peso entre 7 e 15,5 kg. O padrão de coloração da pelagem é muito semelhante ao do gato-maracajá (L. wiedii), mas a jaguatirica é maior e possui a cauda mais curta. É um animal solitário, noturno, territorial e os machos possuem territórios que se sobrepõem sobre os de várias fêmeas. Alimenta-se principalmente de roedores, mas também de animais de porte maior como ungulados, répteis, aves e peixes. Caça à noite, formando emboscadas. Alcança a maturidade sexual entre 26 e 28 meses de idade, e as fêmeas dão à luz geralmente um filhote por vez, com cerca de 250 g. Geralmente, filhotes nascem a cada 2 anos. Em cativeiro, a jaguatirica pode viver até 20 anos, o dobro da sua longevidade no estado selvagem.

A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais lista a jaguatirica como estado de conservação "pouco preocupante" e ela está incluída no apêndice 1 da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. É o mais abundante dentre os felídeos sul-americanos, apesar de as populações estarem decaindo. A situação de conservação varia, e é listada como "vulnerável" na Colômbia e Argentina. No Brasil, apenas a subespécie L. p. mitis foi considerada em alguma categoria de ameaça, mas atualmente ela não figura na lista nacional. Já foi muito caçada por conta do comércio ilegal de peles e vendida como animal de estimação, mas a maior ameaça é a destruição e degradação do habitat. A sua beleza e relativa docilidade já fizeram com que a jaguatirica fosse desejada como um animal de estimação exótico. Por ser de porte relativamente menor, a espécie não traz problemas com ataques a seres humanos, mas pode causar problemas com ataques a galinheiros.

Nomes populares e etimologia

Este animal também é conhecido como jacatirica, maracajá e maracajá-açu, ocelote ou simplesmente gato-do-mato.[4][5] Em espanhol ela pode ser chamada por ocelote, manigordo, gato onza, gato tigre, tigrillo e tigre chico.[5] Ocelot é o termo em inglês para a jaguatirica.[5]

O termo "jaguatirica" tem origem na língua tupi-guarani, através da junção dos termos îagûara ("onça") e tyryka ("recuo, afastamento, fuga"), significando, portanto, "onça que se afasta".[6][7] Já o termo "ocelote" provém do náuatle ocelotl, que significa "onça".[8][9]

O nome científico, Leopardus pardalis, é uma combinação das palavras de origem grega (mas latinizadas) leopardus e pardus. Leopardus pode ser traduzido como "leopardo", que, literalmente, é uma composição das palavras "leão" e "pantera".[10]pardus significa "pantera", descrita como um felino de grande porte e malhado.[11] O sufixo -alis significa "relacionado a": logo, pardalis significa "relacionado a pantera".[3]