Império Romano do Ocidente

Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações (desde dezembro de 2009). Ajude a este artigo inserindo fontes.
Império Romano do Ocidente
395 — 476 
Escudo
Escudo
Western Roman Empire.png
Região
Capitais
Países atuais

Língua oficial
ReligiãoCristianismo romano
Moeda

Imperador romano
• 395–423  Honório (primeiro)
• 475–476  Rômulo Augusto (último de facto)
• 474–480  Júlio Nepos (último de jure)

Período históricoAntiguidade Tardia
• 17 de janeiro de 395  Divisão do Império Romano
• 410  Saque de Roma
• 432  Batalha de Ravena
• 451  Batalha dos Campos Cataláunicos
• 455  Saque de Roma
• 4 de setembro de 476  Deposição de Rômulo Augusto

Área
 • 395[1]  2 000 000 km²

O Império Romano do Ocidente constituía a metade ocidental do Império Romano após a sua divisão por Diocleciano em 286 e existiu intermitentemente em diversos períodos entre os séculos III e V, após a Tetrarquia de Diocleciano e as reunificações associadas a Constantino e seus sucessores. Considera-se que o Império Romano do Ocidente terminou com a abdicação de Rômulo Augusto em 4 de setembro de 476, forçada pelo chefe germânico Odoacro. Sua contraparte, o Império Romano do Oriente, sobreviveria por mais 1 000 anos, até 1453.

Embora unido linguisticamente e, mais tarde, sob o cristianismo romano -, o Império Romano do Ocidente englobava, na verdade, grande número de culturas diferentes que haviam sido assimiladas de maneira incompleta pelos romanos, diferentemente do Império Romano do Oriente, que falava o grego e era culturalmente unificado desde as conquistas de Alexandre, o Grande no século IV a.C.

Portanto, o Império Romano de fato era dividido em termos culturais, religiosos e linguísticos. Se o Oriente helenístico sustentava-se em torno da cultura grega e do cristianismo oriental, a unidade cultural do Ocidente foi gravemente afetada pelo influxo dos bárbaros. Em 410, a cidade de Roma foi saqueada pela primeira vez em mais de 800 anos, pelos visigodos comandados por Alarico I, e aos poucos a parte Ocidental do império passou a ser administrada pelas tribos invasoras. Apesar de breves períodos de reconquista pelo Império Romano do Oriente, o Império do Ocidente não conseguiu restabelecer o território e influências que os bárbaros germânicos tinham adquirido ao aproveitarem-se da desunião e enfraquecimento do império.

Antecedentes

Ver artigo principal: Crise do terceiro século

A partir de 18 de março de 235, com o assassinato do imperador Alexandre Severo, o Império Romano caiu em um período de 50 anos de guerra civil, conhecido atualmente como a crise do terceiro século. A ascensão da dinastia guerreira dos Sassânidas na Pártia havia criado uma grande ameaça para Roma no Oriente. Como prova do perigo crescente, o imperador Valeriano foi capturado por Sapor I em 259. Seu filho mais velho, e herdeiro aparente, Galiano, o sucedeu e estava lutando na fronteira Oriental. O filho de Galiano, Salonino, e o prefeito pretoriano Silvano, estavam residindo em Colônia Agripina (moderna Colônia, na Alemanha) tentando manter a lealdade dos habitantes locais. Apesar disso, o governador das províncias germânicas, Póstumo rebelou-se e tomou de assalto Colônia Agripina, matando Salonino e o prefeito.

Na confusão que se seguiu um Estado independente conhecido como Império das Gálias emergiu. Sua capital era Augusta dos Tréveros (a atual Tréveris), e rapidamente expandiu seu controle sobre as províncias germânicas e gaulesas e por toda a Hispânia e Britânia. Tinha o seu próprio senado, e uma lista parcial de seus cônsules sobreviveu até hoje. Ele manteve a religião romana, língua, cultura e foi de longe muito mais preocupada com a luta contra as tribos germânicas que outros romanos. Entretanto, no reino de Cláudio II (268 a 270), grandes áreas do território do Império das Gálias retornaram ao comando romano.

Aproximadamente na mesma época, as províncias orientais declararam-se independentes, como o Império de Palmira, sob o comando da rainha Zenóbia.

Em 272, o imperador Aureliano finalmente conseguiu subjugar os palmirenses e reclamar seus territórios para o império. Com o Oriente seguro, ele voltou sua atenção para o Ocidente e, no ano seguinte, o Império das Gálias também caiu. Devido a um acordo secreto entre Aureliano e o imperador das Gálias Tétrico I e seu filho Tétrico II, o exército das Gálias foi rapidamente derrotado. Em troca, Aureliano poupou suas vidas e concedeu aos antigos rebeldes posições importantes na Itália.