Ido

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Ido
Criado por:Louis Couturat e Louis de Beaufront1907
Emprego e uso:Linguagem auxiliar internacional
Total de falantes:100 a 200[1]
Categoria (propósito):Língua artificial
 Língua artificial
  Ido
Categoria (fontes):Línguas românicas e germânicas
Estatuto oficial
Língua oficial de:Nenhum país.
Regulado por:Uniono por la Linguo Internaciona Ido (ULI) [idolinguo.com/]
Códigos de língua
ISO 639-1:io
ISO 639-2:ido
ISO 639-3:ido

O Ido é uma língua auxiliar, possivelmente a segunda língua construída mais usada do mundo atrás do Esperanto, com o qual tem uma grande diferença no número de falantes. É uma versão restaurada do Esperanto (idioma criado por L. L. Zamenhof) que em 1907 foi oficialmente escolhida pela Délégation pour l'Adoption d'une Langue Auxiliaire Internationale (Delegação para a Adoção de uma Língua Auxiliar Internacional) como o melhor projeto de língua internacional de todos os propostos até meados do século XX.

Foi considerada uma língua morta por uns anos, até que, pelo advento da Internet, a língua começou a renascer.

Diversas obras literárias foram publicadas e traduzidas para Ido, incluindo O Pequeno Príncipe e o Evangelho Segundo São Lucas. A partir do ano 2000, estima-se que havia aproximadamente de 100 a 200 falantes de Ido no mundo.

Introdução

O Ido apareceu pela primeira vez em 1907 como resultado de um desejo de reformar as falhas constatadas no Esperanto, que seus defensores acreditavam ser um obstáculo na sua propagação como uma língua fácil de aprender. Muitos outros projetos de reforma apareceu depois do Ido, como por exemplo, o Interlingue e o Novial mas caíram no esquecimento. Atualmente, o Ido, junto com o Esperanto e Interlingua, são as únicas línguas auxiliares com algum peso na literatura e com uma base relativamente grande de falantes. O nome do idioma tem sua origem em I.D.O., acrônimo de Idiomo di Omni (idioma de todos) ou no sufixo '-ido' da palavra esperantido, que literalmente significa “descendente do esperanto”.

O Ido usa as vinte e seis letras latinas utilizadas no alfabeto latino, sem sinais diacríticos. Sem deixar de ser simples e regular gramaticalmente falando, Ido assemelha-se as línguas românicas na aparência e à primeira vista. É, por vezes, confundido com o italiano ou espanhol. O Ido é amplamente acessível aos falantes de esperanto, embora haja algumas diferenças na formação de gramática, vocabulário e algumas palavras de função gramatical diferente, Ido é mais do que um projeto de reforma, é uma língua independente. Após o início, ganhou amplo apoio da comunidade esperantista que queria reformas no esperanto (estimativas falam de cerca de 20%). Mas desde então, com a morte repentina de um dos seus autores (Louis Couturat em 1914) o surgimento de dissidências com outras reformas, bem como a ignorância do Ido, era um candidato a língua internacional enfraquecido. O movimento idista não foi ativo até o surgimento da Internet, quando começou a recuperar a sua dinâmica anterior.