Idácio de Chaves

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Idácio de Chaves
Nome:Idácio de Chaves
Data de nascimento:c. 395
Local de nascimento:Forum Limicorum
(Xinzo de Limia)
Data da morte:468
Local da morte:
Nacionalidade:Labarum.svg Romana
Reino da Galiza - Domínio dos Suevos.

Idácio de Chaves (Xinzo de Limia, ca. 395 — depois de 468), também conhecido como Idácio de Límica, por ser natural da ciuitas romana de Forum Limicorum (actual Xinzo de Limia, na província galega de Ourense), foi um bispo e cronista galaico-romano do século V.

Vida

Era filho de um funcionário do imperador romano Teodósio (ele mesmo seu conterrâneo, dado ser também de origem hispânica). Conheceu São Jerónimo no seu mosteiro de Belém numa peregrinação que fez a Jerusalém, cerca de 410; cerca de 417 fez-se clérigo, e em 427 foi consagrado bispo de Aquæ Flaviæ (a moderna Chaves), no reino suevo, cargo que deverá ter exercido até cerca de 460 (de resto é o único bispo que se conhece daquela cidade, que se julga que terá durado pouco enquanto diocese).

Deteve considerável influência política; tal como todos os bispos do seu tempo, era ele o verdadeiro senhor da cidade cabeça de diocese – não a podia abandonar, ao contrário dos senhores leigos, e era muitas vezes o seu defensor contra os invasores bárbaros.

Idácio assistiu aos últimos estertores do poder romano, cada vez mais nominal, sobre a Galécia, e ao triunfo dos Suevos pagãos na região, na qual se haviam estabelecido a partir de 411. Desde então que havia constantes fricções entre os Bárbaros e os Hispano-romanos autóctones.

Então, em 431, deslocou-se à Gália à frente de uma embaixada hispano-romana, a fim de requerer do general Flávio Aécio (então o mais importante general do Império Romano do Ocidente e representante do governo imperial na Gália, o qual viria a ser o vencedor de Átila, o Huno nos Campos Catalúnicos) auxílio contra os Suevos. Esse facto valeu aos Hispano-romanos a perseguição dos Bárbaros.

Outra sua preocupação foi extirpar as heresias, não apenas na sua diocese, mas em todo o solo hispânico; sabe-se que estabeleceu contactos frequentes com outros bispos importantes, como Toríbio de Astorga e Antonino de Mérida. Juntamente com Toríbio, solicitou ao Papa Leão I (440-461) ajuda e conselho para lidar com a heresia.

Embora Idácio caracterize os hereges da Hispânia como maniqueus, crê-se que na realidade ele se quisesse referir aos priscilianistas, seguidores do bispo e asceta hispânico Prisciliano, executado cerca de 385 por ordem do imperador Magno Máximo (383-388); a sua doutrina havia sido considerada herética em vários concílios regionais, e os seus seguidores ferozmente perseguidos.

Pouco mais conhecemos do resto da vida de Idácio; sabe-se no entanto que foi sequestrado e encarcerado por uns meses em 460 pelos seus inimigos, o que sugere que de facto teve importante papel na política interna do reino suevo.