Iémen
English: Yemen

الجمهورية اليمنية
(Al-Jumhuriyyah al-Yamaniyah)

República do Iémen
Bandeira do Iémen
Brasão de armas do Iémen
BandeiraBrasão de armas
Hino nacional: "الجمهورية" ("República Unida")
Gentílico: iemenita

Localização República do Iémen

Capital44° 12' E
Cidade mais populosaSaná
Língua oficialÁrabe
Religião oficialIslamismo
GovernoGoverno provisório
(em disputa)
 - PresidenteAbd Rabbuh Mansur Hadi (Aden)
 - Presidente do Supremo Conselho PolíticoMahdi al-Mashat (Sana'a)
Independência 
 - Iémen do Norte1 de novembro de 1918, do Império Otomano 
 - Iémen do Sul30 de novembro de 1967, do Reino Unido 
 - Unificação22 de maio de 1990 
Área 
 - Total527.968 km² (48.º)
 - Água (%)<0,1
 FronteiraArábia Saudita (N) e Omã (E)
População 
 - Estimativa para 201627 584 213[1] hab. (48.º)
 - Densidade39 hab./km² (136.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2017
 - TotalUS$ 84 489 bilhões (145.º)
 - Per capitaUS$ 2 818 (132.º)
IDH (2017)0,452 (178.º) – baixo[2]
Gini (1998)33,4 [3]
MoedaRial iemenita (YER)
Fuso horário(UTC+3)
 - Verão (DST)não observado (UTC+3)
ClimaÁrido e semiárido
Org. internacionaisONU, OCI, Liga Árabe
Cód. ISOYEM
Cód. Internet.ye
Cód. telef.+967
Website governamentalhttp://www.yemen
parliament.com/

Mapa República do Iémen

O Iémen (pt) ou Iêmen (pt-BR)[nota 1] (em árabe اليَمَن, transl. al-Yaman) é um país árabe que ocupa a extremidade sudoeste da Península da Arábia. É limitado a norte pela Arábia Saudita, a leste por Omã, a sul pelo mar da Arábia e pelo golfo de Áden, do outro lado do qual se estende a costa da Somália e a oeste pelo estreito de Bab el Mandeb, que o separa de Djibouti, e pelo mar Vermelho, que providencia uma ligação à Eritreia. Além do território continental, o Iémen inclui também algumas ilhas situadas ao largo do Corno de África, das quais a maior é Socotorá.

A capital e cidade mais populosa do país é Saná.

O país abrigou os Sabeus e o Reino de Sabá,[7][8][9] um estado de negociação que floresceu por mais de mil anos e, provavelmente, também estendeu-se à Etiópia e a Eritreia. Em 275, a região caiu sob o domínio judeu, originando o Reino Himiarita.[10] O cristianismo chegou no século IV, enquanto o judaísmo e o paganismo já estavam estabelecidos. O islamismo espalhou-se rapidamente no século VII e as tropas iemenitas foram cruciais para a expansão das conquistas islâmicas iniciais.[11] A administração do Iémen tem sido notoriamente difícil.[12] Várias dinastias surgiram a partir do século XVI, sendo a raçulida a mais forte e próspera. O país dividiu-se entre os impérios Otomano e Britânico, no início do século XX. O Reino Mutawakkilite do Iêmen foi estabelecido após a Primeira Guerra Mundial, sendo que o Iémen do Norte tornou-se na República Árabe do Iémen, em 1962, enquanto o Iémen do Sul continuou a ser um protetorado britânico até 1967. Os dois Estados uniram-se para formar a República Moderna do Iémen em 1990.

O Iémen é um país em desenvolvimento.[13] Sob o governo do presidente Ali Abdullah Saleh, o Iémen foi descrito como uma cleptocracia.[14] De acordo com o Índice de Perceção da Corrupção, divulgado pela Transparência Internacional, o Iémen está classificado na 164ª posição entre 182 países pesquisados​​.[15] A 15 de janeiro de 2011, uma série de protestos contra a pobreza, o desemprego e a corrupção foram iniciados no país, bem como contra o projeto de alteração da Constituição do Iémen e eliminação do limite de mandatos presidenciais.[16]

História

Ver artigo principal: História do Iémen

Em 1967, a parte sul do Iémen, uma antiga colónia britânica, tornou-se um Estado comunista. As posições revolucionárias do governo do Iêmen do Sul causaram seu isolamento dentro da Península Arábica. As monarquias absolutas da região se consideram ameaçadas, vendo o Iêmen do Sul como a vanguarda de potenciais movimentos revolucionários em seus próprios estados. Estes, em particular a Arábia Saudita, promovem o isolamento económico do país e apoiam as incursões armadas de grupos da oposição, forçando o regime a concentrar-se nas despesas militares e de defesa à custa do desenvolvimento. O Iémen do Sul foi alvo de várias intervenções militares: da Arábia Saudita em Outubro de 1968, Dezembro de 1969 e Novembro de 1970; do Iémen do Norte em Setembro e Outubro de 1972; e aviões britânicos bombardearam a cidade de Hauf em Maio de 1972. As dificuldades económicas são ainda agravadas pelo encerramento do Canal do Suez a partir de Junho de 1967 (que esteve na base de grande parte das actividades do porto de Aden) e pela fuga da elite económica do sector privado, levando consigo os seus activos financeiros. O hinterland, principalmente o deserto, tem um potencial limitado.[17]

Apesar deste ambiente hostil, o regime do Iémen do Sul está a adoptar reformas políticas, sociais e económicas significativas: educação universal, serviços de saúde gratuitos, igualdade formal para as mulheres. O governo também está a tentar combater o tribalismo. A diferença entre as condições de vida rurais e urbanas é consideravelmente reduzida; o regime, cujos líderes eram alguns de origem rural, assegurou que o campo não fosse negligenciado, apesar da sua baixa densidade populacional e da dimensão geográfica do país. No entanto, os conflitos recorrentes entre facções no seio do governo acabarão por minar a sua credibilidade.[17]

A 22 de Maio de 1990 foi criada a República do Iémen, resultando da unificação entre a República Árabe do Iémen (ou Iémen do Norte) e a República Democrática do Iémen (ou Iémen do Sul).

A República Árabe do Iémen tinha-se tornado independente do Império Otomano em Novembro de 1918 e a República Democrática do Iémen alcançou a independência do Reino Unido a 30 de Novembro de 1967. A ilha de Socotorá, localizada estrategicamente na entrada do golfo de Áden, foi incorporada no território iemenita em 1967.