Homologia (biologia)

Homologia de vários ossos (mostrados em cores diferentes) dos membros anteriores de quatro vertebrados.

Homologia (do grego ομοως, "igualmente" e λοlÄγος, "ciência", "razão")[1] é o estudo biológico das semelhanças entre estruturas de diferentes organismos que possuem a mesma origem ontogenética e filogenética. Tais estruturas podem ou não ter a mesma função.

A homologia tem sido uma forte evidência em favor da Teoria da Evolução, pois ela sugere ancestralidade comum entre organismos diferentes possuindo estruturas frequentemente semelhantes com a mesma origem embriológica, lembrando que o desenvolvimento do embrião recapitula parcialmente as origens do organismo, como por exemplo, as nadadeiras ventrais dos peixes e os membros dos mamíferos.

A homologia pode ser dividida em três grupos: ortologia, quando as seqüências têm um único e mesmo ancestral comum; paralogia, quando se originam de uma duplicação gênica; e xenologia, quando se originam por incursão lateral (ou horizontal).[2]

Homogenética

Inicialmente, o termo "homologia" foi usado para definir estruturas que possuíam relação de semelhança de posição entre suas partes. O mais correto seria dizer que duas estruturas que possuem íntima relação evolutiva são homogenéticas. Devido ao uso, entretanto, o termo "homologia" se transformou num sinônimo de "homogenética".[1] Um exemplo interessante de homologia é dos órgão genitais humanos. O clitóris, por exemplo, é homólogo ao pênis do homem, os grandes lábios também são homólogos, mas do escroto, os ovários são homólogos dos testículos e assim por diante. O importante é que todos os órgãos genitais não tiveram origens distintas.