Hipótese de Duesberg

Hipótese de Duesberg é a alegação, por parte do professor Peter Duesberg da Universidade da Califórnia, de que a causa da síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA/AIDS) são vários fatores não infeciosos, como o uso de drogas recreativas e uso de fármacos, e de que o vírus da imunodeficiência humana (VIH/HIV) é apenas um vírus passageiro.[1] Os apoiantes mais proeminentes desta hipótse são o próprio Duesberg, o bioquímico e proponente de vitamínicos David Rasnick e a jornalista Celia Farber. A comunidade científica rejeita os argumentos de Duesberg e afirma que eles são resultado de evidência suprimida de dados científicos, na sua maioria obsoletos,[2] e da exclusão seletiva de provas sobre o papel do HIV na AIDS.[3] O consenso científico é de que a hipótese de Duesberg é incorreta e de que o HIV é a causa da AIDS.[4][5][6]

Proponentes da hipótese Duesberg

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Os mais destacados defensores desta teoria são o virologista Peter Duesberg e o bioquímico David Rasnick. Em apoio a esta hipótese, Duesberg aponta a correlação estatística entre o decréscimo no uso de drogas recreativas e a diminuição nos casos notificados de AIDS. Da mesma forma, o rápido aumento da AIDS na década de '80 corresponde a uma epidemia de uso de drogas recreativas nos EUA e Europa. Além disso, Duesberg assevera que o tratamento da AIDS com drogas como AZT demonstrou ser mais fatal que o uso de drogas recreativas tais como heroína e cocaína. O AZT também é problemático por induzir aborto, causar defeitos congênitos, e causar câncer em animais nascidos de mães tratadas com AZT. Devido a problemas com o tratamento por AZT, muitos pacientes de AIDS passaram a ser tratados com um coquetel de drogas inibidoras de protease e inibidoras de transcriptase. No entanto, estes coquetéis de drogas falham em 53% dos casos relatados.[carece de fontes?]

Duesberg explica a predominância da AIDS entre homossexuais nos países do ocidente tais como os EUA pelo fato do uso de drogas recreativas ser predominante entre os homens homossexuais nestes países. Como foi relatado na literatura médica, homens homossexuais nestes países usam grande número de estimulantes sexuais, incluindo "poppers" (inalantes com nitrato), anfetaminas, cloro-etil, cocaína e heroína. Sabe-se que várias destas drogas inibem o funcionamento do sistema imunológico do organismo.[carece de fontes?]

Duesberg aponta também para o fato de que um número significativo de vítimas da AIDS morrem sem qualquer traço de infecção pelo HIV, e que casos relatados na África, onde não se faz qualquer teste para HIV, não se limitam aos grupos de risco tais como viciados em drogas e homens homossexuais. Segundo ele esses casos de AIDS são explicados mais facilmente por subnutrição, infecção parasitaria e condições precárias de saneamento.[carece de fontes?]

O desafio mais radical de Duesberg à hipótese HIV/AIDS é sua proposta de se auto-infectar com o HIV. No entanto, Duesberg não pode fazer isso sem a aprovação do Instituto Nacional de Saúde dos EUA e da universidade onde ele trabalha. Além do mais, já existe quase um milhão de pessoas VIH-positivas nos EUA sem qualquer sintoma de AIDS, bem como outros 34 milhões de pessoas saudáveis no mundo que são VIH-positivas.[carece de fontes?]

Em entrevista à revista brasileira Superinteressante no ano 2000, Duesberg afirmou que:

O HIV não se encaixa nos critérios estabelecidos. Nenhum outro vírus tem o comportamento que se atribui a ele. Enquanto todos os vírus conhecidos causam doença em alguns dias ou semanas após a infecção, o HIV demoraria até dez anos para provocar efeito. É um paradoxo sem explicação. Na verdade, essa demora no aparecimento do mal é característica das doenças associadas às drogas. O cancro de pulmão surge de dez a 20 anos depois que se começa a fumar, e a cirrose, 20 anos depois de começar a beber".
— Peter Duesberg[7]