Guerra das Rosas

Disambig grey.svg Nota: Para o filme com Michael Douglas, veja The War of the Roses.
Guerras das Rosas
MS Ghent - Battle of Barnet retouched.jpg
A batalha de Barnet.
Data14551487
LocalInglaterra, Gales, Calais
DesfechoVitória da Casa de Lencastre, ascensão da Casa de Tudor; união das Casas de Lencastre e de Iorque
Combatentes
Red Rose Badge of Lancaster.svg Casa de Lencastre
Tudor Rose.svg Casa de Tudor

Apoiados por:
Royal Arms of the Kingdom of Scotland.svg Reino da Escócia
Blason France moderne.svg Reino da França

Yorkshire rose.svg Casa de Iorque

Apoiados por:
Blason fr Bourgogne.svg Ducado da Borgonha

Líderes e comandantes
Royal Arms of England (1470-1471).svg Henrique VI
Eduardo de Westminster
Arms of Edmund Tudor, Earl of Richmond.svg Henrique VII
Margarida de Anjou
Ricardo Neville, Conde de Warwick (mudou de lado)
Henrique Beaufort
Arms of Richard of York, 3rd Duke of York.svg Ricardo de York
Royal Arms of England (1399-1603).svg Eduardo IV
Royal Arms of England (1399-1603).svg Ricardo III
Neville Warwick Arms.svg Ricardo Neville, Conde de Warwick

35 000 – 50 000 mortos[1][2]

A Guerra das Rosas ou Guerra das Duas Rosas foi uma série de lutas dinásticas pelo trono da Inglaterra, ocorridas ao longo de trinta anos (entre 1455 e 1485) de forma intermitente, durante os reinados de Henrique VI, Eduardo IV e Ricardo III. Em campos opostos encontravam-se as casas de Iorque (ou York) e de Lencastre (ou Lancaster), ambas originárias da dinastia Plantageneta e descendentes de Eduardo III, rei da Inglaterra entre 1327 e 1377.[3]

A Guerra das Rosas foi resultado dos problemas sociais e financeiros decorrentes da Guerra dos Cem Anos, combinados com o reinado considerado fraco de Henrique VI, que perdeu muitas das terras francesas conquistadas por seu pai, o rei Henrique V de Inglaterra, e foi severamente questionado pela nobreza. Seu final ocorreu quando um candidato Lencastre relativamente remoto, Henrique Tudor, derrotou o último rei de Iorque, Ricardo III, e assumiu o trono, casando-se com Isabel de Iorque, filha de Eduardo IV, e sobrinha de Ricardo III, para unir as duas casas. O nome do conflito deve-se aos símbolos das duas facções - a rosa branca da casa de Iorque e a vermelha da de Lencastre, embora a última tenha sido adotada apenas mais tarde.[3] Essa denominação passou a ser usada anos depois da guerra, por historiadores.[4]

Origem

Esta série de guerras civis iniciou-se com a disputa da aristocracia pelo controle do Conselho Real, por causa da menoridade de Henrique VI. Havia uma rivalidade entre dois aspirantes ao trono: Edmundo Beaufort, 2.° duque de Somerset (1406-1455), da casa de Lencastre, e Ricardo, 3.° Duque de Iorque, da casa de Iorque. O primeiro apoiava Henrique VI e a rainha Margarida de Anjou. O segundo pôs em causa o direito ao trono de Henrique VI de Lencastre, um homem frio, mas fraco, sujeito a fases de insanidade. Henrique VI, ao assumir o poder em 1442, teve o apoio dos Beaufort e do duque de Suffolk, aliados da casa de York.

Os tempos eram de dificuldade para a Casa de Lencastre, no poder, fortemente abalada pela demência do rei e pelas derrotas militares do exército inglês na França durante a última fase da Guerra dos Cem Anos.