Guerra biológica

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O símbolo internacional de risco biológico.
Considerado o precursor das Guerras Biológicas, Genghis Khan conseguiu aniquilar cidades inteiras com o auxilio da Peste Negra.[1]

É Guerra Biológica o conflito onde são usados microrganismos vivos como arma, dizimando vidas humanas, animais e vegetais.

Basicamente, um agente - um vírus, por exemplo - é liberado no ambiente onde irá encontrar hospedeiros - as vitimas -, se replicarão e se desenvolverão, causando uma doença e contaminando outros indivíduos.

Podem ser empregadas de várias formas para a obtenção de vantagens técnicas ou estratégicas sobre um adversário, tanto como ameaça quanto como o seu uso de real. As bio-armas - como também são chamados - também podem ser usadas como uma forma de se evitar o avanço de inimigos sobre um um território. Esses agentes biológicos podem ser ou não letais, e podem ser direcionados contra um único indivíduo, a um grupo, ou até mesmo contra uma população inteira. Quando armas biológicas são usadas por grupos independentes, é um caso de bioterrorismo[2].

História

Antiguidade e Idade Media

Na Antiguidade e na Idade Média a guerra biológica era praticada através do uso das substâncias tóxicas originárias de organismos vivos. Os Exércitos usavam corpos em decomposição para contaminar o abastecimento de água de uma cidade sitiada, ou atiravam dentro das muralhas inimigas cadáveres de vítimas de doenças como varíola ou peste bubônica (conhecida na Idade Média como peste negra). O arremesso de corpos sobre as muralhas das cidades sitidas era realizado com o uso de catapultas, e apresentava também um impacto moral pela visão de um corpo voando sobre a muralha e se espatifando no pátio interno da fortaleza ou cidade, além do forte odor do corpo em putrefação[2].

Ideia de Genghis Khan

Considerados os pais da Guerra Biológica, os Mongóis atiraram para dentro dos muros da cidade de Caffa - onde tropas inimigas conseguiram se esconder e resistir ao ataques do líder Mongol - cadáveres em estado avançado de decomposição de soldados que sucumbiram à Peste Negra.

Como se isso não fosse o suficiente, a doença começou a se alastrar pela cidade, causando a morte em massa dos inimigos do imperados. Os poucos sobreviventes do ataque, fugiram, espalhando ainda mais a Peste pelo continente Europeu.[1]

Unidade 713

Segunda Guerra Mundial

O único uso documentado de armas biológicas em combate foi feito pelos japoneses contra cidades chinesas entre os anos 30 e 40, na Segunda Guerra Sino-Japonesa. O exército imperial japonês possuía uma unidade secreta para pesquisa e desenvolvimento de guerra biológica, denominada Unidade 731. Também foram atribuídos aos japoneses experimentos com agentes bacteriológicos, principalmente em prisioneiros de guerra.

Guerra Fria

Durante a Guerra Fria, os EUA e a ex-URSS desenvolvem pesquisas voltadas para a guerra bacteriológica. A criação e armazenamento de armas biológicas foi proibida pela Convenção sobre Armas Biológicas (BWC) de 1972. Até maio de 1997, o acordo foi assinado por 159 países, dos quais 141 já o ratificaram, inclusive o Brasil. A ideia subjacente a este acordo é evitar o devastador impacto de um ataque bem sucedido, que poderia concebivelmente resultar em milhares, possivelmente milhões de mortes e causar roturas severas a sociedades e economias. No entanto, a convenção proíbe somente a criação e o armazenamento, mas não o uso, destas armas. Entretanto, o consenso entre analistas militares é que, exceto no contexto do bioterrorismo, a guerra biológica tem uma aplicação militar bastante limitada[2].

A China e Coréia do Norte chegaram a acusar os Estados Unidos de realizarem testes de campo durante a Guerra da Coréia, mas essa acusação nunca foi comprovada. Desde 1969, as leis americanas proibem o uso de armas biológicas, sob qualquer circunstância.