Guam
English: Guam

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Guam
Guåhan

Guam
Bandeira
Brasão de armas
BandeiraSelo
Lema: Inglês: Where America's Day Begins
Português: Onde o Dia da América Começa
Hino nacional: Chamorro: Fanohge Chamoru
Inglês: Stand Ye Guamanians
Gentílico: Guamês(esa)

Localização da Guam

Localização
CapitalHagåtña
Cidade mais populosaDededo
Língua oficialInglês e chamorro
GovernoTerritório não incorporado dos Estados Unidos
 - PresidenteDonald Trump
 - GovernadorLou Leon Guerrero
 - Vice-governadorJosh Tenorio
Área 
 - Total541,3 km² 
População 
 - Estimativa para 2009178 000 hab. (181.º)
 - Censo 2000154 805 hab. 
 - Densidade320 hab./km² (37.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2000
 - TotalUS$ 2,5 Bilhões (167.º)
 - Per capitaUS$ 15 000 
MoedaDólar dos Estados Unidos (USD)
Fuso horário(UTC+10)
Cód. ISOGU
Cód. Internet.gu
Cód. telef.+1-671

Mapa da Guam

Guam, ou, nas suas formas portuguesas, Guão[1] ou Guame[2][3][4] (em inglês: Guam, pronunciado em inglês[ˈɡwɑːm, ˈɡwɒm] (Sobre este somescutar ); em chamorro: Guåhån), é um dos catorze territórios não incorporados dos Estados Unidos. Está localizado na Micronésia, localizado na extremidade sul das Ilhas Marianas, no oeste do Oceano Pacífico. Faz divisa, ao norte com as Marianas Setentrionais, também sob administração estadunidense, e ao sul com os Estados Federados da Micronésia.

Guam era território espanhol, governado como parte da Capitania Geral das Filipinas do século XVI até 1898, quando após a Guerra Hispano-Americana, foi cedida pela Espanha aos Estados Unidos segundo os termos do Tratado de Paris. Guam é a maior ilha do sul das Ilhas Marianas. A sua capital é a cidade de Hagåtña.

História

Em 6 de março de 1521, Fernão de Magalhães descobriu a ilha durante a expedição espanhola de circunavegação do mundo, na qual ele ancorou para estocar provisões e beber água. Miguel López de Legazpi, em nome do rei da Espanha, toma posse efetiva do mesmo e das ilhas vizinhas (Ilhas Marianas), fazendo a incorporação da ilha à Espanha em 22 de janeiro de 1565. Assim, a colonização efetiva de Guam começou no século XVII com a chegada de colonos da Nova Espanha, e ainda mais desde a chegada do missionário espanhol Diego Luis de San Vitores em 1668.

Em 1663, a rainha Mariana da Áustria, esposa de Filipe IV de Espanha, confiou a evangelização em todas as novas posses espanholas. Para esta missão, o jesuíta San Vitores foi nomeado, que deixou Acapulco (no atual México), juntamente com outros quatro religiosos. Os jesuítas chegaram à ilha em 15 de junho de 1668, instalando-se em Agaña. No começo, eles foram bem recebidos pelo cacique Quipuha, que se converteu ao catolicismo, mas revoltas sérias logo começaram. Essas revoltas não impediram que a igreja paroquial de Guam fosse erguida em 2 de fevereiro de 1669. Os habitantes da ilha confrontaram os missionários espanhóis várias vezes até que o capitão Damián de Explana os reduziu. Durante estas revoltas muitos foram os jesuítas que morreram violentamente a mãos dos indígenas da ilha, entre eles os padres San Vitores e Medina. Em 1678, o governador das Filipinas deixou em Guam uma guarnição de 30 homens sob o comando de Juan Salas. Uma vez que os índios foram reprimidos, os missionários retornaram, que se estabeleceram nesse território até 1899.[5]

Guam era de importância estratégica para a Espanha no Pacífico, sendo o principal porto de escala para o Galeão de Manila, que cobria anualmente a rota transpacífica de Acapulco-Manila. Essa rota durou de aproximadamente 1565 a 1820, quando as principais províncias americanas se tornaram independentes. Cinco fortalezas espanholas são preservadas do período do vice-reinado: "Nuestra Señora de la Soledad", "Santa Águeda", "Santo Ángel", "San José" e "Santiago", as pontes de San Antonio e Tailafak na "Estrada Real". que é a antiga estrada costeira que ligava San Ignacio de Agaña ao porto sul de Umatac e à Plaza de España, onde se encontra o Portal de Três Arcos e a Casa del Chocolate.

Até 1898 o nome oficial da ilha era Guaján (de acordo com a pronúncia que representa a atual grafia em Chamorro). Como resultado da derrota da Espanha na Guerra Hispano-Americana, a ilha foi cedida aos Estados Unidos em 1898, através do Tratado de Paris, ao mesmo tempo em que a Espanha perdeu as Filipinas, Cuba e Porto Rico.[6] A partir desse momento, o nome abreviado "Guam" começou a ser usado. O almirante americano F. V. Green tomou posse da ilha e, desta forma, Guam tornou-se uma base naval da marinha estadunidense.[7] O restante das Ilhas Marianas foram mantidas pela Espanha (e vendidas no ano seguinte para a Alemanha por 25 milhões de pesetas, juntamente com as Ilhas Carolinas e Palau).[8] Guam foi capturada pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial através de uma invasão em 13 de dezembro de 1941, mas foi recuperada pelos estadunidenses após a Batalha de Guam, que durou de 21 de julho a 10 de agosto de 1944.

Em 1950, a ilha recebeu autonomia interna, ao mesmo tempo em que os habitantes de Guam se tornaram cidadãos estadunidenses, em uma situação semelhante, mas não exata, à de Porto Rico e de outros territórios não incorporados dos Estados Unidos. Com uma localização estratégica no Pacífico, as instalações do exército estadunidense localizadas lá são algumas das mais importantes em todo o oceano. Após o fechamento das bases norte-americanas nas Filipinas, tanto a Marinha quanto a Força Aérea foram transferidas para esta ilha.