Gronelândia
English: Greenland

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Kalaallit Nunaat
Grønland

Groenlândia / Gronelândia / Groelândia
Bandeira da Gronelândia
Brasão da Gronelândia
BandeiraBrasão
Hino nacional: Nunarput utoqqarsuanngoravit nuna asiilasooq
("Tu, Nossa Antiga Terra")
Gentílico: gronelandês (pt) ou groenlandês (br)

Localização de Gronelândia / Groenlândia / Groelândia

CapitalNuuk (Godthåb, em dinamarquês)
Língua oficialGronelandês

(Kalaallisut)

GovernoDemocracia parlamentar integrada numa monarquia constitucional
 - RainhaMargarida II
 - Alta ComissáriaMikaela Engell
 - Primeiro-ministroKim Kielsen
 - Presidente do ParlamentoLars Emil Johansen
Autonomiada Dinamarca 
 - Desde1 de maio de 1979 
 - Autogoverno21 de junho de 2009 
Área 
 - Total2 166 086 km² (12.º)
População 
 - Estimativa para 201556 898[1] hab. (186.º)
 - Densidade0,026 hab./km² (241.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2007
 - TotalUS$ 1,268 bilhões (2009) (n/a.º)
 - Per capitaUS$ 22.507,89 (2009) (n/a.º)
IDH (2013)0,803[2] (n/a.º) – muito alto
MoedaCoroa dinamarquesa (DKK)
Fuso horário(UTC0 a -4)
ClimaPolar, Ártico
Cód. Internet.gl
Cód. telef.+299

Mapa de Gronelândia / Groenlândia / Groelândia

A Groenlândia, Groelândia (pt-BR) ou Gronelândia (pt) (em gronelandês: Kalaallit Nunaat, "nossa terra"; em dinamarquês: Grønland, "terra verde") é uma região autónoma do Reino da Dinamarca. O seu território ocupa a península com o mesmo nome, considerada a maior do mundo, além de diversas ilhas vizinhas, ao largo da costa nordeste da América do Norte.[3][4][5][6]
As suas costas são banhadas a norte pelo oceano Glacial Ártico, a leste pelo mar da Gronelândia, a leste e sul pelo Oceano Atlântico e a oeste pelo mar do Labrador e pela baía de Baffin. A terra mais próxima é a ilha Ellesmere, a mais setentrional das ilhas do Arquipélago Ártico Canadiano, da qual está separada pelo estreito de Nares. Outros territórios próximos são: no mesmo arquipélago canadiano, a oeste, a ilha de Devon e a ilha de Baffin; a sudeste a Islândia; a leste a ilha de Jan Mayen e a nordeste o arquipélago de Esvalbarda, ambos possessões da Noruega.[7][8]

História

Ver artigo principal: História da Gronelândia

Em tempos pré-históricos, a Gronelândia foi a residência de um certo número de culturas paleoesquimós. A partir de 984 d.C., foi colonizada por noruegueses estabelecidos em dois assentamentos na costa oeste sobre os fiordes perto da ponta sudoeste da ilha. Eles prosperaram durante alguns séculos, mas, após quase quinhentos anos de habitação, desapareceram por volta do século XV.[9]

Os dados indicam que, entre 800 e 1300 d.C., as regiões em torno dos fiordes do sul da Gronelândia enfrentaram um clima relativamente ameno em comparação com o de hoje. Árvores e plantas herbáceas cresciam lá, com o clima inicialmente permitindo agricultura e criação de gado como na Noruega. Estas comunidades remotas prosperaram na agricultura, caça e comércio com a Noruega. Quando os reis noruegueses converteram seus domínios ao cristianismo, um bispo foi instalado na Gronelândia, subordinado à Arquidiocese de Nidaros (à época parte da Igreja Católica, hoje parte da Igreja Luterana da Noruega). Os assentamentos parecem ter coexistido relativamente pacificamente com os inuítes, que haviam migrado do sul do Ártico para as ilhas da América do Norte por volta de 1200. Em 1261, a Gronelândia tornou-se parte do Reino da Noruega.

Por volta dos séculos XIV e XV, os assentamentos escandinavos desapareceram, provavelmente devido à fome e conflitos crescentes com os inuítes. Outros motivos como a erosão excessiva do solo, devido à destruição da vegetação natural para a agricultura e a obtenção de relva e madeira e a uma diminuição da temperatura durante a chamada Pequena Era Glacial também favoreceram o desaparecimento dos assentamentos. A condição dos ossos humanos encontrados por arqueólogos a partir deste período indica que a população norueguesa era desnutrida. Sugeriu-se[quem?] que as práticas culturais, tais como a rejeição de peixes como fonte de alimento e a utilização exclusiva de gado mal-adaptado ao clima da Gronelândia, poderiam ter causado a fome, e a degradação ambiental levou finalmente ao abandono da colônia. Estudos deixaram claro[carece de fontes?], porém, que o peixe era importante fonte de alimento para os noruegueses da Gronelândia desde o início do século XIV.

Em 1500, o rei D. Manuel I de Portugal terá enviado Gaspar Corte-Real à descoberta de terras e de uma "Passagem do Noroeste para a Ásia". Corte-real chegou à Gronelândia pensando ser a Ásia, mas não desembarcou. Fez uma segunda viagem à Gronelândia em 1501, com o seu irmão Miguel Corte-Real e três caravelas. Encontrando o mar gelado, mudaram e rumo para Sul, chegando à terra que se pensa ter sido Labrador e Terra Nova.[10]

Dinamarca-Noruega reafirmou a sua reivindicação latente para a colônia em 1721. Após as Guerras Napoleônicas, separou-se a Noruega da Dinamarca por exigência do Congresso de Viena, através daquele que ficou conhecido como Tratado de Kiel (1814). A Noruega uniu-se então à Suécia, situação que perduraria até 1905. A Dinamarca manteve as colônias da Islândia, ilhas Feroé e Gronelândia. Governou também a Índia Dinamarquesa (Tranquebar) de 1620 a 1869, a Costa do Ouro dinamarquesa (Gana) de 1658 a 1850 e as Índias Ocidentais Dinamarquesas (as ilhas Virgens Americanas) de 1671 a 1917.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a ligação entre Gronelândia e Dinamarca foi interrompida em 9 de abril de 1940, por ocasião da ocupação da Dinamarca pelas tropas da Alemanha Nazi. A Gronelândia foi capaz de comprar mercadorias provenientes dos Estados Unidos e do Canadá, através da venda de criolito da mina de Ivigtût. Durante a guerra o sistema de governo mudou. O governador Eske Brun governou a ilha através de uma lei de 1925 que permitia a governadores assumir o controle sob circunstâncias extremas. O outro governador, Aksel Svane, foi transferido para os Estados Unidos, para liderar uma comissão de abastecimento da Gronelândia. A Sirius Patrol, guardando a costa nordeste da Gronelândia usando trenós puxados por cachorros, detetou e destruiu várias estações meteorológicas alemãs, dando à Dinamarca uma posição melhor no tumulto pós-guerra.

A Gronelândia foi uma sociedade protegida e muito isolada até 1940. O governo dinamarquês, que governava a sua colônia, acreditava que a sociedade iria enfrentar exploração do mundo exterior ou até mesmo extinção se o país fosse aberto. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, a Gronelândia desenvolveu um senso de autoconfiança através do seu autogoverno e comunicação independente com o mundo exterior.

Entretanto, uma comissão em 1946 (com o maior conselho Gronelandês, o Landsrådet, como participante) recomendou paciência e nenhuma reforma radical do sistema. Dois anos mais tarde o primeiro passo em direção à mudança de governo foi dado, quando uma grande comissão foi fundada. Em 1950 o relatório (G-50) foi apresentado. A Gronelândia deveria ser uma afluente sociedade moderna com o país Dinamarquês como patrono e exemplo. Em 1953, a Gronelândia foi feita parte do reino dinamarquês. A autonomia foi concedida em 1979.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Gronelândia se separou de fato, tanto social como economicamente, da Dinamarca, aproximando-se mais dos Estados Unidos e Canadá. Depois da guerra, o controle da ilha voltou à Dinamarca, retirando-se seu status colonial, e, apesar da Gronelândia continuar sendo parte do Reino da Dinamarca, é autônoma desde 1979. A ilha é o único território que deixou a União Europeia, se bem que possua o status de estado associado.