Granada (país)
English: Grenada

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Grenada
Granada
Bandeira de Granada
Brasão Granada
BandeiraBrasão de Armas
Lema: "Ever Conscious of God We Aspire, and Advance as One People" ("Conscientes de Deus Aspiramos, e Avançamos como um só Povo ")
Hino nacional: "Hail Grenada" ("Salve Granada")
Gentílico: granadino(a)[1]

Localização Granada

Capital61° 45' O
Cidade mais populosaSaint George's
Língua oficialInglês
*Línguas reconhecidas: crioulo inglês de Granada e crioulo francês de Granada
GovernoMonarquia constitucional
 - RainhaIsabel II
 - Governadora-geralCécile La Grenade[2]
 - Primeiro-ministroKeith Mitchell
Independênciado Reino Unido 
 - Data7 de fevereiro de 1974 
Área 
 - Total344 km² (184.º)
 - Água (%)1,6
 Fronteirafronteira marítima com São Vicente e Granadinas (NE), Trinidad e Tobago (SE), e Venezuela (SW)
População 
 - Estimativa para 201597 000 hab. (183.º)
 - Densidade260 hab./km² (30.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2013
 - TotalUS$ : 1,408 bilhões (167.º)
 - Per capitaUS$ 15 549 (70.º)
IDH (2017)0,772 (75.º) – alto[3]
MoedaDólar do Caribe Oriental (XCD)
Fuso horário(UTC-4)
 - Verão (DST)não observado
ClimaTropical úmido
Org. internacionaisONU, OMC, OEA, AEC, OECO, CARICOM, Comunidade das Nações
Cód. ISOGRD
Cód. Internet.gd
Cód. telef.+1-473
Website governamentalhttp://www.gov.gd/

Mapa Granada

Granada (em inglês: Grenada; pronunciado: [ɡrɨˈneɪdə] (Sobre este somescutar ); em francês: La Grenade, pronunciado: [la ɡʁə.nad]) é um país caribenho constituído pela ilha homónima e pela metade sul das ilhas Granadinas, das quais a maior é Carriacou. Tem fronteira marítima com São Vicente e Granadinas, a nordeste, e está também próxima de Trinidad e Tobago, a sudeste, e da Venezuela, a sudoeste. A capital do país é Saint George's.

Granada é também conhecida como a "Ilha das Especiarias" por causa da produção de noz-moscada, da qual é um dos maiores exportadores do mundo. Sua área territorial é de 344 km², com uma população estimada em 110 000 habitantes. O pássaro nacional de Granada é a pomba-de-granada, que encontra-se na lista de espécies em perigo crítico.

História

Por volta do século XV, os índios caribes expulsaram da ilha seus primitivos povoadores, os aruaques.[4] Granada foi descoberta em 15 de agosto de 1498 por Cristóvão Colombo,[5] que lhe deu o nome de Concepción.[6] Os espanhóis, porém, não tentaram colonizá-la: manteve-se em poder dos caribes por mais de um século e meio.

Em 1650, o governador francês da Martinica fundou uma colônia em Saint George's e exterminou os índios caribes.[7] Até 1762, a ilha permaneceu sob domínio dos franceses,[8] que importaram escravos negros para a plantação de cana-de-açúcar.[8] Nesse ano a ilha passou a depender da coroa britânica,[8] que a perdeu após um ataque francês em 1779[8] e a recuperou definitivamente em 1783, pelo Tratado de Versalhes.[4]

Entre 1795 e 1796, ocorreu uma rebelião de escravos, fomentada pelos franceses e sufocada pelos britânicos.[9] Em 1833 aboliu-se a escravidão.[10] De 1885 a 1958, Granada foi o centro administrativo das ilhas britânicas de Barlavento[11] e de 1958 a 1962 membro da Federação Britânica das Índias Ocidentais. Cinco anos depois tornou-se um dos Estados Associados das Antilhas Britânicas, com regime autônomo.

A 7 de fevereiro de 1974 transformou-se em estado independente.[4] Em 1979, um golpe de Estado de inspiração marxista levou ao poder Maurice Bishop, que estreitou os laços com Cuba e a União Soviética. Uma cisão dentro do grupo governante desembocou na insurreição dirigida pelo general Hudson Austin em outubro de 1983, que deu lugar à execução de Bishop e à intervenção militar conjunta dos Estados Unidos e de países pertencentes à Organização dos Estados do Caribe Oriental. As tropas cubanas que haviam ajudado o regime anterior foram evacuadas. O Novo Partido Nacional, encabeçado por Herbert Blaize, ganhou as eleições de 1984 e, ano seguinte, os Estados Unidos retiraram suas tropas.