Fundamentalismo

Fundamentalismo é a estrita adesão a um conjunto específico de doutrinas teológicas tipicamente em reação à teologia do modernismo.[1][2][3] O termo "fundamentalismo" foi originalmente designado por seus defensores para descrever uma lista específica de credos teológicos que se desenvolveu em um movimento na comunidade protestante dos Estados Unidos na primeira parte do século XX, e teve sua raiz na Controvérsia Fundamentalista-Modernista dessa época.

O termo desde então tem sido generalizado para significar a forte aderência a qualquer conjunto de credos em face do criticismo ou impopularidade, mas tem mantido suas conotações religiosas.[4]

O termo fundamentalismo popularmente empregue, refere-se pejorativamente a qualquer grupo religioso de uma maioria, conhecido como fundamentalismo religioso, ou refere-se a movimentos étnicos extremistas, conhecido como fundamentalismo étnico. O fundamentalista acredita nos seus dogmas como verdade absoluta, indiscutível, não colocando de parte, contudo, a premissa do .

Fundamentalismo "é um movimento que objectiva voltar ao que são considerados princípios fundamentais, ou vigentes na fundação do determinado grupo". Especificamente, refere-se a qualquer grupo dissidente que intencionalmente resista a identificação com o grupo maior do qual diverge quanto aos princípios fundamentais dos quais imputa ao outro grupo maior ter-se desviado ou corrompido pela adoção de princípios alternativos hostis ou contraditórios à identidade original.

No estudo comparativo das religiões e etnias, fundamentalismo pode se referir a movimentos anti-modernistas nas várias religiões.

Por extensão de sentido o termo "fundamentalismo" passou a ser usado por outras ciências para significar uma crença irracional e exagerada, uma posição dogmática ou até um certo fanatismo em relação a determinadas opiniões, como em Economia ocorre com "fundamentalismo de livre mercado".

História

Protestantes americanos

Fundamentalismo como um movimento surgiu nos Estados Unidos, começando entre os conservadores teólogos presbiterianos na Seminário Teológico de Princeton no final do século XIX. Isto logo se espalhou entre conservadores batistas e outras denominações por volta de 1910-1920. O propósito do movimento era de reafirmar antigas crenças dos cristãos Protestantes que zelosamente a defendem contra a teologia liberal, alto criticismo, darwinismo, e outros movimentos que consideram como ameaçadores ao cristianismo.

A primeira formulação das crenças do fundamentalismo americano podem ser ligadas à Conferência Bíblica de Niagara e, em 1910, à Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana cuja doutrina se gerou o que ficou conhecido como os "cinco fundamentos":[5]

Fundamentalismo islâmico

Ver artigo principal: Fundamentalismo islâmico

Os conflitos religiosos entre os Xiitas e os Sunitas desde o século VII criaram ideologistas radicais, como Ali Shariati (1933–77), mesclando revolução social com fundamentalismo islâmico.