Frederico II do Sacro Império Romano-Germânico

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Frederico II
Rei de Jerusalém
Reinado9 de novembro de 1225
a 25 de abril de 1228
Coroação18 de março de 1229
PredecessoraIsabel II (sozinha)
Sucessor(a)Conrado II
Co-monarcaIsabel II
Imperador Romano-Germânico e Rei da Itália
Reinado22 de novembro de 1220
a 13 de dezembro de 1250
Coroação22 de novembro de 1220
PredecessorOtão IV
SucessorHenrique VII
Rei dos Romanos
Reinado1212 a 13 de dezembro de 1250
Coroações9 de dezembro de 1212
25 de julho de 1215
PredecessorOtão IV
SucessorConrado IV
Rei da Sicília
Reinado1198 a 13 de dezembro de 1250
Coroação3 de setembro de 1198
PredecessorHenrique VI
SucessorConrado IV
Co-monarcaHenrique II (1212–1217)
 
EsposasConstança de Aragão
Isabel II de Jerusalém
Isabel da Inglaterra
DescendênciaHenrique VII da Germânia
Conrado IV da Germânia
Henrique Otão de Hohenstaufen
Margarida de Hohenstaufen
CasaHohenstaufen
Nascimento26 de dezembro de 1194
 Jesi, Itália, Sacro Império Romano-Germânico
Morte13 de dezembro de 1250 (55 anos)
 Torremaggiore, Itália, Sacro Império Romano-Germânico
EnterroCatedral de Palermo, Palermo, Itália
PaiHenrique VI do Sacro Império Romano-Germânico
MãeConstança da Sicília
ReligiãoCatolicismo

Frederico II (Jesi, 26 de dezembro de 1194Torremaggiore, 13 de dezembro de 1250) foi Imperador Romano-Germânico e Rei da Itália de 1220 até sua morte, além de Rei da Sicília a partir de 1198 e Rei de Jerusalém entre 1225 e 1228 em direito de sua esposa a rainha Isabel II. Era filho do imperador Henrique VI e sua esposa a rainha Constança da Sicília.

Esteve em luta quase constante com os Estados Papais e, apesar de excomungado duas vezes, tomou parte na Sexta Cruzada, que conduziu como diplomata e não como guerreiro. Inocêncio IV destituiu-o no Concílio de Lyon. O papa Gregório IX chegou a chamá-lo de Anticristo e, provavelmente por isto, quando morreu, surgiu a ideia de que ele voltaria a reinar de novo em mil anos.

As coroações de Frederico II

Com a morte do imperador Henrique VI, sua esposa Constança da Sicília, que era por direito próprio rainha da Sicília, mandou coroar rei seu filho Frederico, ficando como regente. Em nome de Frederico, dissolveu os laços da Sicília com o império e dispensou os conselheiros alemães, renunciando ao trono da Germânia. Depois da morte de Constança, em 1198, o papa Inocêncio III sucedeu-lhe como guardião de Frederico até à sua maioridade e assegurou a sua educação formal em Roma.

Otão IV tinha sido coroado Imperador Romano-Germânico por Inocêncio III em 1209 mas, em setembro de 1211, na Dieta de Nuremberga, Frederico foi eleito in absentia Rei da Germânia por uma facção rebelde apoiada por Inocêncio, que tinha entrado em choque pela forma como Otão o excomungara.

Frederico foi formalmente eleito em 1212 e coroado a 9 de dezembro, em Mogúncia. Uma terceira cerimónia de coroação teve lugar a 23 de julho de 1215 em Aachen, a do título de Rei da Germânia, que era tradicionalmente precursor do de imperador. Ele foi ainda pretendente ao título de Rei dos Romanos desde 1212, o qual assumiu sem oposição a partir de 1215.

Nascimento de Frederico II
Liber ad honorem Augusti, 1196

A autoridade de Frederico era, contudo, ténue até à Batalha de Bouvines, em 1214, sendo ele reconhecido apenas no sul da Germânia, enquanto que no norte, centro da dinastia dos Guelfos, enquanto que Otão continuava com as rédeas do poder real e imperial, apesar de excomungado. A decisiva derrota de Otão em Bouvines fez-lhe perder o poder e ele retirou-se para as terras hereditárias dos Guelfos, para vir a morrer, praticamente sem apoiantes, em 1218.

No entanto, só passados cinco anos, depois de demoradas negociações entre Frederico, Inocêncio III e o Honório III, que lhe sucedeu depois da sua morte em 1216, é que Frederico foi finalmente coroado imperador, em Roma a 22 de novembro de 1220. Nessa mesma ocasião, o seu filho mais velho Henrique tomou o título de Rei dos Romanos.