Florianópolis

Município de Florianópolis
"Floripa"
"Ilha da Magia[1]"
Do topo, em sentido horário: Praia da Joaquina e lagoa da Conceição; Ponte Hercílio Luz; panorama da região central; Mercado Público no centro histórico e vista da Avenida Beira Mar.

Do topo, em sentido horário: Praia da Joaquina e lagoa da Conceição; Ponte Hercílio Luz; panorama da região central; Mercado Público no centro histórico e vista da Avenida Beira Mar.
Bandeira de Florianópolis
Brasão de Florianópolis
BandeiraBrasão
Hino
Fundação23 de março de 1673 (344 anos)[2][3]
Emancipação23 de março de 1726 (291 anos)[4]
Gentílicoflorianopolitano
Padroeiro(a)Nossa Senhora do Desterro
Prefeito(a)Gean Loureiro (PMDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Florianópolis
Localização de Florianópolis em Santa Catarina
Florianópolis está localizado em: Brasil
Florianópolis
Localização de Florianópolis no Brasil
27° 35' 49" S 48° 32' 56" O27° 35' 49" S 48° 32' 56" O
Unidade federativa Santa Catarina
Região
intermediária

Florianópolis IBGE/2017[5]

Região
imediata

Florianópolis IBGE/2017[5]

Região metropolitanaFlorianópolis
Municípios limítrofesSão José
Distância até a capital1 672 km[6]
Características geográficas
Área675,409 km² [7]
Área urbana31,9 km² (BR: 98º; SC: 6º) – est. Embrapa[8]
Distritos
População485 838 hab. (BR: 47º) –  estatísticas IBGE/2017[9]
Densidade719,32 hab./km²
Altitude3 m[8]
Climasubtropical úmido Cfa
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,847 (BR: 3º) – muito elevado PNUD/2010[10]
PIBR$ 18 636 407,20 mil IBGE/2015[11]
PIB per capitaR$ 39 678 10 IBGE/2015[11]
Página oficial
Prefeiturawww.pmf.sc.gov.br
Câmarawww.cmf.sc.gov.br

Florianópolis é a capital do estado brasileiro de Santa Catarina, na região Sul do país. O município é composto pela ilha principal, a ilha de Santa Catarina, a parte continental e algumas pequenas ilhas circundantes. A cidade tem uma população de 485 838 habitantes, de acordo com estimativas para 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo município mais populoso do estado (após Joinville) e o 47º do Brasil.[9] A região metropolitana tem uma população estimada de 1 096 476 habitantes, a 21ª maior do país. A cidade é conhecida por ter uma elevada qualidade de vida, sendo a capital brasileira com maior pontuação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), calculado pelo PNUD, das Nações Unidas.[10]

A economia de Florianópolis é fortemente baseada na tecnologia da informação, no turismo e nos serviços.[12] A cidade tem 42 praias e é um centro de atividade de navegação. O jornal estadunidense The New York Times afirmou em 2009 que "Florianópolis era o destino do ano".[13] A Newsweek considerou que o município é uma das "dez cidades mais dinâmicas do mundo" em 2006.[14] A revista Veja classificou a cidade como "o melhor lugar para se viver no Brasil",[15] enquanto que o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE), elaborado pela filial brasileira da ONG norte-americana Endeavor, elegeu a cidade como o melhor ambiente para o empreendedorismo no país.[16] Como resultado dessa exposição, Florianópolis está crescendo como uma segunda casa para muitos paulistas, argentinos, estadunidenses e europeus.[carece de fontes?] A cidade também foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) uma das "cidades criativas" do Brasil em 2014, ao lado de Curitiba.[17]

A maioria da população vive no continente e em partes do centro e norte da ilha principal. A metade sul é menos habitada. Muitos pescadores comerciais pequenos povoam a ilha. Os barcos de pesca, as rendeiras, o folclore, a culinária e a arquitetura colonial contribuem para o crescimento do turismo e atraem recursos que compensam a falta de um grande parque industrial. Vilarejos imersos em tradição e história, como Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha, ainda resistem aos avanços da modernidade.[18]

O Aeroporto Internacional Hercílio Luz serve à cidade. Florianópolis é o lar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além do Instituto Federal de Santa Catarina e de dois campi da Universidade do Estado de Santa Catarina, entre outras instituições de ensino superior e profissional.

Etimologia

Originalmente foi denominada "ilha de Santa Catarina", já que Francisco Dias Velho, o fundador do povoado, chegou ao local no dia de Santa Catarina. Ela continuou por muito tempo sendo assim chamada, inclusive ao se tornar vila com o nome de Nossa Senhora do Desterro, como comprovam as correspondências oficiais e as cartas de navegação da época onde ainda se mencionava a Ilha de Santa Catarina.

Com a independência do Brasil a vila elevou-se a cidade, quando decidiu-se fortalecer o nome correto, mas agora passando apenas a se chamar "Desterro". Apesar de ser uma referência a fuga da sagrada família para o Egito, esse nome desagradava certos moradores, uma vez que lembrava "desterrado", ou seja, alguém que está no exílio ou que era preso e mandado para um lugar desabitado.

Esta falta de gosto pelo nome fez com que algumas votações acontecessem para uma possível mudança. Uma das sugestões foi a de "Ondina", nome de uma deusa da mitologia que protege os mares. Este nome foi descartado até que, com o fim da Revolução Federalista, em 1894, em homenagem ao então presidente da República Floriano Peixoto, o governador do estado, Hercílio Luz, mudou o nome para Florianópolis.

A escolha do nome foi, contudo, uma afronta à própria população desterrense, dado que Desterro era uma cidade fortemente monarquista e contrária à Proclamação da República. Floriano Peixoto não era uma autoridade com popularidade na cidade e enfrentou grande resistência de seu governo em Desterro. Como a cidade era um dos principais pontos que se opunham ao presidente, este mandou um exército para a cidade para que fosse derrubada esta resistência. O nome foi dado logo após a "Chacina de Anhatomirim" ou "Tragédia de Desterro" ocorrida na fortaleza militar da ilha de Anhatomirim, ao norte da Ilha de Santa Catarina, ocasião em que foram fuzilados cerca de 300 pessoas, dentre as quais oficiais do exército, juízes, desembargadores e engenheiros, três dos quais eram franceses.[19]

Ainda hoje há movimentos que pedem uma nova mudança do nome devido a controvérsia.[20]