Filosofia da história

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A filosofia da história é o campo da filosofia ou da história (dentro da 'Teoria da história') que observa sobre a dimensão temporal da existência humana como a sócio-política e cultural; teorias do progresso, da evolução e teorias da descontinuidade histórica; significado das diferenças culturais e históricas, suas razões e conseqüências.

Segundo Martins Filho,[1] conceitua-se a filosofia da história como sendo a interpretação da realidade histórica com base nas concepções filosóficas. Seriam várias as visões de mundo a modelar a história, vendo, ou não, no caminhar do homem sobre a Terra um sentido e qual é ele. "Somente se se admite esse sentido norteador do caminhar terreno do homem é que se consegue dar unidade aos fatos históricos, compondo o quadro da existência humana sobre a Terra."

Por outro lado, conforme o historiador brasileiro José D'Assunção Barros,[2] deve-se fazer uma distinção entre as filosofias da história e as teorias da história. As primeiras tendem a ser realizações individuais de filósofos específicos (Kant, Hegel, Herder, entre outros), e geralmente trazem uma carga de especulação muito maior, refletindo sobre o sentido da história e o futuro da história humana. Assim, para Hegel a história seria a caminhada do Espírito até a realização da consciência plena e da Razão em sua plenitude final, e para Kant a história seria correspondente à realização dos planos secretos da natureza. Este tipo de especulação filosófica sobre o sentido da história ou sobre o destino final da história humana estaria normalmente ausente das teorias da história. Estas seriam realizações coletivas da comunidade dos historiadores profissionais, que na história da historiografia desenvolveram diferentes paradigmas, como o Positivismo, o Historicismo, o Materialismo Histórico, entre outros. Um paradigma sempre corresponde a um ambiente teórico partilhado por muitos historiadores, que aprimoram os seus fundamentos, conceitos e perspectivas, não constituindo uma realização pessoal de um único filósofo. De igual maneira, as teorias da história não costumam se preocupar com o sentido da história, mas sim em oferecer apoio teórico com vistas à interpretação da história efetiva, que pode ser estudada e demonstrada através das fontes históricas. A especulação típica das filosofias da história estaria excluída das diversas teorias da história.

No estudo da história devem ser levadas em conta, principalmente, duas dimensões: a História como "realidade" – res gestae, ou seja o complexo dos fatos humanos no seu curso temporal; e a História como "conhecimento" – narratio rerum gestarum, ou seja o relato desses fatos humanos históricos.

Hegelianismo

No livro Filosofia da História, de Hegel, logo na introdução se desenrola uma apreciação de uma teoria sobre a história, dividida em cinco capítulos. Para Hegel haveria três formas de tratar da história, que a encaram diferentemente: a história original, a história refletida e a filosófica.

Na história original ele cita como exemplos Heródoto e Tucídides, "que descreviam principalmente os feitos, os acontecimentos e as situações que tinham diante de si" traduzindo-os em uma obra de imaginação. Os mitos e outras representações populares, como canções, são excluídos por serem principalmente imaginação, a história original é tratada por povos cientes de sua real existência e vontade, descrevendo o que foi vivenciado, sem reflexões, para que se mantenha para a posteridade.