Filipinas
English: Philippines

Repúbliká ng̃ Pilipinas (filipino)
Republic of the Philippines (inglês)

República das Filipinas
Bandeira das Filipinas
Brasão de armas das Filipinas
BandeiraBrasão de armas
Lema: "Maka-Diyos, Maka-Tao,
Makakalikasan at Makabansa" (fi)

("Por Deus, Pelo Povo, Pela Natureza e Pelo País")

Hino nacional: "Lupang Hinirang" ("Terra Escolhida")
Gentílico: filipino(a)[1]

Localização República das Filipinas

Capital121° E
Cidade mais populosaCidade Quezon
Língua oficialFilipino e inglês ¹
GovernoRepública presidencialista
 - PresidenteRodrigo Duterte
 - Vice-presidenteLeni Robredo
 - Presidente do SenadoVicente Sotto III
 - Presidente da Câmara dos RepresentantesGloria Macapagal Arroyo
 - Presidente do Supremo Tribunal de JustiçaAntonio Carpio
Independênciada Espanha e dos Estados Unidos 
 - Declarada12 de junho de 1898 
 - Reconhecida4 de julho de 1946 
 - Constituição atual2 de fevereiro de 1987 
Área 
 - Total300.000 km² (71.º)
 - Água (%)0,6
 Fronteirafronteira marítima com Taiwan (N), Palau (SE), Indonésia (S), e Malásia (SW)
População 
 - Estimativa para 2017103 995 000[2] hab. (12.º)
 - Censo 200991 983 000 hab. 
 - Densidade292 hab./km² (27.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 694,615 bilhões*[3] 
 - Per capitaUS$ 6 985[3] 
PIB (nominal)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 289,686 bilhões*[3] 
 - Per capitaUS$ 2 913[3] 
IDH (2017)0,699 (113.º) – médio[4]
Gini (2006)43[5]
MoedaPeso filipino (PHP)
Fuso horário(UTC+8)
 - Verão (DST)não observado (UTC+8)
ClimaTropical úmido
Org. internacionaisONU, OMC, MNA, ASEAN, União Latina, G20 (países em desenvolvimento)
Cód. ISOPHL
Cód. Internet.ph
Cód. telef.+63
Website governamentalhttp://www.gov.ph/

Mapa República das Filipinas

1. Outros 19 idiomas regionais são reconhecidos

Filipinas (em filipino: Pilipinas, pronunciado: [ˌpɪlɪˈpinɐs]; em inglês: Philippines, pronunciado: [ˈfɪlɨpiːnz]), oficialmente República das Filipinas (em filipino: Repúbliká ng̃ Pilipinas; em inglês: Republic of the Philippines), são um vasto arquipélago da Insulíndia delimitado pelo Mar das Filipinas a leste, Mar de Celebes e Mar de Sulu a sul e Mar da China Meridional a oeste. O Estreito de Luzon, a norte, separa as Filipinas de Taiwan, o Estreito de Balabac, a sudoeste, é uma das fronteiras marítimas com a Malásia, e há também fronteira marítima com a Indonésia, a sul, através do Mar de Celebes, e com o Vietnã, através do Mar da China Meridional. Também Palau se situa nas imediações, para sudeste. A sua capital é Manila, enquanto sua cidade mais populosa é Cidade Quezon, ambas fazendo parte da Grande Manila. O país é composto por 7 641[6] ilhas, que são categorizadas amplamente em três principais divisões geográficas: Luzon, Visayas e Mindanau. A sua localização, no Círculo de fogo do Pacífico, próximo da Linha do equador, faz as Filipinas propensas a terremotos e tufões, mas também dota-as com recursos naturais abundantes, colocando-as entre os países megadiversos. Com aproximadamente 300 000 quilômetros quadrados, as Filipinas são o 72º maior país do mundo.

Com uma população de mais de 100 milhões de habitantes, as Filipinas são o sétimo país mais populoso da Ásia e o 12º mais populoso do mundo. Um adicional de 12 milhões de filipinos vivem no exterior, o que representa uma das maiores diásporas do mundo. Várias etnias e culturas se encontram em todo o arquipélago. Em tempos pré-históricos, os negritos foram alguns dos primeiros habitantes do arquipélago. Eles foram seguidos por ondas sucessivas de povos austronésios. Vários reinos e nações foram estabelecidos no território, governados por datus, rajás, sultões ou lakans. O comércio com a China, com povos malaios, indianos e islâmicos também passou a ocorrer.

A chegada de Fernão de Magalhães, em 1521, marcou o início da colonização européia. Em 1543, o explorador espanhol Ruy López de Villalobos deu ao arquipélago o nome de Las Islas Filipinas, em honra de Filipe II de Espanha. Com a chegada de Miguel López de Legazpi, em 1565, o primeiro assentamento espanhol no arquipélago foi estabelecido, e as Filipinas se tornaram parte do Império Espanhol por mais de 300 anos. Isso resultou na propagação do catolicismo romano, que se tornou a religião predominante no país. Durante este tempo, Manila se tornou o centro asiático do Galeão de Manila, que partia desta com destino a Acapulco, no México, consolidando a frota da prata. No fim do século XIX, ocorreu a Revolução Filipina, resultando na Primeira República do país. Contudo, a Espanha não reconheceu a independência filipina e cedeu o território aos Estados Unidos. A Guerra Filipino-Americana eclodiu pouco tempo depois, seguida por um breve período de ocupação japonesa, durante a Segunda Guerra Mundial. A soberania das Filipinas só foi reconhecida em 4 de julho de 1946, pelos Estados Unidos.

O grande tamanho da população do país e o potencial econômico a levaram a ser classificada como uma das potências regionais do Sudeste Asiático. Entretanto, o país ainda enfrenta notáveis problemas sociais, além de baixo PIB per capita e alta dívida pública. É um membro fundador da Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Mundial do Comércio (OMC), Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e Cúpula do Leste Asiático (CLA).

História

Ver artigo principal: História das Filipinas

Primeiros povos

Muitos historiadores acreditam que as Filipinas foram colonizadas no Paleolítico, quando um povo asiático atravessou por meio de embarcações de madeira o caminho que leva à região. Descobertas mais recentes parecem indicar que as ilhas podem ter sido habitadas desde a era pleistocênica.

A primeira grande corrente migratória chegou a essa região através do sul. Acredita-se que esses imigrantes eram de origem indonésio-caucasiana, possuindo um grau de civilização mais adiantado que as tribos nativas. Posteriormente, ocorreram mais duas grandes correntes migratórias. Cada nova corrente sucessivamente impeliu os habitantes originais a procurarem terra ao norte.

A corrente migratória seguinte, cujo apogeu foi no século XIV, veio do Império de Majapait e trouxe, consigo, a religião muçulmana.

Colonização europeia

Fernão de Magalhães, um navegador português a serviço do Rei de Espanha, durante a primeira viagem de circum-navegação, avistou as ilhas em 1521. Ele procurava uma rota alternativa para comercializar especiarias, e chamou a região de San Lázaro. Ao chegar na Ilha de Cebu, convenceu o chefe local Humabon e outros 800 nativos a se converter ao catolicismo. Posteriormente, tentou a mesma ação na Ilha Mactan, liderada por Lapu-Lapu, onde faleceu em 21 de abril. No arquipélago, seus nativos possuíam uma religiosidade na qual seus deuses eram associados à natureza. O catolicismo empregado sofria concessões, ou seja, ajustes de acordo com a cultura local, facilitando, assim, o domínio e aceitação desta religião naquele local. Um exemplo é o fato de muitos nativos considerarem, a sexta-feira, um mau-presságio, e os pescadores fazerem oferendas aos deuses com mutilações; sob o catolicismo, as oferendas passaram a ser feitas na sexta-feira santa.[7]

Em 1543, uma expedição de colonização, liderada por Ruy López de Villalobos, renomeou duas ilhas (Leyte e Samar) para Filipinas, em homenagem ao rei Filipe II. Este nome passou a ser usado para o arquipélago todo.[7] Os espanhóis estabeleceram sua capital em Manila a partir de 1571, garantindo seu domínio por mais de trezentos anos.

As Filipinas foram um importante entreposto comercial espanhol na Ásia, especialmente pelo comércio de tecidos e especiarias. No século XVII, os espanhóis construíram várias escolas, uma delas foi a Universidade de Santo Tomás (1611). O fim da rota comercial se deu em 1815, quando a Espanha ficou enfraquecida com a seguida perda do México e a guerra com os Estados Unidos.[7]

Durante o século XVIII, a região foi atacada por piratas chineses e havia a preocupação com a ocupação por colonizadores holandeses, portugueses e ingleses; tendo entre 1762 e 1764 a capital sido dominada pelos britânicos.

Domínio estadunidense e independência

O herói nacional das Filipinas, o linguista, escritor, artista, médico e cientista José Rizal iniciou um movimento de reforma. Ao mesmo tempo, uma sociedade secreta chamada Katipunan, chefiada por Andrés Bonifácio, começou a revolução, dando aos espanhóis a desculpa que precisavam para executar Rizal, que se encontrava em exílio em Dapitan, Mindanao (sul do país). Ele foi trazido a Manila para julgamento e condenado à morte, embora não se tenha prova de sua participação na revolta.

Sua morte, porém, estimulou ainda mais essa revolução, levando o General Emílio Aguinaldo a declarar no dia 12 de Junho de 1898 a independência do país e proclamar a primeira República das Filipinas.

Apesar de uma resistência com os moradores, as Filipinas acabaram sob domínio dos Estados Unidos, sendo explorado o comércio e mantidos centros educacionais sustentados por protestantes. Os novos ocupantes com o tempo passaram a serem bem recebidos. Mesmo assim, o catolicismo predominou. Em 4 de julho de 1946, a Independência do arquipélago foi reconhecida pelos governo norte-americano, apesar da influência ter se mantido: os filipinos lutaram a favor dos norte-americanos nas guerras da Coreia e do Vietnã e a predominância da língua inglesa (tendo significativa presença da língua espanhola e outras nativas).[7]