Ficção científica

Ficção científica
Capa da revista Imagination, maio de 1953
Criação do gênero
Mary Wollstonecraft Shelley, Frankenstein ou o Prometeu Moderno (1818
Criação do termo
Hugo Gernsback década 1920 cientificação
Sub-gêneros principais
Cyberpunk, Space opera, Distopia, Viagem no tempo, Invasão alienígena
Ficção especulativa

Ficção científica (normalmente abreviado para SF, FC, sci-fi ou scifi) é um gênero da ficção especulativa, que normalmente lida com conceitos ficcionais e imaginativos, relacionados ao futuro, ciência e tecnologia, e seus impactos e/ou consequências em uma determinada sociedade ou em seus indivíduos, desenvolvido no século XIX.[1] Conhecida também como a "literatura das ideias",[2] evita utilizar-se do sobrenatural, tema mais recorrente na Fantasia,[3] baseando-se em fatos científicos e reais para compor enredos ficcionais.[4]

A ação pode girar em torno de um grande leque de possibilidades como: viagem espacial, viagem no tempo, viagem mais rápida que a luz, universos paralelos, mudanças climáticas, totalitarismo e/ou vida extraterrestre.[1][2]

Definição

Devido aos seus vários sub-gêneros e temas tratados, ficção científica não é fácil de definir.[5] Muitos autores, ao longo do tempo, tentaram definir de maneira sucinta o que a ficção científica é e faz. O escritor Mark C. Glassy definiu que ficção científica é como pornografia: não sabemos o que é com certeza, até que vemos uma.[6]

Um dos primeiros a utilizar o termo ficção científica, foi o criador da revista Amazing Stories, Hugo Gernsback:

Uma das definições mais completas foi feita por Rod Serling, criador da série Twilight Zone.

É consenso entre escritores e leitores, que a ficção científica deva conter uma extrapolação cuidadosa e bem informada de fatos, princípios ou tendências científicas, mesmo que a ciência apresentada nos enredos seja irreal, ainda não exista ou seja improvável. A ciência não precisa ser da área de Exatas ou Biológicas, podendo conter análises e estruturas antropológicas, sociológicas e filosóficas para se basear. A obra precursora do gênero, o romance de Mary Wollstonecraft Shelley, Frankenstein ou o Prometeu Moderno (1818), foi o primeiro a utilizar-se da separação entre ciência e misticismo para aplicar em um enredo. Outros como e O Último Homem (1826),[9] ou a obra de Robert Louis Stevenson, O Médico e o Monstro (1886) são também considerados ficção científica. A ausência deste componente científico classificaria obras em Fantasia ou Horror, como enquanto Drácula, de Bram Stoker (1897).[4][5]

Há, evidentemente, muitos tipos de ficção científica. Os dois principais tipos são a ficção científica soft como por exemplo as séries televisivas Star Trek (Jornada nas Estrelas), Battlestar Galactica e Doctor Who, e também a ficção científica hard como por exemplo os filmes 2001: Uma Odisseia no Espaço, Blade Runner e Solaris. Há também alguns filmes que se utilizam de temas recorrentes na ficção científica embora tenham mais características do gênero fantasia, como por exemplo a série de filmes Star Wars, classificada como fantasia científica e space opera.[1][3]