Feira livre

Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações (desde outubro de 2017). Ajude a este artigo inserindo fontes.

A palavra feira teve origem na palavra em latim feria, que significa "dia santo ou feriado” e a palavra freguês, usada para tratamento dos consumidores de feira livre, originou-se também do latim filiu ecclesiae que significa “filhos da igreja”. Assim, no início, as pessoas ou fiéis aproveitavam as festas religiosas para se reunirem e para trocarem mercadorias.

Na feira livre há aqueles que observam, pechincham e procuram algo específico, bem como há aqueles que criam laços de afetividade, próximos da amizade que rompe a relação comerciante-freguês, o que sustenta em grande parte a tradição de ir a feira toda semana, comer pastel e tomar caldo de cana, além da variedade e qualidade dos produtos ali encontrados.Todos nós temos uma história de identidade e lembrança de uma feira, seja no âmbito alimentar ou simples lazer.

Feira Livre

Breve histórico

Na antiguidade as feiras tinham o objetivo de promover trocas de mercadorias entre as pessoas de diferentes lugares e com diferentes itens. Com a queda do feudalismo e o surgimento do capitalismo, esse modo de comércio ganhou força e importância econômica. Inicialmente foram impulsionadas pelas Cruzadas, uma vez que naquela época as atividades comerciais deveriam atender as necessidades dos viajantes e com o tempo, as necessidades foram aumentando e se diversificando, bem como a população foi crescendo e as feiras, então, passaram a ter importância social, promovendo a comunicação e interação dos povos.

Com a expansão marítima (Séc. XV e XVI), a tradição das feiras foi levada para as colônias, no Brasil trazidas por imigrantes europeus, tendo papel fundamental no desenvolvimento das cidades, não somente como um meio de aquisição de produtos, mas também local de encontro, de confraternização, onde pessoas de uma mesma comunidade e de comunidades vizinhas se encontravam, desempenhando assim um assim papel importante na interação social e intercâmbio cultural.

Não há provas acerca da criação da primeira feira no Brasil, mas há registros de regimentos escritos por D.João III em 1548 e D.Afonso em 1677, ordenando a criação de feiras semanais na colônia para trocas entre os portugueses e nativos.

Partindo do princípio que os mesmos já estavam acostumados a reunir seus artigos em troca na praia para a posterior negociação, estas feiras acabaram por não se realizar, as feiras ordenadas por D. João III não ocorriam e por conta disso, não realizaram feiras na colônia durante um bom tempo, e a partir do Séc. XVII, as feiras de gado trazido da zona rural, intensificaram-se e naquela época, no Brasil, havia dois tipos de feiras. A feira de Mercado - como eram conhecidas as feiras livres - aos sábados, abasteciam a população, enquanto que a Feira Franca - feira de gado - ocorria duas vezes ao ano, destinada a comercialização de bens regionais, atraindo compradores e vendedores de diversas regiões (TREVISAN, 2008). Já no final do Séc. XIX, as feiras livres estavam instaladas nas ruas, oferecendo itens básicos de alimentação aos habitantes de suas comunidades.