Estratégia militar

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Estratégia militar é uma designação abrangente para o planejamento de atuação em uma guerra. Deriva do grego estratego, a estratégia era vista como a arte do general. A estratégia militar lida com o planejamento e condução de campanhas, o movimento e divisão de forças, e a burla do inimigo. O pai do estudo moderno da estratégia, Carl von Clausewitz, define estratégia militar como o emprego de batalhas para obter o fim da Guerra. Portanto, ele deu a preeminência de objetivos políticos em relação a conquistas militares, garantindo controle civil sobre os militares. Estratégias militares se baseiam em um tripé: a preparação das táticas militares, a aplicação dos planos no campo de batalha e a logística envolvida na manutenção do exercito.

Fundamentos da estratégia militar

Estratégia e tática militar estão intimamente relacionadas. Ambas lidam com a distância, tempo e força, mas a estratégia é empregada em larga escala enquanto a tática atua em pequena escala. Originalmente a estratégia era entendida como a organização do prelúdio para a batalha enquanto a tática controlava a sua execução. Contundo, nas guerras mundiais do século XX, a distinção entre manobra e batalha, estratégia e tática tornaram-se obscuras. Táticas que se originaram da tropa de cavalaria poderia ser aplicada para uma divisão panzer.

Estratagema Militar da Batalha de Waterloo.

Em sua forma mais pura, estratégia somente lida com problemas militares. Em sociedades primitivas, um rei ou líder político eram freqüentemente também o líder militar. Se ele não era, a distância de comunicação entre o líder político e militar eram pequenas. Mas com a necessidade de profissionalização do exercito aumentando, a distância entre os políticos e militares começaram a aparecer. Em muitos casos, se decidiu que uma separação era necessária.

Como o estadista Francês Georges Clemenceau disse:

Isto deu origem ao conceito da grande estratégia a qual engloba o gerenciamento dos recursos de uma nação inteira para a condução de uma guerra. No ambiente da grande estratégia, o componente militar é grandemente reduzido para estratégia operacional – o planejamento e controle de grandes unidades militares tais como tropa e divisões. Com o aumento em tamanho e número dos exércitos e melhoramento da tecnologia de controle e comunicação, a diferença entre estratégia militar e a grande estratégia diminuiu.

Os fundamentos para a grande estratégia é a diplomacia através da qual a nação deve forjar alianças ou pressionar outras nações a ceder, desta forma alcançando a vitória sem a necessidade do combate. Outro elemento da grande estratégia é o gerenciamento da paz no pós-guerra. Como Clausewitz estabeleceu, uma estratégia militar de sucesso deve ser um meio para um fim, mas ela não é um fim em si mesmo. Há numerosos exemplos na história onde a vitória no campo de batalha não se traduziu em uma paz de longa duração e segurança.

Estratégia (e tática) deve constantemente estar desenvolvendo-se em resposta a avanços tecnológicos militares (ver: ciência militar). Uma estratégia bem sucedida de uma era tende a se tornar obsoleta logo após novos desenvolvimentos em armas e materiais. A Primeira Guerra Mundial viu as táticas Napoleônicas de ofensiva a todo custo anulada em relação ao poder defensivo da trincheira, metralhadora e barragem de artilharia. Como uma reação a sua experiência na Primeira Guerra Mundial, a França entrou na Segunda Guerra Mundial com uma doutrina puramente defensiva, encabeçada pela inexpugnável Linha Maginot, mas unicamente para ser completamente lograda pela a blitzkrieg Alemã.