Esquerdismo
English: Ultra-leftism

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No vocabulário leninista, esquerdismo designa correntes políticas que são criticadas por seu excessivo radicalismo[1]. Em outros contextos, a palavra pode se referir à militância, às atitudes ou às convicções ligadas à esquerda de forma geral, considerando-se o espectro político (da esquerda à direita).

História

Entre 1918 e 1919, Lênin se ressentia do ultra-esquerdismo de alguns setores do Partido Bolchevique. Bukhárin, por exemplo, falava em abolir o dinheiro. Outros queriam dissolver o partido que governava os sovietes. A nível internacional, muitos dos militantes (sobretudo alemães e ingleses) que haviam aderido à Terceira Internacional recusavam a participação em eleições, nos sindicatos "reformistas" etc. Essa tendência era nomeadamente importante na Alemanha e na Grã-Bretanha. Para atacar esta tendência, Lênin escreveu Esquerdismo, doença infantil do comunismo[2].

Em sua obra, Lênin aplicou o termo às várias tendências políticas consideradas, pelo comunismo ortodoxo, como "desviacionistas". O termo adquiriu uma conotação pejorativa, passando a designar a esquerda comunista, ou seja, correntes que, no interior do próprio marxismo, situavam-se à esquerda do leninismo, a exemplo do comunismo de conselhos, e que privilegiavam o papel revolucionário das massas em relação ao dos partidos ou dos sindicatos da esquerda tradicional.[3]

Portanto, a partir de 1920, "esquerdismo" já não será entendido apenas como a posição oposta à direita, mas sobretudo no sentido pejorativo utilizado por Lênin, como uma radicalização da esquerda ou como um infantilismo, marcado por um eticismo e um radicalismo que não se inspiram na experiência russa e nas táticas leninistas.