Escravidão branca
English: White slavery

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Comerciante de Meca (direita) e seu escravo branco circassiano. Intitulado Vornehmner Kaufmann mit seinem cirkassischen Sklaven ("distinto comerciante e seu escravo circassiano) por Christiaan Snouck Hurgronje (c. 1888).

Escravidão branca refere-se à escravidão de brancos europeus por não-europeus (norte-africanos ou muçulmanos), bem como pelos próprios europeus, como os thralls (escravos) vikings ou galeotes (criminosos condenados e/ou escravos usados como remadores em galés). Desde a Antiguidade, os escravos europeus foram comuns durante o reinado da Roma Antiga e proeminentes durante o Império Otomano no início da Idade Moderna. No feudalismo, existiram várias formas de status abaixo do homem livre, no que é conhecido como servidão (vilão, vagabundo, escravo) que podiam ser comprados e vendidos como propriedade e estavam sujeitos ao trabalho e à marca por seus donos ou demesne (posse). Sob o domínio muçulmano, o tráfico árabe de escravos que incluía cativos caucasianos, era frequentemente abastecido por ataques a territórios europeus ou eram levados quando crianças na forma de um imposto de sangue pelas famílias de cidadãos de territórios conquistados para servir ao império numa variedade de funções. Em meados do século XIX, o termo "escravidão branca" era usado para descrever os escravos cristãos que eram vendidos no comércio de escravos da Berbéria.

O uso moderno do termo também pode incluir escravidão sexual, prostituição forçada e tráfico humano. Atualmente, a importância da escravidão de brancos é posta de lado, havendo foco social na antiga escravidão negra.

História

Ver artigo principal: História da escravidão

O termo "escravidão branca" foi usado por Charles Sumner em 1847 para descrever a escravidão dos cristãos em todos os Estados da Berbéria e principalmente na Argélia, a capital da Argélia otomana.[1] Também abrangia muitas formas de escravidão, incluindo as concubinas europeias frequentemente encontradas em harens turcos.[2]

O termo também foi usado a partir do início do século XX, quando a maioria dos países da Europa assinou em Paris, em 1904, a Convenção Internacional relativa à repressão do tráfico de mulheres brancas,[3] visando combater a venda de mulheres que eram forçadas à prostituição nos países da Europa continental. No início do século XX, o termo foi usado contra a prostituição forçada e a escravidão sexual de meninas que trabalhavam nos bordéis de Chicago.