Encíclica

  • encíclica (do latim tardio encyclĭcus,a,um, adaptado do grego εγκyκλιος, transl. enkyklios: 'circular, que circula') ou, mais propriamente, carta encíclica (do latim littĕrae encyclĭcae [1]) é uma comunicação escrita papal [2], um documento pontifício, dirigido aos bispos de todo o mundo e, por meio deles, a todos os fiéis. o termo "epistola encyclica" parece ter sido introduzido pelo papa bento xiv (1740-1758).

    a encíclica é usada pelo papa para exercer o seu magistério ordinário[3].

    geralmente as encíclicas se dirigem aos patriarcas, arcebispos, bispos, presbíteros, filhos e filhas da igreja, os fiéis; todavia o círculo pode-se alargar para compreender todo o " homem de boa vontade"[4].

    trata de matéria doutrinária em variados campos: fé, costumes, culto, doutrina social, etc.

    a matéria nela contida não é formalmente objeto de fé. mas, a ela, se deve o religioso obséquio do assentimento exterior e interior. logo, uma "encíclica não define, e nem altera um dogma, mas atualiza a doutrina católica através de um ensinamento ou um tema da atualidade e é vista como a posição da igreja católica sobre um determinado tema. normalmente, uma encíclica é designada pelas suas primeiras palavras a partir do texto em latim"[5].

    exemplos de encíclicas:

    • "rerum novarum" (papa leão xiii) sobre a questão operária
    • non abbiamo bisogno (pio xi) sobre o fascismo
    • mit brennender sorge (pio xi) sobre o nacional-socialismo
    • divinis redemptoris (pio xi) sobre o comunismo(socialismo)
    • "casti connubii"(papa pio xi) sobre a moral conjugal
    • " mediator dei" (papa pio xii) sobre liturgia
    • " humani generis" (papa pio xii) sobre alguns erros que ameaçam a fé
    • mater et magistra (joão xxiii), sobre a questão social à luz da doutrina cristã
    • populorum progressio (paulo vi), sobre a cooperação entre os povos e os problemas dos países pobres
    • "redemptor hominis" (joão paulo ii), 1ª encíclica de joão paulo ii
    • " laborem exercens" (papa joão paulo ii) sobre o trabalho humano;
    • "fides et ratio" (papa joão paulo ii) sobre as relações entre fé e razão;
    • "deus caritas est" (bento xvi), sobre o amor cristão;
    • "spe salvi" (bento xvi), sobre a esperança cristã;
    • "caritas in veritate" (bento xvi), sobre o desenvolvimento humano na caridade.

    o papa francisco escreveu, até o momento, as encíclicas lumen fidei e laudato si'.

    referências

  • ver também
  • ligações externas

Encíclica (do latim tardio encyclĭcus,a,um, adaptado do grego εγκyκλιος, transl. enkyklios: 'circular, que circula') ou, mais propriamente, carta encíclica (do latim littĕrae encyclĭcae [1]) é uma comunicação escrita papal [2], um documento pontifício, dirigido aos bispos de todo o mundo e, por meio deles, a todos os fiéis. O termo "epistola encyclica" parece ter sido introduzido pelo Papa Bento XIV (1740-1758).

A encíclica é usada pelo Papa para exercer o seu magistério ordinário[3].

Geralmente as encíclicas se dirigem aos Patriarcas, Arcebispos, Bispos, Presbíteros, Filhos e Filhas da Igreja, os fiéis; todavia o círculo pode-se alargar para compreender todo o " homem de boa vontade"[4].

Trata de matéria doutrinária em variados campos: fé, costumes, culto, doutrina social, etc.

A matéria nela contida não é formalmente objeto de fé. Mas, a ela, se deve o religioso obséquio do assentimento exterior e interior. Logo, uma "encíclica não define, e nem altera um dogma, mas atualiza a doutrina católica através de um ensinamento ou um tema da atualidade e é vista como a posição da Igreja Católica sobre um determinado tema. Normalmente, uma encíclica é designada pelas suas primeiras palavras a partir do texto em latim"[5].

Exemplos de encíclicas:

O Papa Francisco escreveu, até o momento, as encíclicas Lumen Fidei e Laudato Si'.

Referências