Eleições legislativas portuguesas de 2019

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Eleições legislativas portuguesas de 2019
230 deputados na Assembleia da República
6 de outubro de 2019
Demografia eleitoral
Hab. inscritos: 10 811 436
Votantes :5 092 424
  
48.57% Red Arrow Down.svg 13.1%
PS Logo (Text version).png
Partido Socialista
Votos:1 908 036  
Lugares obtidos:108 Green Arrow Up.svg 25.6%
  
36.34%
Logo PSD cor.PNG
Partido Social Democrata
Votos:1 457 704  
Lugares obtidos:79 Red Arrow Down.svg 11.2%
  
27.76%
LeftBloc.svg
Bloco de Esquerda
Votos:500 017  
Lugares obtidos:19 Red Arrow Down.svg 0%
  
9.52%
Red flag waving.svg
CDU - Coligação Democrática Unitária
Votos:332 473  
Lugares obtidos:12 Red Arrow Down.svg 29.4%
  
6.33%
Cds simbolo 2.png
CDS - Partido Popular
Votos:221 774  
Lugares obtidos:5 Red Arrow Down.svg 72.2%
  
4.22%
Logo Pessoas-Animais-Natureza (text only).png
Pessoas–Animais–Natureza
Votos:174 511  
Lugares obtidos:4 Green Arrow Up.svg 300%
  
3.32%
Logo Chega!.png
CHEGA!
Votos:67 826  
Lugares obtidos:1  
  
1.29%
Iniciativa Liberal símbolo.png
Iniciativa Liberal
Votos:67 681  
Lugares obtidos:1  
  
1.29%
Partido LIVRE logo.png
LIVRE
Votos:57 172  
Lugares obtidos:1  
  
1.09%

As eleições legislativas portuguesas de 2019, também designadas eleições para a Assembleia da República, decorreram no dia 6 de outubro de 2019.[1] A campanha eleitoral decorreu entre os dias 22 de setembro e 4 de outubro.

A legislatura terminada teria sido marcada pela recuperação económica iniciada em 2014, e que tinha, em geral, melhorado as condições de vida dos portugueses. A legislatura também ficou marcada por alguns casos de corrupção, como o Familygate e o caso do roubo de armas de Tancos.

No entanto, e também graças à campanha focada nas contas certas, o PS conseguiu uma maioria clara de 36,34% comparado ao seu oponente, o PPD/PSD, que relativamente a 2015 perdia 10 deputados, e atingia um dos seus mínimos históricos desde 1975. A campanha pouco mobilizadora foi um dos fatores que fez com que o PSD não conseguisse mobilizar o eleitorado contra o atual governo PS.

O Bloco de Esquerda desceu relativamente a 2015, mas conseguiu manter o seu grupo parlamentar intacto, ao contrário de outros, como a CDU, que viria a perder 5 deputados, ou como o CDS - Partido Popular, que para além de perder 13 deputados, alcançou o pior resultado da sua história, desde 1975, em legislativas.

O Pessoas-Animais-Natureza, que tinha entrado na Assembleia da República pela primeira vez em 2015, consegue crescer, tal como nas europeias, formando um grupo parlamentar com 4 deputados, apenas menos 1 que o CDS.

Esta eleição foi também marcada pela forte presença dos pequenos partidos, já que 3 dos mesmos conseguiram entrar, pela primeira vez, na Assembleia da República. O CHEGA, partido com ideias nacionalistas e conservadoras, conseguiu eleger André Ventura. A Iniciativa Liberal não conseguiu eleger o seu líder, Carlos Guimarães Pinto, que concorreu às eleições pelo círculo do Porto, mas conseguiu eleger João Cotrim de Figueiredo, por Lisboa. Por sua vez, o LIVRE, partido formado em 2014, com raízes europeístas e ecossocialistas, conseguiu também eleger Joacine Katar Moreira por Lisboa.

Partidos

Os partidos ou coligações que possuíam deputados na Assembleia da República, antes da eleição, eram os seguintes:

Partidos Líder Ideologia Espectro
Partido Social Democrata PPD/PSD Rui Rio Liberalismo clássico
Conservadorismo liberal
Centro/Centro-direita
Partido Socialista PS António Costa Social-democracia Centro-esquerda
Bloco de Esquerda B.E. Catarina Martins Anticapitalismo
Socialismo democrático
Esquerda
CDS – Partido Popular CDS-PP Assunção Cristas Democracia cristã
Conservadorismo
Centro-direita/Direita
CDU - Coligação Democrática Unitária PCP-PEV Jerónimo de Sousa Comunismo
Ecossocialismo
Esquerda/Extrema-esquerda[2]
Pessoas–Animais–Natureza PAN André Silva Ambientalismo Centro-esquerda

Restantes forças políticas que contestaram a eleição:[3]

Partidos Líder Ideologia Espectro
Aliança A Pedro Santana Lopes Conservadorismo fiscal
Liberalismo económico
Centro-direita[4]
CHEGA! CH André Ventura Nacionalismo
Populismo de direita
Direita/Extrema-direita[5]
Iniciativa Liberal IL Carlos Guimarães Pinto Liberalismo clássico
Liberalismo económico
Centro-direita[4][6]
Juntos Pelo Povo JPP Élvio Sousa Liberalismo social
Grande tenda
Centro
LIVRE L Rui Tavares Social-democracia[7]
Ecossocialismo
Centro-esquerda[8]
Movimento Alternativa Socialista MAS Gil Garcia Socialismo
Trotskismo
Esquerda
Partido da Terra MPT Luís Vicente Ecocapitalismo
Liberalismo clássico
Centro-direita
Nós, Cidadãos! NC Mendo Castro Henriques Liberalismo
Pró-europeísmo
Centro
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses PCTP/MRPP a definir Comunismo
Maoismo
Extrema-esquerda
Partido Democrático Republicano PDR António Marinho e Pinto Centrismo
Populismo
Centro
Partido Nacional Renovador PNR José Pinto Coelho Nacionalismo português
Anti-imigração
Extrema-direita
Partido Trabalhista Português PTP Amândio Madaleno Socialismo democrático
Trabalhismo
Centro-esquerda/Esquerda
Partido Popular Monárquico PPM Paulo Estevão Monarquismo
Conservadorismo
Direita
Partido Unido dos Reformados e Pensionistas PURP António Mateus Dias
Fernando Loureiro
Anti-austeridade
Direitos dos pensionistas
Grande tenda
Reagir Incluir Reciclar RIR Vitorino Silva Populismo
Humanismo
Sincrético