Egito
English: Egypt

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جمهورية مصر العربية
(Jumhūriyyat Miṣr al-ʿArabiyyah) (árabe)
(Gomhoreyyet Maṣr el-ʿArabeyya) (árabe egípcio)

República Árabe do Egito
Bandeira do Egito
Brasão de armas do Egito
BandeiraBrasão de armas
Hino nacional: Bilady, Bilady, Bilady
Gentílico: egípcio (a), egipciano (a) e egipcíaco (a)[1]

Localização do República Árabe do Egito

Localização do Egito (em verde)
Território disputado com o Sudão (em verde-claro).
CapitalCairo
26°2'N 29°13°E
Cidade mais populosaCairo
Língua oficialÁrabe
Religião oficialIslamismo
GovernoRepública semipresidencialista[2]
 - PresidenteAbdul Fatah Khalil Al-Sisi
 - Primeiro-ministroMoustafa Madbouly[3]
Formação 
 - I dinastiaca. 3 100 a.C. 
 - Independência do Reino Unido28 de fevereiro de 1922 
 - Declaração da República18 de junho de 1953 
Área 
 - Total1001450 km² (31.º)
 FronteiraLíbia, Sudão, Israel e Palestina (Faixa de Gaza)
População 
 - Estimativa para 201992 798 900[4] hab. (14.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 945,388 bilhões*[5] 
 - Per capitaUS$ 11 073[5] 
PIB (nominal)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 284,860 bilhões*[5] 
 - Per capitaUS$ 3 336[5] 
IDH (2017)0,696 (115.º) – médio
Gini (2015)31,8
MoedaLibra egípcia (EGP)
Fuso horárioEET (UTC+2)
 - Verão (DST)EEST (UTC+3)
Org. internacionaisONU, OMC, União Africana, Liga Árabe
Cód. ISOEGY
Cód. Internet.eg
Cód. telef.+20

Mapa do República Árabe do Egito

O Egito (AO 1945: Egipto)[1][6][7] (em egípcio: Kṃt; em copta: Ⲭⲏⲙⲓ; transl.: Kīmi; em árabe: مصر, pronunciado: [mi̠sˤr], pronunciado em árabe egípcio[mesˤɾ]; em árabe egípcio: مَصر; transl.: Maṣr, pronunciado: [mɑsˤɾ]), oficialmente República Árabe do Egito (em árabe: جمهورية مصر العربية; em árabe egípcio: Gomhoreyyet Maṣr el-ʿArabeyya), é um país localizado entre o nordeste da África e o sudoeste da Ásia, através da Península do Sinai. É um país mediterrâneo limitado pela Faixa de Gaza e Israel a nordeste, o Golfo de Ácaba e o Mar Vermelho a leste, o Sudão ao sul e a Líbia a oeste. Do outro lado do Golfo de Ácaba fica a Jordânia, do outro lado do Mar Vermelho, a Arábia Saudita e, do outro lado do Mediterrâneo, a Grécia, a Turquia e o Chipre, embora nenhum deles tenha uma fronteira terrestre com o Egito.

O país tem uma das mais longas histórias entre qualquer outra nação, traçando sua herança até o VI ou IV milênio a.C. Considerado um berço da civilização, o Egito Antigo viu alguns dos primeiros desenvolvimentos da escrita, agricultura, urbanização, religião organizada e governo central.[8] Monumentos icônicos como a Necrópole de Gizé e sua Grande Esfinge, bem como as ruínas de Mênfis, Tebas, Carnaque e do Vale dos Reis, refletem este legado e continuam a ser um foco significativo de interesse científico, histórico e turístico. A longa e rica herança cultural do Egito é parte integrante de sua identidade nacional, que muitas vezes assimilou várias influências estrangeiras, como gregos, persas, romano, árabes, otomanos e núbios. O Egito foi um dos primeiros e importantes centros do cristianismo, mas foi amplamente islamizado no século VII e continua sendo um país predominantemente muçulmano, embora com uma significativa minoria cristã.

Do século XVI ao início do século XX, o Egito era governado por potências imperiais estrangeiras: o Império Otomano e o Império Britânico. O Egito moderno remonta a 1922, quando conquistou a independência nominal do domínio britânico através de uma monarquia. No entanto, a ocupação militar britânica do Egito continuou e muitos egípcios acreditavam que a monarquia era um instrumento do colonialismo britânico. Após a revolução de 1952, o Egito expulsou soldados e burocratas britânicos e acabou com a ocupação, nacionalizou o Canal de Suez, de propriedade britânica, exilou o rei Faruque e sua família e declarou-se uma república. Em 1958, fundiu-se com a Síria para formar a República Árabe Unida, que se dissolveu em 1961. Ao longo da segunda metade do século XX, o Egito suportou conflitos sociais e religiosos, além de instabilidade política, combatendo vários conflitos armados com Israel em 1948, 1956, 1967 e 1973, e ocupou a Faixa de Gaza intermitentemente até 1967. Em 1978, o Egito assinou os Acordos de Camp David, oficialmente se retirando da Faixa de Gaza e reconhecendo a existência de Israel. O país continua a enfrentar desafios, desde agitação política, incluindo a recente revolução de 2011 e suas consequências, até o terrorismo e o subdesenvolvimento econômico. O atual governo do Egito é uma república presidencial liderada pelo presidente Abdel Fattah el-Sisi, que tem sido descrito como autoritário.

O islão é a religião oficial do Egito e o árabe é sua língua oficial.[9] Com mais de 95 milhões de habitantes, o Egito é o país mais populoso do Norte da África, do Oriente Médio e do mundo árabe, o terceiro mais populoso da África (depois da Nigéria e da Etiópia) e o 14.º mais populoso do mundo.[10] A grande maioria do seu povo vive perto das margens do rio Nilo, uma área de cerca de 40 000 quilômetros quadrados, onde a única terra arável disponível é encontrada. As grandes regiões do deserto do Saara, que constituem a maior parte do território do Egito, são escassamente habitadas. Cerca de metade dos habitantes vive em áreas urbanas, com a maioria espalhada pelos centros densamente povoados do Cairo, Alexandria e outras grandes cidades no delta do Nilo. O Estado soberano do Egito é um país transcontinental considerado uma potência regional no Norte da África, no Oriente Médio e no mundo muçulmano, e uma potência média em todo o mundo.[11] A economia do Egito é uma das maiores e mais diversificadas do Oriente Médio e deve se tornar uma das maiores do mundo ao longo do século XXI. Em 2016, o Egito ultrapassou a África do Sul e se tornou a segunda maior economia da África (depois da Nigéria).[12] O país é um dos membros fundadores das Nações Unidas, do Movimento Não Alinhado, da Liga Árabe, da União Africana e da Organização para a Cooperação Islâmica.

Etimologia

HIEROGLIFO
kmmt
niwt
Kṃt (Quemete)

Os egípcios usaram vários nomes para se referirem à sua terra. O mais comum era Quemete (Kṃt), "Terra Negra" ou "Terra Fértil", que se aplicava especificamente ao território nas margens do Nilo e que aludia à terra negra trazida pelo rio todo ano,[13] e era diferente de Dexerete (dšṛt), "Terra Vermelha", que se referia aos desertos que circundavam o Nilo, onde os egípcios só penetravam para enterrar os seus mortos ou para explorarem pedras e metais preciosos.[14][15] Também chamavam-o Taui ( "as Duas Terras", ou seja, Alto e Baixo Egito),[16] Tameri ("Terra Amada")[17] ou Ta Netjeru ("Terra dos Deuses");[18] na Bíblia, é designado Misraim (em hebraico: מִצְרַיִם; transl.: Mizraim, literalmente "os dois estreitos (Alto e Baixo Egito)").[19][20]

Quemete passou às formas kīmi e kīmə na fase copta da língua egípcia e aparece no grego primitivo como Χημία (Khēmía). Outro nome era t3-mry ("terra da ribeira"). Os nomes do Alto e do Baixo Egito eram Ta-Sheme'aw (t3-šmˁw), "terra da junça", e Ta-Mehew (t3 mḥw) "terra do norte", respectivamente.[21] Os habitantes atuais do Egito dão o nome Misr ao país, uma palavra que em árabe pode também significar "país", "fortaleza" ou "acastelado". Segundo a tradição, Misr é o nome usado no Alcorão para designar o Egito, e o termo pode evocar as defesas naturais de que o país sempre dispôs. Outra teoria é que Misr deriva da antiga palavra Mizraim, que por sua vez deriva de md-r ou mdr, usada pelos locais para designar o seu país.[22] A atual palavra em português "Egito" deriva do grego Aigyptos, que se acredita derivar por sua vez do egípcio Het-Ka-Ptah, "a mansão da alma de Ptá".[23]