Dinastia de Avis

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Dinastia de Avis
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País:Portugal
Dinastia de origem:Dinastia de Borgonha
Títulos:Rei de Portugal
Rei do Algarve
Rei da Galiza
Senhorio de Ceuta
Senhorio de Alcácer-Ceguer
Senhorio da Guiné
Grão Mestre da Ordem de Avis
Grão Mestre da Ordem de Cristo
Fundador:D. João I de Portugal
Último soberano:D. António I de Portugal, Prior do Crato

A Dinastia de Avis, ou Dinastia Joanina, foi a segunda dinastia a reinar em Portugal. Após a morte de seu irmão D. Fernando, último rei da dinastia de Borgonha, D. João foi aclamado rei em 1385 perante as Cortes de Coimbra. A dinastia durou até a morte do Cardeal-rei D. Henrique em 31 de janeiro de 1580 sem deixar herdeiro legítimo.

Instaurada a crise de sucessão, chega ao trono o Rei Filipe II de Espanha, ou Filipe I de Portugal que, com sucessivas vitórias militares, apoio estrangeiro e da alta nobreza e clero locais, iniciou a União Ibérica através da integração de todos os reinos da dinastia de Habsburgo ou dinastia filipina ou dinastia de Áustria.

A Casa de Avis

D. João I, fundador da dinastia de Avis.

D. João era filho natural de D. Pedro I, pai de D. Fernando e antecessor deste, mas não poderia galgar ao trono legalmente. A nova dinastia deu prosseguimento à linhagem consanguínea, visto que o novo rei era meio-irmão do soberano anterior.

A historiografia diverge quanto ao caráter revolucionário e popular do movimento de Avis. Parte dos historiadores considera que a crise de 1383 foi essencialmente popular e centrada na ideia de nação e soberania, responsável por uma consciência nacional radicada nas massas.[1]

Por outro lado, e com maior destaque, outros teóricos consideram que o movimento foi a primeira revolução burguesa nacional, e não meramente popular.[2] A ordem estabelecida foi dissolvida pela vontade majoritária da burguesia ascendente e da baixa nobreza, D. João foi o primeiro rei de Portugal eleito em uma assembleia, a qual foi composta por nobres, clérigos, e arraia-miúda, ou seja, burgueses sem títulos considerados representantes do povo comum.

O Mestre de Avis chegou ao trono através de uma espécie de golpe palaciano no qual a nobreza secundogênita e o povo miúdo (burguesia) uniram recursos para destronar a Rainha regente, D. Leonor Teles, assim como destituir a possível descendência do casamento de D. Beatriz com D. João I de Castela, do direito legal ao trono segundo o Tratado de Salvaterra de Magos.

Durante a dinastia de Avis teve início a expansão atlântica portuguesa iniciada pela conquista de Ceuta (1415), fato intimamente ligado com a nova atenção que foi dada à burguesia, que financiou a crise, com a implementação de novas rotas e organização alfandegária.[3]