Desenvolvimento desigual e combinado

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A lei do desenvolvimento desigual e combinado é a teoria formulada pelo revolucionário marxista russo León Trotsky que compreende a ocorrência simultânea de aspectos avançados e atrasados no processo de desenvolvimento econômico dos países. Isso se revela especialmente nos países periféricos do sistema mundial, nos quais um setor extremamente moderno da economia pode existir de forma combinada com o mais atrasado, resultando numa formação social sem grandes contradições entre as classes dominantes. Esta elaboração é a base da teoria da revolução permanente, do mesmo autor.[1]

Histórico

A lei do desenvolvimento desigual e combinado é uma das faces mais conhecidas do pensamento de Trotsky. Como descreve Bianchi, para Nahuel Moreno (1981, p. 63), esta seria “a descoberta mais importante do marxismo e da ciência moderna", se constituindo como uma teoria que "unifica as leis genéticas e estruturais”. O teórico francês Ernest Mandel (1980, p. 37) a define como "a principal forma de aplicação da dialética à compreensão e transformação da realidade contemporânea". Já Michael Löwy aponta esta lei como "a contribuição mais importante do revolucionário russo à teoria marxista" (1998, p. 73 e 79).

Alvaro Bianchi descreve que, somente em 1957, 17 anos após a morte de Trotsky (1940), o filósofo e militante estadunidense George Novack publicará, na revista inglesa Labour Review, um ensaio no qual apresenta o conceito de “lei do desenvolvimento desigual e combinado” (cf. LEIDEN, 2007, p. 149). Novack foi, entretanto, muito além de Trotsky na apresentação desta lei, afirmando que ela seria uma das “leis fundamentais da história humana” (NOVACK, 1988, p. 9) e teria “raízes em acontecimentos comuns a todos os processos de crescimento, tanto na natureza como na sociedade” (idem, p. 15).