Comunicação de massa

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Entende-se como comunicação de massa a disseminação de informações por meio de jornais, revistas, livros, rádio, televisão, cinema e Internet, os quais formam um sistema denominado 'mídia'. A comunicação de massa tem a característica de chegar a uma grande quantidade de receptores ao mesmo tempo, partindo de um único emissor. As sociedades receptoras geralmente são urbanas e complexas e passam por processos múltiplos e dinâmicos em que há um grande poder da mídia sobre seus habitantes.

A comunicação humana pode ser classificada em dois aspectos distintos, sendo desenvolvida em vários campos de naturezas diferentes, quais sejam: a comunicação em pequena escala e a comunicação de massa. Nos dois casos, o ser humano começou a lidar com ferramentas para auxiliar e tornar potente o processo de produzir, enviar e receber mensagens. Posteriormente, a tecnologia se tornou aliada de tal comunicação humana, passando a participar da rotina da humanidade ao longo de seu desenvolvimento.

A comunicação de massas forma parte das ciências sociais e parte de um campo vasto de pesquisa a respeito da comunicação humana [1][2].

História do Estudo da Comunicação em Massa

De um lado, há os adeptos da vertente econômica da filosofia da comunicação que afirmam que a comunicação em massa cresce diretamente relacionada ao desenvolvimento tecnológico. Do outro, existem os defensores de uma filosofia da comunicação mais humana[3]. É basicamente no embate entre essas duas filosofias que se situa o debate sobre a comunicação de massa.

A comunicação tem estado ocorrendo ao longo de toda a existência humana, começando pelos símbolos, linguagem, escrita, entre outros. Na perspectiva tecnológica, com o aparecimento da imprensa de massa, o ritmo de comunicação tornou-se mais intenso. Posteriormente, o surgimento do telégrafo- embora não fosse propriamente um veículo de comunicação de massa- possibilitou uma acumulação tecnológica que levaria aos veículos de massa eletrônicos[4]. Embora os jornais estivessem por aí há muitos anos, foi a introdução do cinema e do rádio que introduziu o estudo acadêmico da mídia como uma forma de comunicação[5].

Durante a primeira do século XX, o cinema se tornou uma forma de recriação familiar. Os primeiros filmes foram feitos em o final dos anos 1800 e no início dos anos 1900. Seguidamente, em 1920, o rádio doméstico e, 20 anos depois, a televisão doméstica. A primeira estação de rádio oficial começou as operações em 2 de novembro de 1920, no topo do departamento de Hornes loja em Pittsburgh, Pensilvânia[5]. Em meados do século, o rádio começou a se expandir nos Estados Unidos como aparelhos adicionais dispersados pelos automóveis. Houve uma penetração múltipla em diferentes formas de rádios. No início dos anos 60 a televisão também começou a se expandir. Na década dos anos 70, a televisão estava praticamente em todos os Estados Unidos e começa a aparecer em outras partes. Depois, foram adicionados novos veículos como TV a cabo, gravadores, videocassettes[4].

Enquanto que Wilson Dizard argumenta que: "As atuais mudanças são a terceira grande transformação nas tecnologias da mídia de massa nos tempos modernos. A primeira aconteceu no século XIX, com a introdução das impressoras a vapor e do papel de jornal barato. O resultado foi a primeira mídia de massa verdadeira - os jornais 'baratos' e as editoras de livros e revistas em grandes escalas. A segunda transformação ocorreu com a introdução da transmissão por ondas eletromagnéticas - o rádio e a televisão. A terceira transformação na mídia de massa - que estamos presenciando agora - envolve uma transição para a produção, armazenagem e distribuição da informação e entretenimento estruturadas em computadores. Ela nos leva para o mundo dos computadores multimídia, compact discs, banco de dados portáteis, redes nacionais de fibras óticas, mensagens enviadas por fax de última geração, páginas de Web e outros serviços que não existiam há 20 anos"[6]. Alguns autores[5] pensam que não foi com a introdução dos jornais que os estudos da comunicação de massa começaram, mas com o advento do rádio e cinema.

Certamente, a evolução de recursos na história recente significou um acréscimo do ritmo do comportamento comunicativo da maioria das pessoas da sociedade.

O termo comunicação de massa começou a ser usado na década de 1930; suas características já eram bem conhecidas na época e mudaram pouco desde então, inclusive considerando que os próprios meios de comunicação tenham se tornado menos massivo[7].

Podem distinguir-se três paradigmas em que a comunicação de massa foi examinada, segundo o teórico Kevin J. Pearce[5]. O primeiro paradigma está relacionado com o paradigma do efeito do poder da mídia, vista assim nas décadas de 1920 a 1940. Nessa teoria, os pesquisadores consideravam que as audiências eram passivas e não críticas e a que mídia tinha (principalmente o rádio e a televisão) um impacto direto e imediato nas audiências. Um estúdio de larga escala foi desenvolvido nessa época conhecido como The Payne Fund Studies, que incluía uma série de 13 estúdios focados nos efeitos de filmes em pessoas novas. Os resultados indicavam que os filmes produziam um forte impacto nessa geração, mas algumas pesquisas posteriores demonstraram que houve erros metodológicos de forma que descartavam esses resultados.

O segundo paradigma, usualmente chamado de efeito minimalista ou paradigma de efeitos limitados, começou nos anos 1940 e terminou na década de 1970. Paul Lazarsfeld e colegas deles realizam estúdios para medir o impacto das eleições presidenciais; porém o resultado mostrava que as mídias de massas tiveram pouco impacto direto no comportamento de votação. Outra pesquisa de vários anos sobre os efeitos da televisão sobre as crianças mostrou que era complexo prever efeitos diretos nesse grupo, pois existem muitas outras variáveis que poderiam influenciar essa relação.

As mudanças na sociedade, especialmente o surgimento de tecnologias da comunicação na década de 1960, permitiu o advento do terceiro paradigma conhecido como paradigma de efeitos cumulativos. Os pesquisadores perceberam que os efeitos da mídia eram cumulativos e poderosos e já no eram visto como limitados ou diretos.