Companhia Holandesa das Índias Ocidentais

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A Companhia Holandesa das Índias Ocidentais ou Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (em holandês: West-Indische Compagnie ou WIC) foi uma companhia majestática de mercadores holandeses. Representa um exemplo de organização privada do comércio externo, de pendor capitalista, que contrasta com o modelo de comércio português, que permaneceu fortemente dependente do Estado até bem mais tarde.

Companhia Holandesa das Índias Ocidentais
Amsterdã(o), sede da WIC de 1623 a 1647]]
AtividadeEmpresa estatal
Fundação3 de junho de 1621
Fundador(es)Willem Usselincx
DestinoAmérica, África, Oceania
Encerramento1792
SedeAmsterdão, Prinsenvlag.svg Países Baixos
Proprietário(s)Companhia Holandesa das Índias Orientais

A companhia tornou-se instrumento da colonização holandesa nas Américas e foi responsável pela ocupação de áreas no nordeste brasileiro no século XVII.

História

Em 2 de junho de 1621, por iniciativa de um grupo de calvinistas flamengos e brabanteses refugiados nas República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos para escapar à perseguição religiosa, a Companhia recebeu um alvará que lhe concedia o monopólio do comércio com as colônias ocidentais pertencentes às Sete Províncias nas Índias Ocidentais (o Caribe), bem como do tráfico de escravos, no Brasil, Caribe e América do Norte. A companhia podia operar também na África Ocidental (entre o Trópico de Câncer e o Cabo da Boa Esperança) e nas Américas, incluindo o Oceano Pacífico, e na parte oriental da Nova Guiné.

O objetivo do alvará era eliminar a competição, particularmente espanhola e portuguesa, entre os diferentes postos de comércio estabelecidos pelos mercadores. Espanhois e portugueses acusaram os cristãos-novos de Amsterdã de serem a alavanca da empresa, mas, do total de 3 milhões de florins subscritos na cidade, apenas 36 mil florins foram contribuição dos sefarditas.

A WIC foi organizada de forma similar à Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) — que detinha o monopólio do comércio neerlandês com a Ásia desde 1602. Tal como a VOC, a WIC tinha cinco escritórios, chamados de câmaras (kamers), em Amsterdã, Midelburgo, Roterdã, Hoorn e Groningen, sendo as câmaras de Amsterdã e de Midelburgo aquelas que mais contribuíram para a companhia. O conselho de administração consistia de 19 membros e era conhecido como o "Heeren XIX". Isaac de Pinto, economista judeu de origem portuguesa, foi acionista da WIC e terá pertencido aos Heeren XIX desde 1750, aproximadamente.