Commelinales
English: Commelinales

Como ler uma infocaixa de taxonomiaCommelinales
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Angiospermae
Magnoliophyta
Classe:Monocotyledoneae
Liliopsida
Subclasse:Commelinidae
Ordem:Commelinales
Dumort. (1829)
Famílias

sensu APG III (2009)[1] e APWeb[2][3]

Flor de Tradescantia sp., uma commelinácea.
Folhas e flor de Commelina. A terceira pétala é pequena e inconspícua.
Flor encerrada por brácteas de Tradescantia pallida.
Philydrum lanuginosum.
Pontederia cordata.

Commelinales Dumort. (1829) é um clade de plantas com flor, com a categoria taxonómica de ordem nos modernos sistemas de classificação posteriores ao APG III (2009)[1] e APWeb (2001),[2] integrado na subclasse Commelinidae da classe Monocotyledoneae. Na sua presente circunscrição taxonómica a ordem agrupa 5 famílias com cerca de 812 espécies validamente descritas distribuídas por 68 géneros. Embora seja morfologicamente muito diverso, o grupo é considerado monofilético com base em análises moleculares de ADN estando as sinapomorfias praticamente restritas a algumas características fitoquímicas e da estrutura da semente, nomeadamente a presença de fenilfenalenonas e de endosperma helobial abundante.

Descrição

As sinapomorfias que unem o clade são a presença de fenilfenalenonas, o xilema com vasos escalariformes, a presença de ceras epicuticulares que não se apresentam como "agregados tubulares", as sementes recobertas por duas camadas diferentes (testa e tegumento), o endosperma abundante e helobial e a formação da parede celular na pequena câmara da chalaza a preceder a formação da parede da grande câmara micropilar.

Conhece-se a presença de ráfides no tapete de espécies pertencentes às famílias Commelinaceae, Philydraceae e Haemodoraceae, mas a distribuição geral destas estruturas nas diversas famílias é ainda pouco clara.[4][5][6] Existe uma variação no padrão de espessamento do endotécio que pode ser interessante para esclarecer a sistemática do grupo.[7]

Nas famílias Hanguanaceae e Pontederiaceae foi descrita a presença de uma inserção de cinco pares de bases no gene matK,[8] sabendo-se que tal inserção não ocorre na família Haemodoraceae. A presença daqueles genes nas restantes famílias ainda não foi estudada.

Não se conhecem micorrizas em espécies pertencentes a este agrupamento taxonómico.