Christopher Hitchens

Christopher Hitchens
Christopher Hitchens em 2008
Nome completoChristopher Eric Hitchens
Nascimento13 de abril de 1949
Portsmouth, Inglaterra
Morte15 de dezembro de 2011 (62 anos)
Houston, Estados Unidos
NacionalidadeReino UnidoBritânico
norte-americano
OcupaçãoEscritor, jornalista
Influências
Influenciados
Magnum opusMortalidade
Assinatura
Christopher Hitchens Signature 2.jpg

Christopher Eric Hitchens (Portsmouth, Reino Unido, 13 de Abril de 1949 - Houston, Estados Unidos, 15 de dezembro de 2011[1][2]) foi um jornalista, escritor e crítico literário britânico e americano.

Biografia

Nascido na Inglaterra, vivia em Washington nos Estados Unidos. Escreveu para uma variedade de publicações incluindo a Vanity Fair, The Nation, Harper's e The New Yorker.[carece de fontes?]

Uma parte dos antepassados de Christopher Hitchens são judeus, o que teria sido suficiente, segundo disse certa vez, para que o tivessem deportado para um campo de extermínio, caso as leis raciais de Nuremberga ainda vigorassem.[carece de fontes?]

Seu irmão mais jovem, o também jornalista [3] e escritor Peter Hitchens, é um ex-ateu convertido ao cristianismo.[4][5]

Como comentarista político, Hitchens tornou-se conhecido escrevendo para publicações, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos, ideologicamente vinculado à esquerda política. A sua mudança de posicionamento começou em 1989 após o que ele chamou de "reação tépida" da esquerda política europeia em relação ao fatwa emitido por Ayatollah Khomeini que pedia o assassinato do escritor Salman Rushdie. Os Ataques de 11 de Setembro de 2001 fortaleceram a sua adoção de uma posição favorável a política externa intervencionista, baseado nas suas fortes críticas do que ele chama de "fascismo com uma face Islâmica" ("fascism with an Islamic face"). A adoção de Hitchens de uma posição política favorável à política externa intervencionista, o emprego do termo "islamofascista" ("Islamofascist") e seu notável apoio à Guerra do Iraque fizeram com que seus críticos o rotulassem de "neoconservador". Hitchens, entretanto, recusa esse rótulo,[6][7] afirmando "eu não sou tipo algum de conservador" ("I'm not any kind of conservative").[8] Ele denominava esses esquerdistas que assim o chamam de serem "estalinistas sem remorsos". Hitchens foi um marxista (trotskista) na década de 1970.[carece de fontes?]

Hitchens é frequentemente considerado um dos mais proeminentes expoentes do moderno ateísmo e é descrito como parte do movimento do "novo ateísmo". Seu livro God Is Not Great ("Deus não é grande – como as religiões envenenam tudo"), publicado em 2007, o alçou a essa posição de grande destaque.[9] Em um artigo, seu irmão Peter alegou que God Is Not Great faz diversas afirmações incorretas [10] e, em resposta, escreveu o livro The Rage Against God.[11]

Hitchens, juntamente com os ateístas Richard Dawkins, Sam Harris e Daniel Dennett, é frequentemente referido como um dos quatro " Cavaleiros do Ateísmo". Ele é humanista e antiteísta,[12] e descrevia-se como um crente nos valores filosóficos do Iluminismo. Seu principal argumento é o de que o conceito de Deus ou de um ser Supremo é uma crença totalitária que destrói a liberdade individual, acreditando que a liberdade de expressão e a investigação científica deveriam substituir a religião como um meio de ensinar ética e definir a civilização humana.[carece de fontes?]

Hitchens era conhecido por sua grande admiração por George Orwell, Thomas Paine e Thomas Jefferson e também por suas fortes críticas a Madre Teresa de Calcutá (criticada no livro "The Missionary Position: Mother Teresa in Theory and Practice"), Bill e Hillary Clinton e Henry Kissinger, dentre outros. Isso, somado ao seu estilo argumentativo e confrontante de debate e escrita, o fez ganhar tanto elogios quanto deboches. O San Francisco Chronicle referiu-se a Hitchens como um crítico "persistentemente irritante com gosto" ("gadfly with gusto").[13] Em 2009 Hitchens foi listado pela Forbes como um dos 25 liberais mais influentes da mídia americana.[14] O mesmo artigo disse que ele provavelmente ficaria horrorizado com a sua inclusão em tal lista, pois o seu estilo não combina com um mero rótulo de liberal.

Mantendo a sua cidadania britânica, Hitchens tornou-se um cidadão americano no seu 58º aniversário, em 2007.[15]

Faleceu em 2011 devido a cancro do esófago, que o próprio associou a uma vida de grande consumo de tabaco e bebidas alcoólicas.