Cassini-Huygens

Cassini-Huygens
Cassini Saturn Orbit Insertion.jpg
Ilustração artística da sonda realizando sua inserção orbital em Saturno.
Descrição
TipoSonda espacial
MissãoCassini: orbitador
Huygens: aterrissador
Operador(es)Estados Unidos NASA
Estados Unidos JPL
União Europeia ESA
Itália ASI
Identificação NSSDCCassini: 1997-061A
Huygens: 1997-061C
Identificação SATCAT25008
Website
Duração da missão19 anos e 11 meses
Propriedades
FabricanteCassini: Estados Unidos JPL
Huygens: França Aérospatiale
Massa de lançamento5 712 kg (5,71 t)
MassaTotal: 2 523 kg (2,52 t)
Cassini: 2 150 kg (2,15 t)
Huygens: 319 kg (0,319 t)
AlturaCassini: 6,8 m (680 cm)
DiâmetroCassini: 4,0 m (400 cm)
Huygens: 1,3 m (130 cm)
Potência elétricaCassini: 640 W (0,640 kW)
Huygens: 250 W (0,250 kW)
Geração de energiaCassini: gerador termoelétrico de radioisótopos
Huygens: baterias
BateriasHuygens: LiSO2
Duração das bateriasHuygens: 180 minutos
Massa de carga útilHuygens: 48 kg (0,0480 t)
Missão
Contratante(s)Estados Unidos Lockheed Martin
Data de lançamento15 de outubro de 1997, 08:43 UTC
Veículo de lançamentoEstados Unidos Titan IV(401)B B-33
Local de lançamentoEstados Unidos SLC-40, Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral
DestinoSaturno
Titã
Data de inserção orbital1 de julho de 2004, 02:48 UTC
Local de aterrissagemHuygens: 10.2°S 192.4°W
Último contatoHuygens: 14 de janeiro de 2005, 13:37 UTC
Cassini: 15 de setembro de 2017, 11:55:46 UTC
Especificações orbitais
Referência orbitalCronocêntrica


Cassini-Huygens foi uma missão espacial não-tripulada enviada em missão ao planeta Saturno e seu sistema de luas.[1] Um projeto conjunto da NASA, ESA (Agência Espacial Europeia) e ASI (Agência Espacial Italiana), ela consistia de dois elementos principais, o orbitador Cassini[2][1] e a sonda Huygens. Lançada ao espaço em 15 de outubro de 1997, ela entrou em órbita de Saturno em 1 de julho de 2004 e continuou em operação até 15 de setembro de 2017, estudando o planeta, seus satélites naturais, a heliosfera e testando a Teoria da Relatividade. Entre as muitas descobertas da missão esta ambientes potencialmente habitáveis nas luas de Saturno, incluindo um oceano de subsuperfície de água em Enceladus.[3]

Um projeto que levou duas décadas de planejamento e desenvolvimento até seu lançamento, após uma viagem interplanetária de quase sete anos, na qual sobrevoou Vênus e Júpiter, a nave entrou em órbita de Saturno na metade de 2004; em dezembro daquele ano a sonda europeia Huygens separou-se do orbitador Cassini da NASA e em 14 de janeiro de 2005 entrou na atmosfera e pousou na superfície do maior satélite de Saturno, Titã, transmitindo imagens e dados para a Terra, na primeira vez em que um objeto construído pelo ser humano pousou num corpo celeste do Sistema Solar exterior.

A Cassini-Huygens integra o Programa Flagship para os planetas exteriores, o maior e mais caro programa espacial não-tripulado da Agência Espacial Estadunidense. As outras missões deste programa incluem as Viking, as Voyager e a Galileu.[4] A espaçonave de duas partes foi batizada em homenagem aos astrônomos Giovanni Cassini e Christiaan Huygens.

Visão geral

Foto de Saturno tirada por Cassini em 2016.

Dezesseis países europeus integrantes da Agência Espacial Europeia e os Estados Unidos formaram a equipe responsável pela missão Cassini Huygens. A missão foi dirigida pelo Jet Propulsion Laboratory da NASA, nos Estados Unidos, onde o orbitador foi montado. A Huygens foi desenvolvida pelo Centro Europeu de Tecnologia e Pesquisa Espacial, localizado nos Países Baixos. O contratante principal do Centro, a francesa Aérospatiale, hoje Thales Alenia Space, montou a sonda com equipamentos e instrumentos fornecidos por diversos países europeus (as baterias e dois instrumentos científicos foram fornecidos pelos Estados Unidos). A Agência Espacial Italiana (ASI) forneceu ao orbitador Cassini a antena de alta frequência com a incorporação de uma antena de baixa frequência, um radar compacto e leve que também usa a antena de alta frequência e funciona como altímetro e radiômetro, e outros componentes eletrônicos foram fornecidos pelo Centre National d'Études Spatiales, a agência espacial francesa.[5][6][7]

Em 16 de abril de 2008, ano em que as operações da sonda deveriam chegar ao fim, a NASA anunciou uma extensão de dois anos nos fundos do programa para as operações em Terra e continuação das operações no espaço, que a esta altura foi renomeada como Missão Cassini Equinox [8] Ela foi novamente estendida em 2010 por mais sete anos, e novamente renomeada, agora como Missão Cassini Solstice.[9]