Casa de Habsburgo

Casa de Habsburgo
Haus von Habsburg (em alemão)
Casa de Habsburgo (em castelhano)
Casa d'Asburgo (em italiano)
Habsburg-család (em húngaro)
Casa de Habsburgo (em português)
Brasão da casa de Habsburgo.
StatusUnida com a casa de Lorena.
EstadoBanner of the Holy Roman Emperor (after 1400).svg Sacro Império Romano
Bandiera del Regno di Sicilia 4.svg Sicília
Flag of the Kingdom of Naples.svg Nápoles
Bandera de España 1701-1760.svg Espanha
Flag of Portugal (1616).svg Portugal
TítuloRei dos Romanos
Imperador da Áustria
Sacro Imperador Romano
Rei da Hungria
Rei da Boêmia
Rei da Espanha
Rei de Portugal
Origem
FundadorRadbot de Habsburgo
Fundaçãoséculo XI
Atual soberano
Último soberanoSoberano Carlos VI da Germânia
Linhagem secundária
Habsburgo-Lorena

A Casa de Habsburgo (em alemão: Haus von Habsburg) também conhecida por Casa da Áustria ou Casa d'Áustria, é uma família nobre europeia que foi uma das mais importantes e influentes da história da Europa do século XIII ao século XX.

Foi a dinastia soberana de vários Estados e territórios. Entre os seus principais domínios estavam o Sacro Império Romano-Germânico (962-1806), onde imperou, salvo interregnos, de 1273 até ser suplantada pela casa Casa de Habsburgo-Lorena em 1740, e a Áustria (1278-1918). Os Habsburgos foram também soberanos da Espanha (1516-1700), dos Países Baixos (em sua totalidade - entre os séculos XV e XVI - e posteriormente - fins do século XVI até fins do século XVIII - apenas de sua porção sul, a atual Bélgica), de Borgonha (entre os séculos XV e XVII), dos reinos de Nápoles, da Sicília e da Sardenha (entre os séculos XVI e XVIII), da Boêmia, da Hungria e da Croácia (1526-1740), do Ducado de Milão (1535-1740) e de Portugal (1580-1640).

Por ter sido elevada a realeza em 1273, é denominada a "família imperial" do Sacro Império Romano-Germânico.

Origem

O castelo do Falcão, em Aargau

A família teve origem no século XI e o nome deriva de Habichtsburg, o castelo do açor, sua morada oficial, construído em 1020, no atual cantão de Argóvia, na Suíça.[1] O primeiro Habsburgo a ocupar o trono imperial foi Rodolfo IV de Habsburgo, que reinou sobre o Sacro Império Romano-Germânico de 1273 a 1291 como Rodolfo I. Em 1278, após a derrota e morte de Otacar II da Boêmia na batalha de Dürnkrut (no Marchfeld), o imperador obteve os ducados da Áustria e da Estíria, que deu em feudo aos filhos.

Assim, Rodolfo I, rei dos romanos e conquistador da Áustria e da Estíria, cujas terras doou para seus dois filhos em 1282, é considerado o fundador da dinastia. Morto Rodolfo I, os Habsburgos não puderam manter-se na chefia do Sacro Império. Alberto, seu filho, pôde sucedê-lo em 1298 como Alberto I, mas foi assassinado em 1308.

Brasão de Armas dos condes de Habsburgo até Rodolfo I

Afastados pela poderosa Casa de Luxemburgo, os Habsburgos foram excluídos dos assuntos do Império. Quando a Bula de Ouro (constituição selada de ouro, dada pelo soberano do Sacro Império) fixou em 1356 os sete príncipes eleitores do Imperador, os Habsburgos não estavam na lista. Suas terras suíças estavam ameaçadas pela nascente Confederação Helvética. Em troca, a aquisição da Carniola em 1335, do Tirol em 1363, de uma parte da Ístria em 1374 e de Trieste em 1382 consolidaram o ducado da Áustria, base de seu poder.

Segundo o costume germânico, os territórios dos Habsburgos foram repartidos entre os diversos membros da família. Em 1379 se separaram um ramo Albertino e um ramo Leopoldino, o qual terminou recolhendo em 1490 a herança completa. Tais divisões acarretaram conflitos, enfraqueceram o poder dos príncipes e reforçaram o das Dietas locais que, cada vez mais dominadas pela nobreza, começaram a elaborar sua administração própria.

A extinção da Casa de Luxemburgo permitiu aos Habsburgos recuperar a coroa imperial. A eleição de Alberto II em 1438 e a de Frederico III em 1440 marcaram o início de uma presença duradoura na chefia do Sacro Império. Os eleitores escolheram, desta época em diante, apenas Habsburgos, com exceção de um curto período de 1740 a 1745.

Como as dinastias europeias eram por convenção determinadas pela via masculina, tecnicamente o ramo reinante da Casa de Habsburgo extinguiu-se no século XVIII. O ramo espanhol terminou com a morte de Carlos II em 1700 e foi substituído no poder pelo ramo Anjou da Casa de Bourbon na pessoa de seu sobrinho-neto Filipe V. O ramo austríaco extinguiu-se em 1780 com a morte da imperatriz Maria Teresa e foi substituída pelo ramo Vaudemont da Casa de Lorena na pessoa de seu filho José II. A nova casa sucessora nomeou-se "Casa de Habsburgo-Lorena" (em alemão: von Habsburg-Lothringen).