Califado
English: Caliphate

O califado (do árabe خلافة, transliterado khilāfa) é a forma islâmica monárquica de governo.[1] Representa a unidade e liderança política do mundo islâmico. A posição de seu chefe de Estado, o califa, baseia-se na noção de um sucessor à autoridade política do profeta islâmico Maomé.

Descrição

De acordo com os sunitas, o califa deve, idealmente, ser um membro da tribo dos coraixitas, eleito pelos muçulmanos ou por seus representantes;[2] já para os xiitas, ele deve ser um imã que descenda diretamente da Ahl al-Bayt, a família do profeta Maomé.

Desde o advento do islã no século VII até 1924, diversas dinastias alternaram-se sucessivamente no califado, incluindo: os omíadas, que foram expulsos de Damasco para Córdoba, no Alandalus (Ibéria muçulmana); os abássidas, que governaram a partir de Bagdá; os fatímidas, que governaram a partir de Cairo, no Egito; e, finalmente, os otomanos.

Sob os otomanos o califado veio com a conquista das cidades sagradas Meca e medina num sentido de criar uma unidade com os Árabes. O árabe tornou-se linguá oficial[3] , até na capital Istambul. Na corte o sultão tinha os principais Ulemás, seguiram a confissão sunita . Promulgado logo apos a conquista de Selim I, nas regiões da Arabia e península do Sinai , em 1517. A legitimação perante os árabes é algo que contribuiu em muito a promulgação desse califado e também se auto proclamaram protetores do Haje[4].

O califado é a única forma de governo que tem a total aprovação na teologia islâmica tradicional, e "é o conceito político central do islamismo sunita, por consenso da maioria muçulmana nos primeiros séculos".[5]