Burundi
English: Burundi

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Republika y'u Burundi (rundi)
République du Burundi (francês)

República do Burúndi
Bandeira do Burúndi
Brasão de armas do Burúndi
BandeiraBrasão de Armas
Lema: "Unité, Travail, Progrès"
("Unidade, Trabalho, Progresso")
Hino nacional: Burundi bwacu ("Hino Nacional")
Gentílico: burundês,[1][2][3] burundiano, burundinense, burundinês[4]

Localização de República do Burundi

CapitalGitega[5]
3°22'S 29°21'E
Cidade mais populosaBujumbura
Língua oficialFrancês e rundi
GovernoRepública presidencialista
 - PresidentePierre Nkurunziza
 - 1º Vice-presidenteTherence Sinunguruza
 - 2º Vice-presidenteGervais Rufyikiri
Independênciada Bélgica 
 - Data1º de julho de 1962 
Área 
 - Total27 834 km² km² (147.º)
 - Água (%)7,8
 FronteiraRuanda (noroeste e norte), Tanzânia (leste) e República Democrática do Congo (oeste)
População 
 - Estimativa para 201912 006 000 hab. (79.º)
 - Densidade429 hab./km² (35.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2017
 - TotalUS$ 7,985 bilhões (148.º)
 - Per capitaUS$ 808 (175.º)
IDH (2017)0,417 (185.º) – baixo[6]
Gini (1998)42,4[7]
MoedaFranco de Burundi (BIF)
Fuso horário(UTC+2)
ClimaTropical
Org. internacionaisONU, UA, Francofonia
Cód. ISOBDI
Cód. Internet.bi
Cód. telef.+257

Mapa de República do Burundi

O Burundi ou Burúndi,[8][9][10][11][12] oficialmente República do Burúndi,[12][9][8] é um pequeno país de África, encravado entre o Ruanda a norte, a Tanzânia a leste e a sul e a República Democrática do Congo a oeste, neste país se encontra a nascente do Rio Nilo. A cidade mais populosa do país é Bujumbura, que foi a capital de Burundi até 24 de dezembro de 2018, quando a sede do governo foi transferida para Gitega.[5] Está entre os países mais pobres da África e do mundo, tendo sido classificado em 2013 como o país com o décimo menor IDH do mundo.[13]

História

Ver artigo principal: História do Burundi

Em 1885, na Conferência de Berlim, as potências europeias partilham a maior parte da África. O território do atual Burundi é entregue à Alemanha. A chegada dos colonos alemães, a partir de 1906, agrava antigas rivalidades entre os hutus (maioria da população) e a minoria tutsi, que exercia um poder monárquico. Os tutsis ganham status de elite privilegiada, com acesso exclusivo à educação, às Forças Armadas e a postos na administração estatal. Após a Primeira Guerra Mundial, o Burundi é unificado com a vizinha Ruanda, ficando sob tutela da Bélgica, que mantém as prerrogativas dos tutsis. Em 1946, a tutela passa para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 1962, o país torna-se independente, sob monarquia tutsi. Com a saída da força militar belga, a luta pelo poder transforma-se em conflito étnico e alcança toda a sociedade. Os ressentimentos acumulados desde o período colonial explodem em 1965, quando uma rebelião hutu é esmagada pelo governo. No ano seguinte, a monarquia é derrubada por um golpe de Estado liderado pelo primeiro-ministro, Michel Micombero, que proclama a república e assume a Presidência. As décadas seguintes são marcadas por uma sucessão de golpes de Estado e intrigas palacianas entre os tutsis e pela perseguição aos hutus. Rebeliões entre 1972 e 1988 causam a morte de dezenas de milhares de pessoas.

Uma das piores matanças da história do Burundi tem início em outubro de 1993, quando oficiais tutsis fuzilam o primeiro presidente eleito democraticamente, o oposicionista hutu Melchior Ndadaye, no cargo havia quatro meses. Os hutus reagem e tem início a guerra civil, que dura até hoje, na qual morreram mais de 200 mil pessoas e mais de 1 milhão se tornaram refugiados, boa parte em Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo. Em fevereiro de 1994, o hutu Cyprien Ntaryamira é escolhido para a Presidência. Dois meses depois, Ntaryamira e o presidente de Ruanda, Juvénal Habyarimana, são mortos num atentado que derruba o avião no qual viajavam. É o estopim para uma nova fase de violência em Burundi e sobretudo em Ruanda. É formado, em setembro de 1994, um governo de transição chefiado pelo hutu Sylvestre Ntibantunganya.

Os embates prosseguem até que o Exército, dominado por tutsis, dá um golpe de Estado, em 1996, e nomeia presidente o major Pierre Buyoya, que já governara de 1987 a 1993. Nações vizinhas impõem sanções econômicas e isolam o Burundi. Piora a situação do país, cuja base econômica, a agricultura, é arrasada pela guerra. O déficit público cresce e a dívida externa passa a consumir mais da metade do valor das exportações. Em 1998, começam as negociações para um processo de pacificação no Burundi.

Desde 2015, esta empobrecida nação africana vem passando por distúrbios internos e uma acentuada crise política e social, que já deixou centenas de mortos e milhares de refugiados.[14]