Buenos Aires

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Buenos Aires
—  Cidade  —
Do topo, da esquerda para a direita: panorama da cidade ao anoitecer; o Congresso Nacional; a Ponte da Mulher em Puerto Madero; dançarinos de tango em San Telmo; a Casa Rosada; a Catedral Metropolitana; o Cabildo; o Obelisco; o Teatro Colón; o Cemitério da Recoleta; o Planetário Galileo Galilei nos Bosques de Palermo; e o Caminito, em La Boca.
Do topo, da esquerda para a direita: panorama da cidade ao anoitecer; o Congresso Nacional; a Ponte da Mulher em Puerto Madero; dançarinos de tango em San Telmo; a Casa Rosada; a Catedral Metropolitana; o Cabildo; o Obelisco; o Teatro Colón; o Cemitério da Recoleta; o Planetário Galileo Galilei nos Bosques de Palermo; e o Caminito, em La Boca.
Bandeira de Buenos Aires
Bandeira
Brasão de armas de Buenos Aires
Brasão de armas
Buenos Aires está localizado em: Argentina
Buenos Aires
Localização de Buenos Aires na Argentina
Mapa da cidade
Coordenadas34° 35' 59" S 58° 22' 55" O
País Argentina
ProvínciaCidade Autônoma
Fundação3 de fevereiro de 1536
11 de junho de 1580
FundadorPedro de Mendoza
Segunda fundação Juan de Garay.
Administração
 - PrefeitoHoracio Rodríguez Larreta (PRO)
 - Vice-prefeitoDiego Santilli
Área
 - Total202 km²
Altitude25 m
População (2010)
 - Total2,891,082
    • Densidade0 hab./km²
 - Estimativa (Urbana)2,995,805
 - Metropolitana12,925,000
Gentílico:porteño/a
Fuso horário-3
 - Horário de verão-2
CPA1000 - 14
Sítiowww.buenosaires.gob.ar

Buenos Aires[nota 1] (português: «bons ares»)[1] (pronunciado em português europeu[ˈbwɛnuʃ ˈajɾɨʃ, ˌbwɛnuz‿ˈajɾɨʃ]; pronunciado em português brasileiro [ˈbwɛnus ˈajɾis, ˌbwɛnuz‿ˈajɾis]; pronunciado em castelhano[ˈbwenos ˈaiɾes]) é a capital e maior cidade da Argentina, além de ser a segunda maior área metropolitana da América do Sul, depois da Grande São Paulo.[2] Ela está localizada na costa ocidental do estuário do Rio da Prata, na costa sudeste do continente. A conurbação da Grande Buenos Aires, que também inclui vários distritos da província de Buenos Aires, constitui a terceira maior aglomeração urbana da América Latina, com uma população de cerca de 13 milhões de pessoas.[3]

A cidade de Buenos Aires não é parte da província de Buenos Aires e nem é a sua capital, mas um distrito autônomo.[4] Em 1880, depois de décadas de luta política, Buenos Aires foi federalizada e separada da província de Buenos Aires.[5] Os limites da cidade foram ampliados para incluir as cidades de Belgrano e Flores, ambas agora bairros da cidade. A emenda constitucional de 1994 concedeu a autonomia política à cidade, daí o seu nome formal: Ciudad Autónoma de Buenos Aires (em português: Cidade Autônoma de Buenos Aires). Seus cidadãos elegeram pela primeira vez um chefe de governo (ou seja, o prefeito) em 1996. Antes, o prefeito era diretamente nomeado pelo Presidente da República.

Por algumas formas de comparação, Buenos Aires é uma das 20 maiores cidades do mundo.[6] Ao lado de São Paulo e Cidade do México, é Buenos Aires uma das três únicas cidades latino-americanas consideradas uma cidade global alfa.[7] A Argentina tem a terceira melhor qualidade de vida na América Latina.[8] A qualidade de vida na cidade de Buenos Aires é classificada como sendo a 62.ª melhor do mundo.[9] A capital argentina é uma das mais importantes e mais populosas entre as capitais sul-americanas, muitas vezes referida como a Paris da América do Sul.

Buenos Aires é um dos mais importantes destinos turísticos do mundo,[10] é conhecida por sua arquitetura de estilo europeu[11] e por sua rica vida cultural, com a maior concentração de teatros do mundo.[12] Buenos Aires vai sediar a Jogos Olímpicos de Verão da Juventude de 2018.[13] As pessoas nascidas em Buenos Aires são referidas como portenhos (pessoas do porto). A cidade é a terra natal do atual papa, Francisco (ex-arcebispo de Buenos Aires), e de Máxima dos Países Baixos, a atual rainha-consorte da realeza neerlandesa.

Etimologia

Na primeira fundação Pedro de Mendoza chamou o local de Real de Nuestra Señora Santa María del Buen Aire para cumprir a promessa que fizera para a Patrona dos Navegantes na Confraria dos Marinheiros de Triana e da qual ele era membro. Em efeito, "Buen Aire" é a castelanização do nome da Virgem de Bonária, e assim dizer, da Virgem da Candelária a quem os padres da Ordem de Nossa Senhora das Mercês haviam levantado um santuário para os navegantes em Cagliari, na Sardenha, e que era venerada também pelos navegantes de Cádiz, na Espanha.

Por muitos anos se lhe atribuiu o nome a Sancho del Campo, de quem Ruy Díaz de Guzmán em sua obra La Argentina manuscrita recogitou a frase: ¡Qué buenos aires son los de este suelo!, que pronunciou ao baixar. No entanto em 1892 Eduardo Madero após realizar exaustivas investigações nos arquivos espanhóis terminaria por concluir que o nome estava intimamente relacionado com a devoção dos marinheiros sevilhanos por Nossa Senhora dos Bons Ares.

Na segunda fundação, Juan de Garay dá ao novo assentamento o nome de Ciudad de la Santísima Trinidad. A razão seria que a festividade mais importante próxima daquela data havia sido a de Trindade, segundo alguns historiadores, é porque a nau ancorou no dia de dita festividade. Mas para o Porto Garay conservou o nome dado por Pedro de Mendoza, o continuou chamando Porto de Buenos Aires. No entanto os desígnios do vizcaíno não tiveram êxito, pois apesar de que jamais fez disposição oficial alguma que mudassem seu nome, o uso inapelavelmente consagrou desde o primeiro momento o nome de Buenos Aires para a cidade.[14]

Na Argentina apenas podem referir-se a cidade com distintas denominações além de Buenos Aires. O nome de Capital Federal ("Cap. Fed.") é um dos mais utilizados, sobre tudo para diferenciá-la da província homônima, em alusão a condição de distrito independente que adquiriu com a lei de Federalização que promulgara Julio Argentino Roca. Muitas vezes também se utiliza o termo "Cidade de Buenos Aires", ou essencialmente "Buenos Aires", ainda que este último se presta a confusão com a província na qual a cidade se encontra em forma de enclave.

O nome de Cidade Autônoma de Buenos Aires ("CABA") é um dos títulos que oficialmente a Constituição da Cidade sancionada em 1996 lhe deu. Informalmente apenas denominar-se Baires, apócope da forma original, comum dentro da cidade (especialmente entre os jovens), mas pouco utilizado no interior do país. Poeticamente também se lhe tem atribuído numerosos nomes, como A Paris da América Latina por sua beleza arquitetônica e seu caráter cultural, ou Cabeça de Goliat segundo uma novela de Ezequiel Martínez Estrada, por seu tamanho e influência desproporcionada sobre o resto do país e também A Rainha do Prata.