Bruxaria
English: Witchcraft

Bruxaria, tem sido de uso corrente da língua portuguesa, designando o uso de poderes de cunho sobrenatural, sendo também utilizada como sinônimo de feitiçaria. Conforme proposto pelo historiador norte-americano Jeffrey B. Russell[1] existem três pontos de vista principais sobre o que é bruxaria: o primeiro ponto de vista é o antropológico e demonstra que bruxaria é sinônimo de feitiçaria; o segundo é o histórico, que através de documentos escritos coloca qualquer tipo de bruxaria como uma prática ligada ao culto ao diabo; o terceiro é o da bruxaria moderna ou hodierna, que defende a bruxaria como uma forma de religião pagã (ou neo-pagã), esse último sendo um ponto de vista normalmente defendido por wiccanos.

Etimologia

Indícios indicam que a palavra bruxa nasce na Era Antiga na Península Ibéria, que sua origem seria anterior a invasão romana e por consequência anterior ao próprio latim, portanto. O mesmo processo ocorreu com as palavras bezerro, cama, morro e sarna conforme o professor doutor em Letras Claudio Moreno (UFRGS) explica em seu livro Morfologia Nominal do Português.[2]

Já do inglês Witchcraft ou Witchery suponha-se que ela está "relacionada com as palavras inglesas wit, wise, wisdom [raiz germânica * weit-, * wait-, * wit-; raiz indo-européia * weid-, * woid-, * wid-], "então" ofício dos sábios."[3] Outra é do wiccecræft do inglês antigo, um composto de "wicce" ("bruxa") e "cræft" ("artesanato").

Na terminologia antropológica, as bruxas diferem dos feiticeiros porque não usam ferramentas físicas ou ações para amaldiçoar; seu malefício é percebido como algo que se estende de alguma qualidade interna intangível, e um pode não ter consciência de ser uma bruxa, ou pode ter sido convencido de sua natureza pela sugestão de outros.[4] Esta definição foi pioneira em um estudo das crenças mágicas da África Central por EE Evans-Pritchard , que alertou que pode não corresponder ao uso normal do inglês.[5]