Biologia molecular

Esquema da relação entre a bioquímica (biochemistry), a genética (genetics) e a biologia molecular (molecular biology).

A biologia molecular diz respeito à base molecular da atividade biológica entre biomoléculas nos vários sistemas de uma célula, incluindo as interações entre DNA, RNA, proteínas e sua biossíntese, bem como a regulação dessas interações.[1] Trata-se de um campo de estudos amplo, que abrange áreas da química, em especial a bioquímica, e a genética.[2]

Relação com outras ciências biológicas de nível molecular

Na biologia molecular são frequentemente combinadas técnicas e ideias provindas da microbiologia, genética, bioquímica e biofísica (veja a secção “Técnicas em Biologia Molecular”, mais abaixo). Historicamente, a microbiologia exerceu um papel fundamental no desenvolvimento da biologia molecular, pois a maioria dos conceitos-chave e das técnicas de biologia molecular se originou a partir de estudos e experimentos realizados principalmente com bactérias, fungos e vírus (especialmente bacteriófagos, que são vírus que infectam bactérias). Não existindo distinções muito definidas entre as disciplinas mencionadas, pode-se considerar a biologia molecular na interface entre a bioquímica e a genética, como mostra o esquema abaixo.[1]

A bioquímica define-se, de uma forma geral, como o estudo das reações químicas em organismos vivos; a genética ocupa-se especificamente do estudo das consequências de diferenças no material genético nos organismos. A biologia molecular ocupa então um espaço próprio, mas relacionando conhecimentos dos dois campos, ao investigar os mecanismos de replicação, transcrição e tradução do material genético.

Muito da investigação em biologia molecular é relativamente recente, e muitos trabalhos têm sido feitos recorrendo-se à bioinformática e biologia computacional. Estes recursos tornaram o estudo da estrutura e função de genes, ou genética molecular, num dos campos mais proeminentes em biologia molecular.