Biblioteca Nacional da França

Bibliothèque nationale de France
(Biblioteca Nacional da França)
Salon du Livre de Paris
País França
Estabelecida1461 (1461) (Real Biblioteca)
1792 (1792)[1]
LocalizaçãoParis
Coordenadas48° 50′ 01″ N, 2° 22′ 33″ E
Acervo
Itens coletados36 milhões de itens (Livros e publicações 15 milhões)[2]
Outras informações
Orçamento€254 milhões[2]
DiretorBruno Racine
Empregados2,700
WebsiteWebsite oficial (em inglês)

A Biblioteca Nacional de França (Bibliothèque nationale de France; BnF, IPA: [bi.bli.jɔ.tɛk na.sjɔ.nal də fʁɑ̃s]) é a biblioteca nacional da França, localizada em Paris. Destina-se a ser o repositório de tudo o que é publicado na França. O presidente atual da biblioteca é Bruno Racine.

História

Sala de Leitura, local Richelieu.

A Biblioteca Nacional da França tem sua origem na biblioteca real fundada no Palácio do Louvre por Carlos V, em 1368. Carlos recebeu uma coleção de manuscritos de seu antecessor, João II, e transferiu-os para o Louvre a partir do Palais de la Cité. O primeiro bibliotecário de registro foi Claude Mallet, criado de quarto do rei, que fez uma espécie de catálogo, Inventoire des Livres du Roy nostre Seigneur estans au Chastel du Louvre. Jean Blanchet fez outra lista em 1380 e Jean de Bégue uma em 1411 e outra em 1424. Carlos V foi um patrono da educação e incentivou a elaboração e coleção de livros. Sabe-se que ele empregou Nicholas Oresme, Raoul de Presle e outros para transcrever textos antigos. Com a morte de Carlos VI, a primeira coleção foi unilateralmente comprada pelo regente Inglês da França, o Duque de Bedford, que transferiu-se para a Inglaterra em 1424. Foram aparentemente dispersos em sua morte, em 1435.[3]

Antes de alcançar o êxito como arquitecto com a concepção da Biblioteca Nacional (1862-1868), Labrouste tinha já projectado a biblioteca de Sainte-Geneviève (1843-1850), cujo interior é sustentado por colunas e abóbadas de ferro fundido. Foi a primeira vez que este arquitecto usou uma armação de ferro num edifício público.

Na Biblioteca Nacional o arquitecto fez um uso extensivo do ferro que sustenta uma estrutura de alvenaria. O espaço mais notável é a sala de leitura, povoada por finas colunas com os seus capitéis coríntios e cúpulas com clarabóias envidraçadas que, elevando-se a mais de nove metros do solo, são o meio difusor de luminosidade no interior da sala. Tal como a sala de leitura, a sala de reservas é outra realização notável ao nível da cobertura, concebida inteiramente com vidro, provocando a penetração da luz difundida depois pelas clarabóias do pavimento. O ferro aliado ao vidro concede a estes espaços um efeito notável.

Neste edifício, Labrouste revela duas vertentes da sua arquitectura. Se por um lado alcança um grande modernismo, por outro lado está presente um gosto convencional. Para além de ser considerado o iniciador da escola racionalista em França, foi também uma referência para a geração de arquitectos modernos posteriores.

Gallica, nome da biblioteca digital para utilizadores online, foi criada em 1997. Em agosto de 2009 põe à disposição no seu site: 120 000 documentos de texto, 1 000 documentos de áudio e 110 000 imagens.