Batalha de Evesham

Batalha de Evesham
Segunda Guerra dos Barões
Montfort Evesham.jpg
Morte e mutilação de Montfort na Batalha de Evesham.
Data4 de Agosto de 1265
LocalEvesham, Worcestershire - Inglaterra
DesfechoDecisiva Vitória Real
Beligerantes
Tropas BaronesasTropas Reais
Comandantes
Simão de Montfort
Pedro de Montfort
Príncipe Eduardo
Gilberto de Clare
Forças
c. 5,000c. 10,000
Baixas
PesadasMínimas

A Batalha de Evesham foi uma das duas principais batalhas da Segunda Guerra dos Barões, que ocorreu na Inglaterra no século XIII. Ela marca a derrota de Simão de Montfort e a rebelião dos barões pelo príncipe Eduardo - depois rei Eduardo I - que liderou as tropas de seu pai, Henrique III da Inglaterra. Ela ocorreu no dia 4 de agosto de 1265 em Evesham, Worcestershire.

Com a Batalha de Lewes Montfort havia ganho o controle do governo real, mas após a desistência de vários aliados próximos e a fuga do do príncipe Eduardo I, ele se encontrou na defensiva. Forçado a enfrentar as tropas reais em Evesham, ele lutou com um exército que o dobro que o seu. A batalha logo se tornou em um massacre; Montfort foi morto e seu corpo multilado. A batalha restaurou a autonomia monárquica, intimidando o que sobrou da resistência até o Dictum de Kenilworth, que foi assinado em 1267.

Contexto

Simão de Montfort, 6.° Conde de Leicester, tinha ganhado uma posição dominante no governo do Reino da Inglaterra após sua vitória na Batalha de Lewes um ano antes. Ele também havia aprisionado o rei, o príncipe Eduardo e o irmão do rei, Ricardo da Cornualha.[1] No entanto, sua esfera de influência rapidamente começou a deteriorar, devido à perda de importantes aliados. Em fevereiro, Roberto de Ferrers, 6° conde de Derby foi preso e levado à Torre de Londres.[2] E o mais importante aliado, Gilberto de Clare, resolveu romper sua colaboração e se aliou para o lado do rei em maio do mesmo ano.[3] Com o auxílio de Gilberto, o príncipe Eduardo conseguiu fugir de seu cativeiro.[1]

Com os lordes da Marca Galesa em rebelião, Montfort pediu auxílio a Llywelyn ap Gruffydd, o Príncipe de Gales. Llywelyn concordou em ajudar em troca de total reconhecimento de seu título e a promessa de que ele poderia ficar com todos os ganhos da batalha. Independente do benefício Montfort teria com essa aliança, as grandes concessões lhe custaram a popularidade no país[3] . Enquanto isso, Eduardo fazia o cerco na cidade de Gloucester, que se rendeu em 29 de junho.[4] A única saída de Montfort era unir suas forças com o seu filho Simão VI e ir de frente com as tropas monárquicas, mas o seu filho se moveu muito lentamente de Londres. Posteriormente, Simão tentou enfrentá-los de seu forte baronês de Kenilworth, mas Eduardo conseguiu fazer com que as tropas de Montfort tivessem grandes perdas, principalmente porque muitos estavam do lado de fora do muro do castelo.[5] Dali, o Príncipe se moveu mais para o sul, onde, no dia 4 de agosto, ele articulou uma armadilha no rio Avon, bloqueando a única ponte de travessia e forçando as tropas de Montfort a enfrenta-los sem o reforço do filho[5] . Quando Montfort percebeu a armadilha, ele apenas comentou: "Que o Senhor tenha piedade de nossas almas, assim como eles tenham de nossos corpos".