Barreiro

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Barreiro
Brasão de BarreiroBandeira de Barreiro

Barreiro.jpg
Uma rua do Barreiro
Localização de Barreiro
GentílicoBarreirense, Camarro
Área36,39 km²
População78 764 hab. (2011)
Densidade populacional2 164,4  hab./km²
N.º de freguesias4
Presidente da
câmara municipal
Frederico Rosa (PS) Mandato 2017-2021
Fundação do município
(ou foral)
1521
Região (NUTS II)Lisboa
Sub-região (NUTS III)Península de Setúbal
DistritoSetúbal
ProvínciaEstremadura
OragoNossa Senhora do Rosário
Feriado municipal28 de junho (elevação a cidade)
Código postal2830
Sítio oficialhttp://www.cm-barreiro.pt/
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

O Barreiro é uma cidade portuguesa no Distrito de Setúbal, com perto de 78 000 habitantes.[1]

É sede de um concelho com 36,39 km² de área[2] e 78 764 habitantes (2011),[3][4] subdividido em 4 freguesias.[5] O município é limitado a leste pelo concelho da Moita, a sudeste por Palmela, a sul por Setúbal e Sesimbra, a oeste pelo Seixal e a norte pelo rio Tejo e o seu estuário. Na outra margem encontra-se a cidade de Lisboa.

De salientar que a cidade do Barreiro apresenta uma posição estratégica a 6 km da Baixa Alfacinha. Banhada pelo rio Tejo e apoiada por um importante terminal rodo-ferro-fluvial, dista, por via terrestre, 20 km da cidade de Lisboa (pela Ponte 25 de Abril — 35 km pela Ponte Vasco da Gama) e cerca de 35 km de Setúbal, capital de distrito (pela A2).

O Barreiro foi elevado a cidade a 28 de junho de 1984. O Presidente da Câmara Municipal é Frederico Rosa do PS.O feriado municipal é a 28 de Junho.

História

A cidade portuguesa de Barreiro teve origem numa «pobra» ou aldeia ribeirinha, repovoada após a reconquista, sob a égide dos Cavaleiros da Ordem de Santiago da Espada. A paróquia de Santa Cruz do Barreiro remonta aos séculos XIII-XIV, tendo sido comenda da Ordem de Santiago da Espada.

Os seus povoadores dedicavam-se às actividades piscatórias e da extracção do sal. Terra de pescadores e de gentes do campo levou vida obscura, se bem que tivesse sido elevada a vila em 1521. No esteiro do rio Tejo que no Barreiro entra pelo Rio Coina encontrava-se Vale de Zebro, onde outrora de erguiam fornos que fabricavam os biscoitos que abasteciam as naus que saíam de Lisboa, rumo à Índia e ao Brasil.

Nas duas margens dos esteiros funcionavam moinhos de maré que fabricavam a farinha para os biscoitos. Os celeiros, fornos e moinhos subsistiram até ao século XIX. O concelho do Barreiro, ao ser extinto o de Alhos Vedros a 24 de Outubro de 1855, passou a integrar na sua área as freguesias de Palhais e de Lavradio.

O desenvolvimento do Barreiro teve início em 1861, com a exploração das linhas férreas até Vendas Novas (57 km) e até Setúbal (13 km). A sua expansão deve-a, contudo, a partir de 1906, com a adjudicação a um grupo de industriais do Caminho-de-Ferro-Sul-e-Sueste, inicialmente entre o Barreiro e Vendas Novas. Com o surgimento deste meio de transporte, este haveria de despoletar um processo histórico, que viria a ser determinante, não só para o Concelho, como para o país. A implementação de indústrias pela Companhia União Fabril (CUF), desde 1898 dirigida pelo dinâmico e empreendedor empresário que foi Alfredo da Silva.

Desde então o Barreiro tornar-se-ia uma “moderna vila industrial e operária", transformando por completo o antigo aspecto da vila, tanto social, económica, como urbanisticamente, o Barreiro transfigurava-se. A malha urbana cresceria além dos limites do próprio concelho, até à vizinha Moita. Os vestígios deste passado são ainda hoje uma marca da cidade, através das Oficinas da CP, dos Bairros Operários, e em especial do ainda presente parque industrial-empresarial da Baia do Tejo (actual nome da antiga CUF, QUIMIGAL e Quimiparque).

O Barreiro ascendeu ao título de cidade em 28 de Junho de 1984.