Ator
English: Actor

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Nas artes cénicas, atriz ou ator (AO 1945: actriz ou actor) é a pessoa que interpreta e representa uma ação dramática baseando-se em textos, estímulos visuais, sonoros e outros, previamente concebidos por um autor ou criados através de improvisações individuais ou coletivas; utiliza-se de recursos vocais, corporais e emocionais, apreendidos ou intuídos, com o objetivo de transmitir ao espectador o conjunto de ideias e ações dramáticas propostas; pode utilizar-se de recursos técnicos para manipular bonecos, títeres e congéneres; pode interpretar sobre a imagem ou a voz de outrem; ensaia procurando aliar a sua criatividade à do encenador; atua em locais onde se apresentam espetáculos de diversões públicas e/ou nos demais veículos de comunicação.[1]

Na Antiguidade Clássica

O primeiro ator da história chamava-se Téspis de Ática, que criou o ao apresentar-se em plena Dionisíaca, na Grécia Antiga, no século V a.C. em Atenas. Trazido de Icária pelo tirano Pisístrato, o pretenso ator (que na época chamava-se hipocritès ou seja fingidor), munido de máscara e vestindo uma túnica, interpretou o deus Dionísio, destacando-se do coro, sobre a sua carroça que mais tarde ficaria conhecida como "carro de Téspis", criando um argumento artístico dentro de uma apresentação litúrgica politeísta, criando o papel do protagonista, num movimento que futuramente ficaria conhecido como tragédia grega.

Tespis também criou a conotação de segundo ator, ou o que mais tarde Ésquilo chamaria de deuteragonista, ao interpretar dois personagens através de duas máscaras (uma na parte frontal do corpo e outra na parte das costas). O ator passa a existir juntamente com o teatro, pois o ato estético coletivo de origem grega, tem seu alicerce no binômio ator-espectador. Sem o ator em cena diante de um público não há teatro. O título de primeiro ator da história do teatro no ocidente é do poeta trágico Téspis, que, em suas peças, representava vários papéis, simultaneamente. Nas tragédias gregas, era comum não se reconhecerem os atores em cena pois eles utilizavam grandes máscaras, figurinos alongados e tamancos altos, de madeira, denominados “coturnos”. A impostação de voz do ator grego era de extrema importância, em razão do uso da máscara e pelo local aberto das apresentações. Os tragediógrafos gregos representavam os papéis que escreviam. Mais tarde, Sófocles começou a desvincular autor e ator.

Quando o império romano se apropria da cultura grega, assimila um teatro, já decadente, com atores buscando um profissionalismo de efeitos grosseiros e gratuitos. O público romano opta por espetáculos circenses, jogos violentos e competitivos e diferentes formas de corridas, não valorizando a arte dramática. Sendo assim o ator começa a se especializar na mímica, dança e acrobacia. Os mais compromissados com as artes dramáticas migram para o campo, longe da cidade, praticando o mimo e caindo no gosto popular.