Atitude

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Atitude (psicologia) designa em psicologia a disposição ligada ao juízo de determinados objetos da percepção ou da imaginação - ou seja, a tendência de uma pessoa de julgar tais objetos como bons ou maus, desejáveis ou indesejáveis. A atitude se diferencia da postura pelo maior grau de concretude dos objetos a que se refere - assim, o limite entre esses dois construtos não é claro. Como no caso das posturas, há grande dificuldade na busca de uma classificação abrangente de todas as atitudes possíveis, pois os objetos a que uma atitude se pode referir são muito heterogêneos e concretos.[1]

Atitude foi objeto de estudo sobretudo da psicologia social e em suas subdisciplinas mais aplicadas: na psicologia política (ex. atitude em relação a determinados programas e partidos políticos), na psicologia da propaganda (atitudes em relação a produtos) e na psicologia da saúde (atitude com relação a comportamentos ligados à saúde - como fumar ou beber). A psicologia experimental dedicou-se sobretudo à pesquisa de um tipo especial de atitudes ligadas a grupos de pessoas: o preconceito.

Definições

Psicologia social

A atitude é uma avaliação de um objeto que pode variar do extremamente negativo ao extremamente positivo, mas também admite que as pessoas podem estar em conflito ou ambivalentes em relação ao significado de um objeto que elas podem em momentos diferentes expressar tanto atitude positiva quanto negativa para o mesmo objeto. Isto levou a uma discussão sobre se o indivíduo pode ter várias atitudes em relação ao mesmo objeto.[2]

Uma atitude pode ser como uma avaliação positiva ou negativa de pessoas, objetos, eventos, atividades e ideais. Ela pode ser concreta, abstrata ou apenas sobre qualquer coisa em seu ambiente, mas há um debate sobre definições mais precisas. Eagly e Chai ken, por exemplo, definem uma atitude como "uma tendência psicológica que se expressa por meio da avaliação de uma entidade particular com algum grau de favor ou desfavor".[3] Embora às vezes seja comum definir uma atitude como ações em direção a um objeto, a ação é geralmente entendida como sendo distinta da atitude e como uma medida de favorecimento.[4] As atitudes podem influenciar a atenção para objetos de atitude, o uso de categorias para a codificação de informação e a interpretação, julgamento e gravação de informações relevantes sobre as atitudes.[5] Estas influências tendem a ser mais poderosas para atitudes fortes, que são de fácil acesso e com base em uma estrutura elaborada de conhecimento.[6] As atitudes podem orientar a atenção e codificação automaticamente, mesmo se o indivíduo estiver perseguindo outros objetivos.

Definição de Jung

Atitude é uma das 57 definições de Jung no Capítulo XI do livro "Tipos Psicológicos". Jung define a atitude como uma "disponibilidade da psique para agir ou reagir de uma determinada maneira ".[7] As atitudes muitas vezes vêm em pares, uma consciente e outra inconsciente. Dentro dessa definição ampla, Jung define várias atitudes.

As principais (mas não únicas) dualidades das atitudes que Jung define são as seguintes.

  • As conscientes e as inconscientes. A "presença de duas atitudes é extremamente frequente, uma consciente e outra inconsciente. Isto significa que a consciência tem uma constelação de conteúdos diferentes daqueles do inconsciente, uma dualidade particularmente evidente na neurose".[8]
  • Extroversão e introversão. Este par é tão fundamental para a teoria de tipos de Jung que ele chamou-lhes de "atitudes-tipos".
  • Atitudes racionais e irracionais. "Eu concebo a razão como uma atitude".[9]
  • A atitude racional subdivide-se nas funções psicológicas pensamento e sentimento, cada uma com sua atitude.
  • A atitude irracional subdivide-se entre as funções psicológicas sensibilidade e intuição, cada uma com sua atitude. "Há, portanto, um pensamento típico, sentimentos, sensações e atitudes intuitivas".[10]
  • Atitudes individuais e sociais. Muitos destes últimos são "ismos".

Além disso, Jung discute a atitude abstrata. "Quando eu tomar uma atitude abstrata ...".[11] Abstração é contrastada com o criacionismo. "Criacionismo. Com isto quero dizer uma peculiaridade de pensar e sentir que é a antítese da abstração".[12] Por exemplo: "Eu odeio a sua atitude de ser sarcástico".