Atahualpa
English: Atahualpa

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Ataualpa
Ataw Wallpa
Viracocha.jpg
13º Inca de Cusco
Reinado1532 - 1533
ConsorteCoya Asarpay
Antecessor(a)Huáscar
Sucessor(a)(Fim de Tahuantinsuyo )
DinastiaHanan Cuzco
Nascimento20 de março de 1502
 Cusco ou Quito
Morte26 de julho de 1533 (31 anos)
 Cajamarca
PaiHuayna Capac
MãeTupa Palla ou Paccha Duchicela

Atahualpa ou Atahuallpa (quéchua Ataw Wallpa, 1502-1533) foi o décimo terceiro e último Sapa Inca (imperador inca) de Tahuantinsuyu, como era chamado o Império Inca. Foi o governante de Quito por cinco anos antes de conquistar o Império Inca de seu irmão Huáscar. Depois de derrotar seu irmão, Atahualpa tornou-se muito brevemente o último Sapa Inca (imperador soberano) do Império Inca (Tawantinsuyu) antes da conquista espanhola. Atahualpa herdou o Reino de Quito de seu pai, o Sapa Inca Huayna Capac em 1525. Antes que Huayna morresse, fez um testamento verbal onde dizia que pretendia dividir seu império em duas partes. Atahualpa se tornaria rei na seção norte do Império Inca e seu meio-irmão mais Huáscar, receberia a seção do sul como Sapa Inca. Huayna morreu de uma doença infeciosa (possivelmente varíola). Atahualpa governou Quito pacificamente por 5 anos, até que seu irmão Huáscar tentou conquistar o Reino de Quito anexando a região dos Cañaris.

A questão das panacas

Existe toda uma polêmica sobre a matrilinearidade de Atahualpa. Pedro Cieza de León afirma que Atahualpa nascera em Cusco e era mais velho que Huascar. Cieza afirma que a mãe, Tupa Palla, era de uma linhagem Hurin Cusco (Quillaco) e negava que fosse uma princesa de Quito.[1]Diego Esquivel y Navia quando fala do final do governo de Huyna Capac mencionam a origem nortenha da mãe de Atahualpa, mas mais adiante, ao mencionar os descendentes de Huayna Capac, nomeia Thupa Atahuallpa e sua mãe Tocto Ocllo Cuca Coya, que pertencia ao Hatun Ayllu (a linhagem de Pachacuti).[2]

O principal divulgador da origem nortenha de Atahualpa foi Garcilaso de La Veja, que pertencia pelo lado materno a linhagem de Tupac Yupanc e, por conseguinte fazia parte da panaca Capac Ayllu a mesma da mãe de Huascar (Rauha Ocllo), motivo pelo qual Garcilaso era partidário de Huascar.[3]

A inexatidão do relato de Garcilaso aparece em várias partes. Sua crônica trata de diminuir a imagem de Pachacuti por ser uma figura proeminente do Hatun Ayllu. Coloca um Inca Yupanqui entre Pachacuti e Tupac Yupanqui, para dissimular o príncipe Amaru que durante um tempo foi co-regente de Pachacuti e logo foi deposto em favor de Tupac Yupanqui, circunstancias que incomodavam Garcilaso porque a historiografia europeia não admitia situações similares. Por ultimo segundo os costumes tradicionais do velho mundo, não podia explicar a situação existente entre os filhos de Huayna Capac e a importância da filiação materna, incompreensível para o século XVII imbuído de primogenituras, bastardias e direito paterno.[4]

Por esse motivo Garcilaso optou, seguido por outros cronistas, pela versão de uma divisão do Tahuantinsuyu atribuída a Huayna Capac no sentido de deixar o Curacado de Quito para Atahualpa e o resto dos estados a Huascar. Esse fracionamento assemelhava ao que havia nos reinos europeus durante a era medieval entre os filhos de um rei.[4]