Arquiduque
English: Archduke

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Maximiliano do México, Arquiduque da Áustria e Imperador do México
Maria Leopoldina de Habsburgo, Arquiduquesa de Áustria e Imperatriz Consorte do Brasil
Pequenas armas da Áustria, 1512: escudo de armas e do arquiduque:
Privilegium maius. folha de rosto, cópia do imperador Maximiliano I

Arquiduque (em polonês: Arcyksiążę; em alemão: Erzherzog e no feminino: arquiduquesa) era mais precisamente o título nobiliárquico dos membros da família imperial austríaca e da família imperial do Sacro Império Romano-Germânico (962-1806), os von Habsburg. Nunca existiu um trono arquiducal: um arquiduque seria para sempre o imperador soberano. É título imediatamente superior ao de grão-duque e inferior ao de infante.

Criação do título

A primeira utilização do título foi com os governantes da Austrásia. Isso porque um membro da dinastia merovíngia o usou na complexa sucessão na casa de Clóvis, rei dos francos.

No Império Carolíngio, o título foi concebido ao Duque da Lotaríngia, que poderia ser visto como sucessor do Reino da Lotaríngia, que tinha sido o par do reino da Frância Ocidental. Com o falecimento de Carlos Magno a parte oriental do reino ficou conhecida como Frância Oriental, que é o precursor do Sacro Império Romano-Germânico.

Após a separação da Alta Lotaríngia (moderna Lorena; em alemão: Oberlothringen) e da Baixa Lorena (em alemão:Niederlothringen; correspondente ao Ducado da Lorena).

A capital da Baixa Lotaríngia foi Colônia e originalmente seu soberano foi investido como príncipe-bispo, com territórios que se estendiam para o norte até a Frísia. A Baixa Lorena sofreu uma grande fragmentação com os ducados dos Países Baixos, Brabante (principalmente na Bélgica atual) e Gueldres (agora no reino holandês e dando seu nome à província de Guéldria), reivindicando o posto arquiducal mas nunca foram oficialmente concedidas pelo imperador romano-germânico. Em holandês é Aartshertog.

O título de "Arquiduque da Áustria" apareceu com o Privilegium Maius, em 1359, um documento que o duque Rodolfo IV da Áustria falsificou a assinatura do imperador Frederico I que estava originalmente presente no documento Privilegium Minus.

Isso porque o duque Rodolfo IV tentou recuperar a influência política dos Habsburgos na cena europeia, tentando estabelecer relações com o imperador Carlos IV de Luxemburgo e aumentar o respeito dos governantes austríacos. No entanto, Rodolfo IV não pertencia aos sete príncipes-eleitores, que — conforme ditado pela Bula Dourada de 1356 — tinha o poder de escolher o Rei dos Romanos.

Tal como Carlos IV tinha feito Praga o centro de seu governo, Rodolfo IV fez o mesmo para Viena, dando-lhe privilégios especiais, como o lançamento de projetos de construção e fundação da Universidade de Viena. Tudo isso visando aumentar a legitimidade e influência da casa e das suas terras austríacas. Para o efeito, no inverno de 1358/1359, Rodolfo IV ordenou a criação de um documento falsificado chamado Privilegium Maius ("o maior privilégio"). Ela entre outras coisas, determinou o título "Palatino Arquiduque" assim seria equiparado aos príncipes-eleitores. Este novo título, contudo, não foi reconhecido pelo imperador Carlos IV.

Ernesto, Duque da Áustriae seus descendentes unilateralmente assumiram, de forma pessoal, o título de "Arquiduque".