Arara-azul-de-lear

Como ler uma infocaixa de taxonomiaArara-azul-de-lear
Casal fotografado na Estação Biológica de Canudos.
Casal fotografado na Estação Biológica de Canudos.
Estado de conservação
Espécie em perigo crítico
Em perigo crítico (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Aves
Ordem:Psittaciformes
Família:Psittacidae
Género:Anodorhynchus
Espécie:A. leari
Nome binomial
Anodorhynchus leari
Bonaparte, 1856
Distribuição geográfica
Mapa de distribuição da arara-azul-de-lear
Mapa de distribuição da arara-azul-de-lear

A arara-azul-de-lear (nome científico: Anodorhynchus leari) é uma espécie de arara da família Psittacidae e gênero Anodorhynchus leari. É endêmica do Raso da Catarina, nordeste do estado da Bahia, Brasil. Após 150 anos de incertezas, sua área de ocorrência foi descoberta em 1978 pelo ornitólogo Helmut Sick. É uma Espécie ameaçada devido ao tráfico de animais e à destruição de seu habitat, além de possuir uma população pequena, estimada em torno de 1000 animais, mas em crescimento.

Nomenclatura e taxonomia

A espécie foi descrita por Charles Lucien Bonaparte em 1856 com o nome de Anodorhynchus leari a partir de um exemplar taxidermizado presente no Museu de Paris e de um indivíduo no Zoológico de Anvers.[2] O epíteto específico foi em homenagem a Edward Lear que pintou um exemplar em uma prancha de seu livro Illustrations of the Family of the Psittacidae, or Parrots em 1828, entretanto, ele designou a espécie como Macrocercus hyacinthinus.[3]

A arara-azul-de-lear já tinha sido descoberta 1823, e diversos exemplares foram enviados para zoológicos da Europa. No entanto, nada se sabia sobre a procedência e a área de ocorrência da espécie. Na segunda metade do século XX, Olivério Pinto, em uma expedição pelo Nordeste, encontrou um exemplar cativo no município de Juazeiro e indicou o Nordeste brasileiro como a possível área de distribuição desta arara.[4] Em dezembro de 1978, Helmut Sick e colaboradores realizaram uma expedição partindo de Euclides da Cunha à procura da espécie. A cerca de 11 quilômetros da cidade encontraram a região de Toca Velha com 21 indivíduos. Também encontraram a área de Serra Branca, onde coletaram um espécime que se encontra depositado no Museu Nacional do Rio de Janeiro.[5]