Anos de chumbo (Brasil)

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"Anos de Chumbo" é a designação do período mais repressivo da ditadura militar no Brasil, tendo início em 1968 , com a edição do AI-5 em 13 de dezembro daquele ano, até o final do governo Médici, em março de 1974. O período transcorreu juntamente com o período do “milagre econômico".

Eleito pela Junta Militar que governava o país, devido à morte do antecessor Costa e Silva, Médici teve a vantagem de assumir o país no auge do chamado "milagre econômico brasileiro", um breve período onde os produtos comercializados pelo Brasil valorizaram-se, fazendo com que o Produto Interno Bruto do país crescesse a até dois dígitos, um feito só conseguido pela China atualmente. Assim, boa parte de seu mandato caracterizou-se pela estabilidade econômica, o que ajudou o governo no seu esforço de alienação do conjunto da população alheia à repressão e tortura conduzida nos "porões" da ditadura.

Alguns reservam a expressão "anos de chumbo" especificamente para o governo Médici.[1] O período se destaca pelo feroz combate entre a extrema-esquerda versus extrema-direita, de um lado, e de outro, o aparelho repressivo policial-militar do Estado, eventualmente apoiado por organizações paramilitares e grandes empresas, tendo como pano de fundo, o contexto da Guerra Fria.[2]

A Emenda Constitucional de 1969

Em 17 de outubro foi promulgada pela junta militar a Emenda Constitucional nº 1, incorporando dispositivos do Ato Institucional nº 5 à constituição, estabelecendo o que ficou conhecido como Constituição de 1969.

Em 25 de outubro, Médici e Rademaker foram eleitos pelo Congresso por 293 votos, havendo 76 abstenções, correspondentes à bancada do MDB ( Movimento Democrático Brasileiro). O novo presidente tomou posse no dia 30 de novembro.